SES-MG alerta sobre a importância da prevenção e controle da sífilis | Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais - SES

Definida por ser uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), a Sífilis, causada pelo Treponema pallidum (T. pallidum) vem avançando não só em Minas Gerais, mas em todo o Brasil. Para evitar esse aumento, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a toda à população medidas de prevenção à doença, como preservativos, exames para diagnóstico e tratamento necessário. “A principal forma de prevenção à sífilis é utilizar o preservativo, seja ele masculino ou feminino em todas as relações sexuais, sejam elas vaginais, anais, ou orais”, afirma a Coordenadora de IST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Mayara Marques.

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Sífilis adquirida

A sífilis adquirida traz sérias complicações para a saúde humana. É caracterizada por feridas nos órgãos genitais, erupções pelo corpo e nas mucosas, danos no cérebro, medula espinhal e vasos sanguíneos. “Nessa modalidade da doença, 95% dos casos são devido ao contato com as lesões nos órgãos genitais”, explica Mayara. Em 2018, Minas Gerais registrou 14.457 casos de sífilis adquirida. Em 2019, até o dia 14 de fevereiro, 176 casos da doença foram notificados.

Sífilis em gestante

Na classificação da sífilis em gestantes, há a probabilidade de a doença ser transmitida para o feto, fato caracterizado pela transmissão vertical, principalmente entre a 16ª e a 28ª semana de gestação. O contágio ocorre com mais periodicidade no período intrauterino, mas também pode acontecer no parto, se houver lesão ativa. “É imprescindível que a gestante realize todos os exames de pré-natal, pois são por meio desses exames de rotina, tratamento adequado da paciente e o devido uso do preservativo é que a infecção no recém-nascido será prevenida”, pondera a coordenadora Mayara Marques.

Em 2018, Minas Gerais registrou 5.066 casos de sífilis em gestante. Em 2019, até o dia 14 de fevereiro, o Estado teve notificação de 231 casos da doença.

Sífilis congênita

A sífilis congênita se dá quando há a transmissão da doença para o bebê durante a gravidez por falta de tratamento adequado. “Na ausência de tratamento, a transmissão vertical da sífilis é elevada. Entretanto, o diagnóstico e tratamento oportuno são altamente eficazes e reduzem a transmissão em até 97%. O número de casos notificados dependerá, portanto, da capacidade de intervenção dos serviços para reduzir a transmissão vertical, do diagnóstico e tratamento adequadamente às gestantes e seus parceiros, mas também da capacidade de identificação e notificação dos casos de sífilis congênita”, explica Mayara.

Em 2018, Minas Gerais registrou 2.388 casos em decorrência da doença. Em 2019, até o dia 14 de fevereiro, o Estado tem registro de 135 casos notificados pela infecção.

Prevenção, sintomas e tratamento

Os sintomas da doença variam de acordo com o estágio em que ela se encontrar no organismo do paciente. Em sua primeira fase é caracterizada por uma úlcera, geralmente única, que ocorre no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, anus e boca). Já a fase secundária, surge em média entre seis semanas e seis meses após a infecção. Nesse caso podem ocorrer erupções cutâneas em forma de máculas (roséola) e/ou pápulas, principalmente no tronco. A fase terciária manifesta-se na forma de inflamação e destruição tecidual. Nesse caso, é comum o acometimento do sistema nervoso e cardiovascular.

A principal forma de prevenção da doença é a utilização do preservativo, seja ele masculino ou feminino em todas as relações sexuais, sejam elas anais, vaginais ou orais.  Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS), fornece para a população o exame para diagnóstico e a indicação do tratamento adequado.

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A penicilina é considerada o medicamento eficaz para tratamento da sífilis, em qualquer fase da doença e está disponível à população nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

De acordo com Mayara Marques, a Coordenação Estadual de IST/Aids e Hepatites Virais da SES-MG promove capacitações in loco nas regionais de saúde do estado, com o envolvimento da atenção primária e epidemiologia a fim de sensibilizar os profissionais para a realização do diagnóstico e tratamento precoce, bem como a notificação e investigação de novos casos. “Essas ações desenvolvidas devem ser contínuas para que assim haja um impacto positivo em relação à ocorrência da doença no estado de Minas Gerais”, finaliza.

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Para mais informações sobre a doença, acesse: www.saude.mg.gov.br/sifilis

Por Paula Gargiulo