De 23 de abril a 1º de junho, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) lança a sua Campanha de Vacinação Contra Influenza com o seguinte slogan: "Pra enfrentar a Gripe, vacine-se". Já no dia 12 de maio será o Dia D, a data da mobilização nacional. Para vacinar basta ir ao Posto de Saúde mais próximo da sua casa munido com o Cartão de Vacinação. Se você perdeu ou não sabe onde deixou o seu cartão, é possível fazer outro cartão na Unidade de Saúde em que for vacinar.

Nesta campanha, além de indivíduos com 60 anos ou mais de idade, serão vacinadas as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os professores das escolas públicas e privadas, os povos indígenas, as pessoas que possuem doenças crônicas não transmissíveis (tais como diabetes, hipertensão, asma, entre outros, além daquelas pessoas que têm outras condições clínicas especiais), os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

No Brasil, o público-prioritário representará, aproximadamente, 60 milhões de pessoas e a meta (nacional) é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos elegíveis para a vacinação. Em Minas Gerais espera-se vacinar 5.034.284 indivíduos. O Influenza é um vírus de circulação sazonal e, em 2018, a vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é trivalente, protegendo contra 3 tipos de Influenza, sendo eles o H3N2, o H1N1 e o B.

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gripe é uma infecção aguda causada pelo vírus Influenza, que afeta o sistema respiratório e pode provocar complicações graves, inclusive a morte, se não for tratada a tempo, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção: crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

A síndrome gripal, que se caracteriza pelo aparecimento súbito de febre, dor de cabeça, dores musculares, tosse, dor de garganta e fadiga, é a manifestação mais comum. Nos casos mais graves, geralmente, existe dificuldade respiratória e há necessidade de hospitalização. Nesta situação, denominada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), é obrigatória a notificação às autoridades de saúde.

A transmissão do vírus Influenza ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém‐contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

A Influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do País. Algumas pessoas, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade, possuem um risco maior de desenvolver complicações. Muita gente não sabe, mas a gripe pode ser causada pelos vírus Influenza A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica. Estima-se que, em média, as cepas A causem 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio das cepas B.

Os tipos A e B sofrem frequentes mutações e são responsáveis pelas epidemias sazonais, também por doenças respiratórias com duração de quatro a seis semanas e que, frequentemente, são associadas com o aumento das taxas de hospitalização e morte por pneumonia. Já o tipo C causa problemas respiratórios leves e infecta humanos, cachorros e porcos.

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Os dados das doses aplicadas da vacina contra a gripe podem ser acessados pelo site do Ministério da Saúde. Existe uma plataforma específica do Sistema Nacional de Imunização, pela qual os profissionais de saúde dos municípios lançam as informações sobre vacinação. Como esse sistema é dinâmico, os números podem variar de acordo com o horário em que você fizer a consulta.

O link é: http://sipni.datasus.gov.br/si-pni-web/faces/relatorio/consolidado/dosesAplicadasCampanhaInfluenzaFaixa.jsf

Basta selecionar a UF (Unidade Federativa) de seu interesse, a Macro Regional e, caso queira consultar dados de algum município em específico, a Regional e o Município. Caso seja de Minas Gerais como um todo, somente os dois primeiros campos já são suficientes. Depois disso, basta clicar em "Pesquisar", que os números das doses aplicadas, divididas por grupos prioritários, já irão aparecer. O sistema possui vários filtros, então você pode fazer a busca da forma como achar mais propícia.

A vacinação contra Influenza mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações. As vacinas utilizadas nas campanhas nacionais de vacinação contra a influenza do Programa Nacional de Imunizações (PNI) são vacinas trivalentes que contêm os antígenos purificados de duas cepas do tipo A e uma B.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza.

Além da vacina, as ações de prevenção da transmissão da influenza incluem a etiqueta respiratória e a lavagem correta e frequente das mãos.

Gripe e resfriado é a mesma coisa?

Não. Gripe é diferente de resfriado, que é uma infecção causada por vários tipos de vírus. É raro a aparecimento de febre em resfriado, mas é comum coriza, tosses e espirros. É mais brando, dificilmente gera complicações.

A gripe pode matar?

Pode. Se a gripe não for tratada a tempo, pode causar complicações graves e, inclusive a morte, sobretudo nos grupos de alto risco, como crianças menores de cinco anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Lavar as mãos pode mesmo ajudar na prevenção contra a gripe?

A lavagem das mãos exige certo cuidado e deve ser realizada com frequência. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o simples ato de lavar as mãos reduz em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta.

Então, como lavar as mãos corretamente?

É recomendado usar água limpa e sabonete, lavar integralmente toda a superfície da mão, iniciando pelas palmas, com atenção também às pontas dos dedos, com o espaço entre eles, com as unhas, o dorso da mão e lavando até a região do punho. Esse processo pode ser complementado pela utilização de álcool em gel.

Beber bastante líquido ajuda a prevenir a gripe?

Com certeza. Beber bastante líquido (água, chá e sucos naturais) é fundamental para ajudar o organismo a combater a infecção causada pela gripe ou resfriado. A ingestão de líquido facilita ainda a eliminação da secreção que entope o nariz e deixa o pulmão carregado.

Os fumantes são mais vulneráveis ao vírus da gripe e resfriado?

Sim. Isto acontece porque a toxina contida no cigarro degenera rapidamente o sistema imunológico. Os fumantes que estão com a gripe também tem mais propensão a desenvolver a fase mais grave da doença, uma vez que as células do pulmão estão mais danificadas, se compararmos com uma pessoa não-fumante.

Quem faz parte do grupo prioritário de vacinação contra a gripe?

Pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, povos indígenas aldeados, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), professores da rede pública e privada de ensino, pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar.

Porque o SUS imuniza contra a gripe as pessoas pertencentes ao grupo prioritário?

O SUS oferece imunização para todas e todos. O que acontece é que a saúde pública trabalha com o conceito de saúde coletiva, que é pensar no bem estar do todo e não só do indivíduo. Neste momento de enfrentamento à gripe, após estudos dos dados epidemiológicos, concluiu-se que era mais viável imunizar estes grupos que são mais sensíveis aos sintomas da Influenza. Se na sua Unidade de Saúde não possui vacina, denuncie na Ouvidoria de Saúde de Minas Gerais pelo site ou pelo telefone 136.

Tenho doença crônica. Então, como faço para me vacinar?

É necessário a prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina contra a gripe que deverá ser apresentada no ato da vacinação.

Se estou grávida, há alguma recomendação para o tratamento de gripe ou resfriado?

Sim, há algumas recomendações. A primeira delas e a mais importante é procurar uma Unidade de Saúde ou o médico que acompanha o seu pré-natal. O profissional de saúde lhe dará orientações personalizadas, de acordo com o seu histórico de saúde e do bebê. Além disso, é muito importante que a gestante não se automedique, beba bastante líquido e faça uma dieta equilibrada.

Porque algumas crianças estão tomando a vacina da gripe em duas etapas?

De acordo com o Ministério da Saúde, o esquema de vacinação de duas doses da vacina contra a gripe é recomendado para as crianças de seis meses a menores de nove anos de idade (que tenham doença crônica, por exemplo, pois se encaixam no grupo prioritário) que serão vacinadas pela primeira vez, devendo-se agendar a segunda dose para 30 dias após a primeira.

Se eu já tiver pegado a gripe H1N1, ainda preciso tomar a vacina?

Com certeza. Quem foi infectado fica imunizado por um tempo, mas depois pode voltar a contrair a doença. A vacina é diferente em cada ano, de acordo com os vírus que estão circulando no ambiente para aquele ano. Além disso, a imunidade não é duradoura, ou seja, se a pessoa pegou gripe uma vez pode pegar novamente.

Já me vacinei no ano passado. É verdade que preciso me vacinar novamente?

É verdade. A constante mudança dos vírus Influenza requer uma frequente reformulação da vacina, de forma que é necessário se vacinar anualmente contra a gripe.

Como se dá a distribuição de vacinas nas Unidades de Saúde do SUS?

A partir do recebimento das vacinas, os gestores locais têm autonomia para definir estratégias de vacinação da população prioritária, observando a reserva adequada do produto para a campanha nacional. A entrega das vacinas aos municípios é de responsabilidade dos Estados. Quando o município necessita de mais doses, ele deve acionar o setor de imunização da Regional de Saúde Estadual que o atende.

Por que devo me vacinar contra a gripe pelo SUS?

Porque o Brasil possui um excelente Programa Nacional de Imunizações (PNI), que não só oferece uma gama muito abrangente de vacinas, como essas são conservadas e aplicadas de forma adequada, não havendo justificativa técnica para não se deixar de vacinar nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Os êxitos alcançados pelo PNI renderam reconhecimento e respeitabilidade mundial ao Brasil.

Fake News sobre a Gripe

Selecionamos algumas das principais Fake News encontradas na internet. Confira:

No Facebook, o alerta é de um novo vírus, o H2N3, que estaria circulando no Brasil provocando mortes. Houve também alertas para uma epidemia de outros vírus da influenza, como HN1N3 e gripe australiana, acrescidos da afirmação de que a vacina seria uma "arma química para exterminar os idosos".

Não existem estes vírus em circulação. É Fake News. Sites disponíveis para consulta (informação oficial):

Um áudio circulou no WhatsApp com um alerta sobre uma variação mortal do vírus da gripe suína que estaria circulando em Goiânia (GO). Uma voz feminina diz que dois médicos já morreram infectados e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não quer que a informação seja divulgada à população.

Não existe vírus novo que sofreu mutação. Todas as informações são divulgadas de forma transparente nos Boletins do Ministério da Saúde, de publicação semanal. As informações de número de casos e óbitos de Goiás também estão disponíveis neste documento. Clique aqui para mais informações.


Ainda no mesmo áudio, a eficácia da vacina disponível na atual Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. Diz não saber se a rede pública usa a vacina de 2017, que não está atualizada com as variações de influenza que circulam neste ano no país?

São três os principais vírus da gripe em circulação no país: o influenza A/H1N1, o influenza A/H3N2 e uma variante do influenza B. A vacina disponibilizada na rede pública é trivalente e protege contra esses três principais vírus da Influenza. É importante ainda ressaltar que a vacina ofertada na campanha de 2017 já foi recolhida, e que as remessas do imunizante para 2018 já estão disponíveis nos postos de saúde.

Ainda pelo WhatsApp, circulou outra mensagem – essa de texto – divulgando que o chá de erva-doce tem a mesma ação do Tamiflu, o único medicamento antiviral disponível atualmente para tratar a gripe. Isso procede?

O Oseltamivir (Tamiflu) é o único antiviral disponível para tratamento da gripe, agindo sobre a replicação do vírus. A recomendação para uso de inibidores da neuraminidade na influenza, com a finalidade de reduzir a duração da doença e as complicações secundárias graves, é baseada em estudos científicos de alta qualidade. Não tem como um chá ter toda esta ação sobre a doença e o vírus (chá não é medicamento). O chá serve apenas como medida de hidratação, tratamento complementar nos casos de gripe.

O boato já é antigo e surgiu na época da pandemia da gripe H1N1, em meados de 2009. Entretanto, a cada nova campanha de vacinação contra gripe, promovida anualmente pelo Ministério da Saúde, os boatos afirmando que a vacina da gripe contém mercúrio e que, portanto, pode causar autismo, voltam a circular nas redes sociais. “Vacina da gripe, vacinou seu filho? Fique atento aos sintomas de autismo, as chances de desenvolver são grandes”.

Thimerosal é um preservativo que contém mercúrio e é usado em vacinas que contêm múltiplas doses para prevenir a contaminação ao se extraírem repetidamente as doses para aplicação. Não há dados que indiquem que Thimerosal usado nas vacinas tenha causado autismo ou outros problemas individuais. Segundo o FDA/EUA (Food and Drug Administration), não há evidência convincente de danos causados por pequenas doses de Thimerosal como preservativo nas vacinas de Influenza, exceto um ligeiro inchaço e vermelhidão no local da injeção. Um estudo analisando a vacinação com Influenza de mais de 2000 gestantes não demonstrou nenhum efeito adverso, em relação ao feto, associado com a vacina da Influenza.

Ainda sobre o mercúrio presente nas vacinas, matérias em sites de notícia afirmam que o timerosal, substância que contém mercúrio e é utilizada como conservante em vacinas, é tóxico aos rins e tem meia-vida de mais de 45 dias no organismo animal. “Bactericida usado em vacinas, o timerosal é capaz de induzir à morte células renais humanas em apenas 24 horas enquanto as concentrações de mercúrio, presente na composição da substância, levam mais de 45 dias para ser reduzidas à metade no organismo. Esses são os principais achados de estudos realizados em laboratórios da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP e da Universidade de Queensland, Austrália”.

Idem resposta anterior. É usado em pequenas quantidades, apenas como preservativo para prevenir contaminação da vacina.

Essa mensagem que circula no Twitter procede: "O governo vacina só uma parte da população para gastar menos. O governo tem dever, obrigação, de vacinar todos. Tem dinheiro para isso, sim!"?

A vacina contra gripe serve para diminuir as complicações e óbitos pela doença, e não os casos em si. Portanto, existem grupos de risco que estão mais susceptíveis a sofrerem complicações secundárias, sendo eles: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas, trabalhador de saúde, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas, pacientes imunossuprimidos ou que estejam fazendo uso de medicações imunodepressoras. Neste ano, o Ministério da Saúde ampliará a vacinação para os professores. 

Análise publicada em março de 2018 demonstrou que uso de vacina para gripe reduziu o risco de morte de qualquer causa em 48%, durante a temporada de gripe, e 21% durante o resto do ano, em pacientes com insuficiência cardíaca. O autor sugere um estudo randomizado em grande escala, pois foram analisados cinco estudos relevantes de coorte observacional. Outro estudo publicado em 2018 encontrou uma significante associação entre infecções respiratórias, especialmente Influenza e infarte agudo do miocárdio.

A vacina pode ser tomada por todos a partir dos 6 meses, no entanto, o Ministério da Saúde disponibiliza hoje somente para os grupos de risco justamente para reduzir o número de complicações e óbitos pela doença. A produção da vacina em larga escala, para toda a população, também seria um entrave para liberação da vacina no país.

Ainda sobre Fake News, circulam nas redes sociais e no Whatsapp, algumas de prevenção contra a gripe equivocadas com os seguintes exemplos:

1) Duas vezes por dia, sobretudo quando esteve em contato com outras pessoas, ou quando chegar em casa, faça gargarejos com água morna contendo sal de cozinha. Decorrem normalmente 2 a 3 dias entre o momento em que a garganta e as narinas são infectadas e o aparecimento dos sintomas. Os gargarejos feitos regularmente podem prevenir a proliferação do vírus. De certa maneira, os gargarejos com água salgada têm o mesmo efeito, numa pessoa em estado saudável, que a vacina sobre uma pessoa infectada. Não devemos subestimar este método preventivo simples, barato e eficaz. Os vírus não suportam a água morna contendo sais.

A mistura de água morna e sal tem temperatura e composição química muito parecidas com as do nosso próprio organismo. Quando a água morna entra em contato com a mucosa ferida, seu calor faz com que haja uma dilatação dos vasos sanguíneos do local. Esse aumento da circulação auxilia um número maior de glóbulos brancos a passar do sangue para o tecido afetado, diminuindo a inflamação. Por esse motivo, só a água morna pura já bastaria para aliviar. Já o sal, muitos acreditam que sirva para limpar o local – mas não é bem assim. “Ele não limpa a boca. O que acontece é que temos aproximadamente 0,9% de sódio no sangue. Portanto, ao adicionarmos sal à água, fazemos com que sua composição fique parecida com a do líquido que temos no corpo, o que torna a mistura muito menos agressiva do que a água pura, aumentando sua eficácia na remoção do muco que se forma na garganta”, afirma o otorrinolaringologista Celso Becker, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
- Trata-se de uma receita caseira que auxilia no tratamento da gripe, mas NÃO substitui a proteção da vacina de maneira alguma.

2) Ao menos uma vez por dia, à noite, por exemplo, limpe as narinas com a água morna e sal. Assoe o nariz com vigor, e, em seguida, com um cotonete para ouvidos (ou um pouco de algodão) mergulhado numa solução de água morna com sal, passe nas duas narinas. Este é um outro método eficaz para diminuir a propagação do vírus. O uso de potes nasais para limpeza das narinas, contendo água morna e sal de cozinha, é um excelente método para retirar as impurezas que albergam os vírus e bactérias; trata-se de um costume milenar, da India. Outra versão dessa medida de prevenção sugere manter as narinas higienizadas com Rinosoro ou similar.
Idem item anterior. São medidas auxiliares que podem ajudar principalmente pelo fato de manterem as mucosas hidratadas.

3) Beba tanto quanto possível bebidas quentes (chás, café, infusões etc.). As bebidas quentes limpam os vírus que podem se encontrar depositados na garganta e em seguida depositam-nos no estômago onde não podem sobreviver, devido o pH local ser ácido, o que evita a sua proliferação. Outra versão dessa medida de prevenção sugere tomar chá quentinho, pois leva as bactérias para o intestino e lá elas morrem.

O importante durante um quadro gripal é manter a hidratação constante do organismo. Pode ser tanto bebida quente quanto fria, não há comprovação científica em relação a isso.

4) Tomar diariamente 15 minutos de banho de sol.

É uma medida importante e eficaz para produção de vitamina D. Para produzir adequadamente vitamina D, é necessário tomar sol durante pelo menos 15 minutos para peles claras e 45 minutos a 1 hora para peles escuras. O banho de sol deve ser feito ao ar livre, com o máximo de pele exposta e sem barreiras como vidros de carros ou protetor solar, para que os raios UVB atinjam diretamente a maior quantidade de pele possível. Bebês e idosos também precisam tomar banho de sol diariamente para prevenir deficiências em vitamina D, no entanto, deve-se ter especial atenção com os idosos, pois eles precisam de pelo menos 20 minutos ao sol para produzir quantidades adequadas dessa vitamina. Trata-se de medidas preventivas, não substituindo outros tratamentos para a gripe.

5) Evitar ao máximo o consumo de doces e de açúcar.
Também é medida geral de prevenção de diabetes, hipercolesterolemia, obesidade, etc.

  • Lave bem as mãos com água e sabão;
  • Beba bastante água. Manter as vias respiratórias bem hidratadas dificulta a entrada de vírus e bactérias;
  • Evite locais com muitas pessoas e com pouca circulação de ar;
  • Mantenha a janela do ônibus sempre aberta, mesmo em dias mais frios;
  • Sempre jogue os lenços de papel no lixo;
  • Nunca use as mãos para tossir ou espirrar;
  • Ao tossir ou espirrar, use a parte interna do braço, na área superior das mangas da roupa;
  • Evite compartilhar alimentos, copos, talheres, toalhas e outros objetos de uso pessoal;
  • Crianças menores de seis meses, que ainda não receberam todas as vacinas, não devem ser expostas a locais com aglomerações de pessoas, como shoppings e ônibus;
  • Não tome medicamentos sem orientação médica;
  • Diante de qualquer sintoma de gripe, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

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» Confira documentos e links com conteúdo de interesse:

  1. Protocolo de tratamento de Influenza: 2017