A vacinação contra a influenza foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1999, com o propósito de reduzir internações, complicações e mortes na população alvo. A 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, está sendo realizada desde o dia 23 de março e irá até o dia 22 de maio de 2020.

Em 2020, o Ministério da Saúde tomou a decisão de realizar esta campanha com um mês de antecedência, que historicamente acontecia em abril, pelo momento que o mundo passa no combate ao coronavírus, apesar desta vacina não prevenir contra esse novo vírus. Com isso, pretende-se proteger a população contra a influenza além de minimizar o impacto sobre os serviços de saúde. Destaca-se que os sintomas desta doença são semelhantes aos do coronavírus e essa antecipação visa reduzir a carga da circulação de influenza na população.

Como acompanhar o balanço parcial de vacinação da gripe em Minas Gerais?

Os dados das doses aplicadas da vacina contra a gripe podem ser acessados por meio da plataforma do Sistema Nacional de Imunização, Ministério da Saúde. Nessa, os profissionais de saúde dos municípios lançam as informações sobre vacinação. Como esse sistema é dinâmico, os números estão em constante atualização. CLIQUE AQUI.

Basta selecionar a UF (Unidade Federativa) de seu interesse, a Macro Regional e, caso queira consultar dados de algum município em específico, a Regional e o Município. Caso seja de Minas Gerais como um todo, somente os dois primeiros campos já são suficientes. Depois disso, basta clicar em "Pesquisar", que os números das doses aplicadas, divididas por grupos prioritários, já irão aparecer. O sistema possui vários filtros, então você pode fazer a busca da forma como achar mais propícia.

1ª FASE: 23 de março a 14 de abril
Público: pessoas com 60 anos ou mais e profissionais da saúde

2ª FASE: 15 a 24 de abril
Público: professores; pessoas com doenças crônicas, e profissionais da segurança e salvamento.

3ª FASE: 09 a 22 de maio
Público: crianças de 6 meses a menores de 6 anos; adultos de 55 a 59 anos; gestantes; mães com até 45 dias após o parto; povos indígenas; pessoas com deficiência física; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade, e funcionários do sistema prisional.

(EM BREVE)

A gripe é uma infecção aguda causada pelo vírus Influenza, que afeta o sistema respiratório e pode provocar complicações graves, inclusive a morte, se não for tratada a tempo, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção. 

A Síndrome Gripal, que se caracteriza pelo aparecimento súbito de febre, dor de cabeça, dores musculares, tosse, dor de garganta e fadiga, é a manifestação mais comum. Nos casos mais graves, geralmente, existe dificuldade respiratória e há necessidade de hospitalização. Nesta situação, denominada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), é obrigatória a notificação às autoridades de saúde.

A transmissão do vírus Influenza ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que após contato com superfícies recém‐contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

A Influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do País. Algumas pessoas, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade, possuem um risco maior de desenvolver complicações. Muita gente não sabe, mas a gripe pode ser causada pelos vírus Influenza A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica. Estima-se que, em média, as cepas A causem 75% das infecções, mas em algumas temporadas, ocorre predomínio das cepas B.

PREVINA-SE:

  • Lave bem as mãos com água e sabão;
  • Beba bastante água. Manter as vias respiratórias bem hidratadas dificulta a entrada de vírus e bactérias;
  • Evite locais com muitas pessoas e com pouca circulação de ar;
  • Mantenha a janela do ônibus sempre aberta, mesmo em dias mais frios;
  • Sempre jogue os lenços de papel no lixo;
  • Nunca use as mãos para tossir ou espirrar;
  • Ao tossir ou espirrar, use a parte interna do braço, na área superior das mangas da roupa;
  • Evite compartilhar alimentos, copos, talheres, toalhas e outros objetos de uso pessoal;
  • Crianças menores de seis meses, que ainda não receberam todas as vacinas, não devem ser expostas a locais com aglomerações de pessoas, como shoppings e ônibus;
  • Não tome medicamentos sem orientação médica;
  • Diante de qualquer sintoma de gripe, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

É seguro ir ao posto de saúde durante a pandemia do Covid-19, o novo coronavírus?

Diante dos casos do novo COVID-19, o Ministério da Saúde recomenda que os municípios adotem uma série de estratégias para evitar aglomerações durante a vacinação nas Unidades Básicas de Saúde. Cada município terá autonomia para definir quais estratégias irá adotar, de acordo com sua realidade e cenário epidemiológico. Contudo, é recomendado que diferentes formatos de organização do processo de trabalho das equipes sejam adotados. Clique aqui e saiba mais.

Qual a diferença entre gripe e o novo coronavírus?

No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção Covid-19, o novo coronavírus, em comparação com os demais vírus. Por isso, é importante ficar atento às áreas de transmissão local e comunitária, e ao agravamento dos sintomas. Em caso de febre alta e persistente, além de dificuldade para respirar, procure uma unidade básica de saúde.

Gripe e resfriado é a mesma coisa?

Não. Gripe é diferente de resfriado, que é uma infecção causada por vários tipos de vírus. É raro a aparecimento de febre em resfriado, mas é comum coriza, tosses e espirros. É mais brando, dificilmente gera complicações.

A gripe pode matar?

Pode. Se a gripe não for tratada a tempo, pode causar complicações graves e, inclusive a morte, sobretudo nos grupos de alto risco, como crianças menores de cinco anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

Lavar as mãos pode mesmo ajudar na prevenção contra a gripe?

A lavagem das mãos exige certo cuidado e deve ser realizada com frequência. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o simples ato de lavar as mãos reduz em até 40% o risco de contrair doenças como gripe, diarreia, infecção estomacal, conjuntivite e dor de garganta. É recomendado usar água limpa e sabonete, lavar integralmente toda a superfície da mão, iniciando pelas palmas, com atenção também às pontas dos dedos, com o espaço entre eles, com as unhas, o dorso da mão e lavando até a região do punho. Esse processo pode ser complementado pela utilização de álcool em gel.

Beber bastante líquido ajuda a prevenir a gripe?

Com certeza. Beber bastante líquido (água, chá e sucos naturais) é fundamental para ajudar o organismo a combater a infecção causada pela gripe ou resfriado. A ingestão de líquido facilita ainda a eliminação da secreção que entope o nariz e deixa o pulmão carregado.

Os fumantes são mais vulneráveis ao vírus da gripe e resfriado?

Sim. Isto acontece porque a toxina contida no cigarro degenera rapidamente o sistema imunológico. Os fumantes que estão com a gripe também tem mais propensão a desenvolver a fase mais grave da doença, uma vez que as células do pulmão estão mais danificadas, se compararmos com uma pessoa não-fumante.

Porque o SUS imuniza contra a gripe somente as pessoas pertencentes ao grupo prioritário?

O SUS oferece imunização para todas e todos. O que acontece é que a saúde pública trabalha com o conceito de saúde coletiva, que é pensar no bem estar do todo e não só do indivíduo. Neste momento de enfrentamento à gripe, após estudos dos dados epidemiológicos, concluiu-se que era mais viável imunizar estes grupos que são mais sensíveis aos sintomas da Influenza. Se na sua Unidade de Saúde não possui vacina, denuncie na Ouvidoria de Saúde de Minas Gerais pelo site ou pelo telefone 136.

Já me vacinei no ano passado. Preciso me vacinar novamente?

É verdade. A constante mudança dos vírus Influenza requer uma frequente reformulação da vacina, de forma que é necessário se vacinar anualmente contra a gripe.

 
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