A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG) iniciaram, nesta terça-feira (25/1), a implantação do Projeto Saúde em Rede no Norte de Minas. Com atividades nos municípios de Taiobeiras e Pirapora, que integram a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros e a Gerência Regional de Saúde (GRS) de Pirapora, as oficinas objetivam a formação de tutores que vão atuar junto com os municípios na estruturação das redes de atenção à Saúde com foco na transformação do atual modelo hierárquico – que tem os hospitais como centros dos atendimentos – para dar lugar à gestão integrativa. Nesse contexto, os serviços de Atenção Primária dos municípios é que serão os ordenadores dos cuidados em Saúde.

Crédito: Pedro Ricardo

O projeto foi iniciado em 2019, numa etapa piloto, em 29 municípios do Vale do Jequitinhonha, com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e o Hospital Israelita Albert Einstein. Nesta quinta e sexta-feira, 27 e 28, a implantação do Saúde em Rede será iniciada na microrregião de Montes Claros. A oficina terá início às 8 horas, no auditório da SRS-Montes Claros.

A formação dos tutores indicados pelas secretarias municipais de Saúde será conduzida pela SES-MG e pela ESP-MG. Eles atuarão como ponto focal em seus territórios, definindo unidades onde os processos de trabalho serão implementados para realizarem as mudanças no modelo de atenção. Os resultados esperados são a realização de consultas especializadas mais resolutivas, menos filas para atendimento das demandas da população, maior satisfação dos usuários com a Atenção Primária, redução de internações hospitalares e atendimento no modelo de atenção às condições crônicas.

Também é atribuição das secretarias municipais de Saúde garantir que os profissionais da área tenham condições de frequentar os cursos de capacitação e implantar as ferramentas e instrumentos propostos.

Em Taiobeiras e Pirapora, além de profissionais da ESP, as oficinas de formação de tutores estão sendo conduzidas pelas referências técnicas da SRS-Montes Claros, Renata Fiúza Damasceno e Marta Raquel Mendes Vieira. Elas explicam que o projeto se constitui em um processo de educação permanente, que tem o propósito de desenvolver a competência das equipes para o planejamento e organização da atenção à saúde, com foco nas necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

O trabalho deverá ser implementado de acordo com o Modelo de Atenção às Condições Crônicas, contemplando desde a organização dos serviços de Atenção Primária, passando pela Atenção Especializada e hospitalar, a fim de promover um serviço de qualidade para a sociedade.

A metodologia é estruturada em seis etapas temáticas, com 11 oficinas tutoriais e seis workshops de alinhamento conceitual. A tutoria não consiste em um processo de fiscalização ou avaliação de desempenho nem de definição do que os profissionais devem fazer. Pelo contrário, se constitui em um “fazer junto”, sem substituir os profissionais nas suas funções e responsabilidades, ajudando na reflexão sobre a própria prática, na identificação de fragilidades e nas ações corretivas necessárias.

O projeto conta com uma plataforma de monitoramento da evolução dos municípios em relação às matrizes e instrumentos propostos, bem como do status de cada localidade em relação ao projeto. Um painel de bordo permite à gestão identificar quais processos foram implantados e o nível de maturidade da gestão de processos em cada uma das unidades laboratoriais, de Atenção Primária e Especializada.

 

Por Pedro Ricardo

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