Agroindústria Familiar é debatida na Regional de Saúde de Uberlândia | Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais - SES

A Regional de Saúde de Uberlândia em parceria com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (EMATER), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) de Minas Gerais e a Secretaria Agropecuária, Abastecimento e Distritos de Uberlândia, realizaram nesta terça-feira, 19/03, a primeira reunião técnica sobre a intersetorialidade na regularização da Agroindústria Rural de Pequeno Porte e Microempreendedores juntamente com os coordenadores municipais da Vigilância Sanitária da região.

Talita Costa e Silva Brito, referência técnica da Vigilância Sanitária (VISA) da Regional de Saúde de Uberlândia, destacou que este foi o primeiro momento regional para alinhar as informações junto aos parceiros para viabilizar as ações da VISA quanto aos pequenos agricultores e microempreendedores. A próxima etapa é capacitar os fiscais sanitários dos municípios para que adotem um procedimento uniforme conforme a legislação. “Sabemos que o agroindústria é um segmento muito forte aqui na região, e precisamos assessorar os empreendedores para a inclusão produtiva e com segurança sanitária, oferecendo todo o suporte para que a população não fique vulnerável”, explica Talita.

A agricultura familiar tem cunho empresarial, pois gera produto e é rentável. O poder público precisa ter um olhar diferenciado para fomentar o mercado e não deixar o consumidor exposto a produtos clandestinos. “Temos que conhecer e certificar os produtos seguros e abrir o mercado para esses segmentos, e por meio da assistência técnica, alavancar os negócios”, destacou a secretária de Agropecuária, Abastecimento e Distritos de Uberlândia, Walkiria Naves.

Créditos: Lilian Cunha

Com a mesma visão empresarial, a consultora do SEBRAE, Fabiana Queiroz, abordou o perfil do cliente que orienta as estratégias para a agricultura familiar, e o papel da Vigilância Sanitária é essencial. “O consumidor quer é comodidade, produto de qualidade e saber a origem, um item tecnológico, que utiliza o correto manejo sanitário e genético, sustentável e que lhe traga experiência positiva. Este é o valor agregado da experiência positiva que ele busca. E por outro lado, o empreendedor precisa inovar para divulgar seu produto, preocupar com a logística de venda e ter rentabilidade.”

A coordenadora técnica regional da EMATER apresentou parte do trabalho que é desenvolvido junto aos pequenos produtores da agroindústria familiar. “Auxiliamos em todo o processo de legalização, explicando as boas práticas, os procedimentos operacionais padrão, rotulagem, oferecemos cursos de capacitação e o registro”, diz.

As atribuições do IMA são articuladas com as da EMATER. “Nosso principal foco é a educação sanitária, fazer com que a agroindústria se adeque às normas dentro da realidade do empreendedor e obedecendo as legislações”, completou o fiscal assistente agropecuário do IMA, Marcos César Fonseca.

Presente na reunião, o coordenador da VISA de Tupaciguara, Joel Reis Mendes, disse que a equipe local está acompanhando cinco agroindústrias de pequeno porte e é importante padronizar as ações para direcionar o trabalho desenvolvido. “Precisamos facilitar o processo de legalização e fazer com que o empresário tenha confiança na Vigilância Sanitária. Isto facilita as orientações, as exigências das normas são cumpridas e não há a penalização do produtor”.

Por Lilian Cunha

Enviar para impressão