TRANSMISSÃO | SINTOMAS | PREVENÇÃO | DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

A Monkeypox é uma doença transmitida pelo vírus monkeypox, que se manifesta principalmente através de lesões na pele, como manchas e feridas abertas, além de outros sintomas parecidos com os de uma gripe comum, como febre e dor de cabeça.

É considerada uma doença de baixa letalidade, pois a maior parte dos casos evolui naturalmente para a cura após 21 dias, sem necessidade de internação hospitalar. O contágio ocorre a partir do contato com pele, sangue, fluídos corporais e secreções, como a saliva e roupas de cama de pessoas infectadas.

A doença se espalha de pessoa para pessoa; por isso recomenda-se o isolamento imediato de casos considerados suspeitos.

A Monkeypox não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), pois pode infectar qualquer pessoa a partir de contato próximo com indivíduos contaminados.

Monkeypox | Linha do Tempo

  • 1958 | Descoberta do vírus em macacos em um laboratório dinamarquês;
  • 1970 | Primeiro caso humano foi identificado em uma criança, na República Democrática do Congo;
  • 15 de maio de 2022 | OMS é notificada de 4 casos confirmados no Reino Unido;
  • 31 de maio de 2022 | Notificado o primeiro caso suspeito no Brasil;
  • 23 de julho de 2022 | OMS declara Monkeypox como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional;
  • 29 de julho de 2022 | Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública é ativado no Brasil;
  • 11 de junho de 2022 | Notificado primeiro caso suspeito em Minas Gerais;
  • 29 de junho de 2022 | Primeiro caso é confirmado em Minas Gerais;
  • 28 de julho de 2022 | Minas Gerais registra o primeiro óbito do país de paciente com Monkeypox;
  • 22 de agosto de 2022 | SES-MG lança o Painel Monkeypox, com dados estatísticos da doença no estado, e inicia a publicação de informes diários e boletins epidemiológicos semanais.

POR QUE SE CHAMA MONKEYPOX E O QUE ELA TEM A VER COM MACACOS?

A doença foi batizada como Monkeypox devido ao fato de o vírus ter sido descoberto pela primeira vez em primatas, em um laboratório de pesquisas.

Apesar do nome, a Monkeypox não é, atualmente, uma doença relacionada a macacos. Todos os casos registrados até o momento indicam transmissão entre pessoas. No Brasil não foi registrada nenhuma contaminação em macacos e outros símios (primatas não-humanos). Vale destacar ainda que, maltratar ou agredir animais é crime previsto em lei.

Qualquer pessoa está suscetível ao vírus, sendo que a transmissão da Monkeypox pode ocorrer por meio de:

  •  Contato com a pele de pessoas doentes (como um simples toque ou um abraço, por exemplo);
  •  Contato com as secreções de pessoas doentes como saliva, muco nasal, fluídos corporais em geral, suor e sangue (o que pode se dar através de beijos, por exemplo);
  •  Contato com as gotículas expelidas durante a respiração;
  •  Contato pela manipulação de objetos e superfícies contaminadas com secreções de indivíduos doentes, como lençóis, roupas e banheiros.

A Monkeypox não é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST), pois pode infectar qualquer pessoa a partir de contatos próximos com indivíduos contaminados.

Os principais sintomas incluem:

  • Lesões na pele, como erupções e manchas;
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Aumento de ínguas (linfonodos) em algumas partes do corpo;
  • Dores musculares e fraqueza.

 

  • Mantenha o paciente em isolamento, quando possível, em quarto com ambiente ventilado e em cama separada, além de manter o distanciamento de pelo menos 1m de outras pessoas;
  • Utilize máscara e proteja as lesões para evitar a exposição;
  • Evite aglomerações como festas e shows;
  • Limpe frequentemente (mais de uma vez ao dia) as superfícies suspeitas de contaminação, principalmente o banheiro;
  • Separe, evite a manipulação, e higienize roupas pessoais, de cama e banho com água quente;
  • Lave as mãos com frequência, sobretudo antes de ir ao banheiro, de cozinhar ou se alimentar;
  • Use toalha descartável, ou troque as de tecido sempre que estiverem úmidas. Na impossibilidade da lavagem das mãos, utilize álcool 70%;
  • Não compartilhe talheres, que devem ser lavados com água quente (próximo do ponto de fervura) e sabão comum. Na indisponibilidade de água aquecida, pode ser utilizada solução contendo água sanitária;
  • Descarte resíduos contaminados como máscaras, curativos e bandagens de forma adequada, utilizando 2 sacos de lixo;
  • Ao descartar o lixo de pessoas contaminadps, utilize sempre que possível, luvas descartáveis;
  • Pessoas contaminadas ou suspeitas devem evitar a atividade sexual, mesmo com uso de preservativos, durante todo o período de manifestação da doença;
  • Pessoas ou profissionais que tenham contato com o paciente em isolamento domiciliar devem evitar tocar as lesões do paciente e, em caso de necessidade de manejo, usar luvas descartáveis ou lavar as mãos com água e sabão, antes e depois do contato. O uso de máscara cirúrgica também é recomendado trocando sempre que estiverem úmidas ou danificadas, higienizando as mãos adequadamente antes e após a troca.

A confirmação do diagnóstico da Monkeypox é feita apenas por exame laboratorial, devido à semelhança dos sintomas com os de outras doenças comuns, como a catapora e a sífilis. Por isso é importante procurar a unidade de saúde mais próxima em caso de suspeita, para avaliação clínica e coleta de material para análise, além de evitar o contato com outras pessoas. Nas Unidades Básicas de Saúde, o exame é feito gratuitamente pelo SUS.

Não há um tratamento específico para a Monkeypox e, geralmente, os sintomas desaparecem naturalmente com o tempo. Durante esse período, o paciente deve manter as feridas limpas e secas e, se necessário, tomar remédios para dor e febre, conforme recomendação médica.

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