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A gripe é uma infecção aguda causada pelo vírus Influenza, que afeta o sistema respiratório e pode provocar complicações graves, inclusive a morte, se não for tratada a tempo, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção: crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

A síndrome gripal, que se caracteriza pelo aparecimento súbito de febre, dor de cabeça, dores musculares, tosse, dor de garganta e fadiga, é a manifestação mais comum. Nos casos mais graves, geralmente, existe dificuldade respiratória e há necessidade de hospitalização. Nesta situação, denominada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), é obrigatória a notificação às autoridades de saúde.

A transmissão do vírus Influenza ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém‐contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

A Influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do País. Algumas pessoas, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade, possuem um risco maior de desenvolver complicações. Muita gente não sabe, mas a gripe pode ser causada pelos vírus Influenza A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica. Estima-se que, em média, as cepas A causem 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio das cepas B.

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Como acompanhar o balanço parcial de vacinação da gripe em Minas Gerais?

Os dados das doses aplicadas da vacina contra a gripe podem ser acessados pelo site do Ministério da Saúde. Existe uma plataforma específica do Sistema Nacional de Imunização, pela qual os profissionais de saúde dos municípios lançam as informações sobre vacinação. Como esse sistema é dinâmico, os números estão em constante atualização.

O link é: http://sipni.datasus.gov.br/si-pni-web/faces/relatorio/consolidado/dosesAplicadasCampanhaInfluenzaFaixa.jsf

Basta selecionar a UF (Unidade Federativa) de seu interesse, a Macro Regional e, caso queira consultar dados de algum município em específico, a Regional e o Município. Caso seja de Minas Gerais como um todo, somente os dois primeiros campos já são suficientes. Depois disso, basta clicar em "Pesquisar", que os números das doses aplicadas, divididas por grupos prioritários, já irão aparecer. O sistema possui vários filtros, então você pode fazer a busca da forma como achar mais propícia.

A vacinação contra Influenza mostra-se como uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações. As vacinas utilizadas nas campanhas nacionais de vacinação contra a influenza do Programa Nacional de Imunizações (PNI) são vacinas trivalentes que contêm os antígenos purificados de duas cepas do tipo A e uma B.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza. Além da vacina, as ações de prevenção da transmissão da influenza incluem a etiqueta respiratória e a lavagem correta e frequente das mãos.

Indivíduos com 60 anos ou mais de idade; crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores das escolas públicas e privadas; povos indígenas; pessoas que possuem doenças crônicas não transmissíveis (tais como diabetes, hipertensão, asma, entre outros, além daquelas pessoas que têm outras condições clínicas especiais); população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional, fazem parte do público prioritário para a vacina.

Gripe e resfriado é a mesma coisa?

Não. Gripe é diferente de resfriado, que é uma infecção causada por vários tipos de vírus. É raro a aparecimento de febre em resfriado, mas é comum coriza, tosses e espirros. É mais brando, dificilmente gera complicações.

A gripe pode matar?

Pode. Se a gripe não for tratada a tempo, pode causar complicações graves e, inclusive a morte, sobretudo nos grupos de alto risco, como crianças menores de cinco anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Lavar as mãos pode mesmo ajudar na prevenção contra a gripe?

A lavagem das mãos exige certo cuidado e deve ser realizada com frequência. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o simples ato de lavar as mãos reduz em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta. É recomendado usar água limpa e sabonete, lavar integralmente toda a superfície da mão, iniciando pelas palmas, com atenção também às pontas dos dedos, com o espaço entre eles, com as unhas, o dorso da mão e lavando até a região do punho. Esse processo pode ser complementado pela utilização de álcool em gel.

Beber bastante líquido ajuda a prevenir a gripe?

Com certeza. Beber bastante líquido (água, chá e sucos naturais) é fundamental para ajudar o organismo a combater a infecção causada pela gripe ou resfriado. A ingestão de líquido facilita ainda a eliminação da secreção que entope o nariz e deixa o pulmão carregado.

Os fumantes são mais vulneráveis ao vírus da gripe e resfriado?

Sim. Isto acontece porque a toxina contida no cigarro degenera rapidamente o sistema imunológico. Os fumantes que estão com a gripe também tem mais propensão a desenvolver a fase mais grave da doença, uma vez que as células do pulmão estão mais danificadas, se compararmos com uma pessoa não-fumante.

Quem faz parte do grupo prioritário de vacinação contra a gripe?

Pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos (quatro anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores de saúde, povos indígenas aldeados, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), professores da rede pública e privada de ensino, pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, também devem se vacinar.

Porque o SUS imuniza contra a gripe as pessoas pertencentes ao grupo prioritário?

O SUS oferece imunização para todas e todos. O que acontece é que a saúde pública trabalha com o conceito de saúde coletiva, que é pensar no bem estar do todo e não só do indivíduo. Neste momento de enfrentamento à gripe, após estudos dos dados epidemiológicos, concluiu-se que era mais viável imunizar estes grupos que são mais sensíveis aos sintomas da Influenza. Se na sua Unidade de Saúde não possui vacina, denuncie na Ouvidoria de Saúde de Minas Gerais pelo site ou pelo telefone 136.

Tenho doença crônica. Então, como faço para me vacinar?

É necessário a prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina contra a gripe que deverá ser apresentada no ato da vacinação.

Se estou grávida, há alguma recomendação para o tratamento de gripe ou resfriado?

Sim, há algumas recomendações. A primeira delas e a mais importante é procurar uma Unidade de Saúde ou o médico que acompanha o seu pré-natal. O profissional de saúde lhe dará orientações personalizadas, de acordo com o seu histórico de saúde e do bebê. Além disso, é muito importante que a gestante não se automedique, beba bastante líquido e faça uma dieta equilibrada.

Porque algumas crianças estão tomando a vacina da gripe em duas etapas?

De acordo com o Ministério da Saúde, o esquema de vacinação de duas doses da vacina contra a gripe é recomendado para as crianças de seis meses a menores de nove anos de idade (que tenham doença crônica, por exemplo, pois se encaixam no grupo prioritário) que serão vacinadas pela primeira vez, devendo-se agendar a segunda dose para 30 dias após a primeira.

Se eu já tiver pegado a gripe H1N1, ainda preciso tomar a vacina?

Com certeza. Quem foi infectado fica imunizado por um tempo, mas depois pode voltar a contrair a doença. A vacina é diferente em cada ano, de acordo com os vírus que estão circulando no ambiente para aquele ano. Além disso, a imunidade não é duradoura, ou seja, se a pessoa pegou gripe uma vez pode pegar novamente.

Já me vacinei no ano passado. É verdade que preciso me vacinar novamente?

É verdade. A constante mudança dos vírus Influenza requer uma frequente reformulação da vacina, de forma que é necessário se vacinar anualmente contra a gripe.

  • Lave bem as mãos com água e sabão;
  • Beba bastante água. Manter as vias respiratórias bem hidratadas dificulta a entrada de vírus e bactérias;
  • Evite locais com muitas pessoas e com pouca circulação de ar;
  • Mantenha a janela do ônibus sempre aberta, mesmo em dias mais frios;
  • Sempre jogue os lenços de papel no lixo;
  • Nunca use as mãos para tossir ou espirrar;
  • Ao tossir ou espirrar, use a parte interna do braço, na área superior das mangas da roupa;
  • Evite compartilhar alimentos, copos, talheres, toalhas e outros objetos de uso pessoal;
  • Crianças menores de seis meses, que ainda não receberam todas as vacinas, não devem ser expostas a locais com aglomerações de pessoas, como shoppings e ônibus;
  • Não tome medicamentos sem orientação médica;
  • Diante de qualquer sintoma de gripe, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

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Confira documentos e links com conteúdo de interesse:

  1. Protocolo de tratamento de Influenza: 2017