O assunto é antigo, mas o problema nunca deixa de ser atual. O mosquito Aedes precisa ser eliminado e, para isso, os 31 municípios da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Ubá realizaram ações conjuntas no sábado, 22/2, correspondendo ao Dia D da estratégia Minas Unida contra o Mosquito, da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).
Ao todo, mais de 15 mil pessoas foram abordadas e receberam informações sobre prevenção de surgimento de focos do mosquito, cuidados em casos suspeitos, serviços de Saúde disponíveis e, em algumas localidades, vacinação contra a dengue para o público de 10 a 14 anos.
Parte dos 31 municípios da GRS Ubá, 26% do total, optou por realizar uma Blitz Educativa, que consiste em abordar brevemente os ocupantes dos veículos para a entrega de material informativo e conscientização. Outros 16% escolheram realizar Mutirão Comunitário, envolvendo os moradores no recolhimento de materiais inservíveis, que podem se tornar possíveis focos do Aedes; e igual porcentagem utilizou de Ações Educativas no Dia D, incluindo as escolas em atividades como passeatas e teatro. Os demais municípios diversificaram as ações como Bloquinhos de Carnaval com tema Aedes, Feira da Saúde, visitas domiciliares de Agentes de Endemias em horário diferenciado, entre outros.
Cenário Epidemiológico - Regional de Ubá
Em 2025, o cenário epidemiológico do território da regional Ubá registrava, até o dia 24/2, 3.843 casos prováveis para a dengue e 419 casos confirmados, de acordo com os dados do Painel de Monitoramento de Casos do hotsite Aedes da SES-MG (clique aqui). Para a chikungunya, os registros apontam para 467 casos prováveis e 127 confirmados para o agravo. Um caso suspeito foi notificado para zika.
“Ver nossos municípios agindo de forma consonante com ações estratégicas para mobilizar a população na eliminação do Aedes tem sido muito gratificante”, disse Franklin Leandro Neto, gerente regional de Ubá. Ele esteve pessoalmente nas ações do município sede, Ubá, e acompanhou os trabalhos efetuados nos demais municípios. “É um esforço que precisa ser coletivo, pois o mosquito se reproduz e habita dentro das casas das pessoas. Portanto, cada um de nós, somados ao empenho das secretarias municipais de Saúde e da SES-MG, precisamos agir para conseguirmos diminuir a infestação deste mosquito e assim evitar mais casos de arboviroses”, completou Franklin.