Notícias http://saude.mg.gov.br Sat, 18 Nov 2017 06:15:04 +0000 Joomla! - Open Source Content Management pt-br Campanha da SES-MG incentiva cuidados de saúde entre os homens http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10012-campanha-da-ses-mg-incentiva-cuidados-de-saude-entre-os-homens http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10012-campanha-da-ses-mg-incentiva-cuidados-de-saude-entre-os-homens

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) dedica o mês de novembro para alertar a população a respeito da importância dos cuidados que envolvem a Saúde Integral do Homem no Sistema Único de Saúde (SUS). Com o conceito “O sempre é o momento ideal para cuidar da sua saúde”, a SES-MG desenvolveu uma campanha que enfatiza que os homens também têm direito a uma saúde integral e com ações de cuidados que considere as especificidades, singularidades e a diversidade de seu gênero.

“É mais do que uma campanha de conscientização, é uma forma de alertar, orientar e conscientizar a população masculina a cuidar de sua saúde. Colocamos ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata que é um assunto de grande importância e que nem sempre é tratado com a devida atenção pelo homem. É uma forma de ‘quebrar’ barreiras e orientar a população masculina a procurar por uma Unidade Básica de Saúde”, disse Mayla Magalhães, diretora de Políticas de Atenção Primária à Saúde da SES-MG. 

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite). Na fase avançada, pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal. 

Além disso, a idade é um fator de risco importante para o câncer de próstata, uma vez que tanto a incidência, como a mortalidade aumenta significativamente após os 50 anos. Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos pode aumentar o risco de se ter a doença de 3 a 10 vezes comparado à população em geral, podendo refletir tanto fatores genéticos (hereditários) quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias. 

Ao observar qualquer um desses sinais, é necessário procurar um Serviço de Saúde do SUS imediatamente. Em Minas, existem 34 Centros de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) e Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), que atendem pacientes de todo o Estado, são pontos de atenção responsáveis pela assistência aos cânceres específicos da área de saúde sexual e reprodutiva tanto da mulher, quanto do homem (mama, colo de útero, próstata e pênis).

Homem também se cuida

Uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostrou que 31% dos homens brasileiros não têm o hábito de ir ao médico e, quando o fazem, 70% tiveram a influência da mulher ou de filhos. Por isso, um dos objetivos da campanha é convencer os homens de que o cuidado com o corpo e com a saúde não tem gênero. E que é um direito se cuidar também. A maioria dos homens tem dificuldade com o assunto, deixando a saúde para o segundo plano por medo de que suas preocupações sejam confundidas com sentimentos considerados pouco masculinos como fraqueza, medo, ansiedade e insegurança. Porém, o adoecimento pode acometer a todos. 

Mayla explica que pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença para a saúde. “Uma alimentação balanceada, à base de frutas, legumes, verduras e cereais e atividades físicas regulares são importantes para uma vida mais saudável”, reforça. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que as pessoas adotem níveis adequados de atividade física ao longo de toda a vida.

O ideal é que todo mundo realize pelo menos 150 minutos porAções como subir dois ou mais andares de escada, realizar deslocamentos caminhando para visitar os amigos, participar de atividades lúdicas, utilizar bicicleta para o trajeto até a padaria, dentre outros, são alternativas de atividade física e contribuem para o indivíduo manter-se ativo. Os momentos de lazer também podem ser utilizados para a prática de atividades físicas, por exemplo: jogar bola, andar de bicicleta ou praticar algum esporte. Conheça, ouça e compartilhe a playlist da SES-MG para estes momentos:

Gravidez é coisa de homem

A paternidade é um momento de alegria na vida de muitos homens. A chegada de um bebê pode representar um momento emocionante. Por isso, é muito importante o envolvimento masculino no acompanhamento do pré-natal, no parto e no pós-parto. Esse envolvimento cria e/ou fortalece o vínculo do futuro pai ou parceiro com o filho. O Sistema Único de Saúde (SUS). Além dos exames de sorologia, as equipes de saúde que recebem os parceiros podem aproveitar para sugerir a realização de exames preventivos da próstata e cirurgias como vasectomia e fimose.

Assim que a gestante chega ao hospital, a equipe que a recebe pergunta se o parceiro também quer participar da consulta. O obstetra que atende o casal convida o homem a fazer alguns exames, inclusive alguns que já fazem parte do pacote que a grávida tem de realizar ainda no primeiro trimestre de gravidez. São eles: sorologia para hepatite B e C, HIV e sífilis, além de exames de sangue para detectar presença ou não de diabetes, verificar níveis de colesterol e medição da pressão arterial.

“Para se ter uma paternidade ativa, o pai deve estar presente em todos os momentos do filho. Durante a gestação, o pai precisa estar em sintonia e se preparar junto com parceira para os dias que virão, desde antes do parto e até depois, na criação desse bebê” disse Mayla.

Pelo novo Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016), os pais podem prorrogar de 5 para 20 dias esse período, desde que comprovado o seu envolvimento com o desenvolvimento do bebê. Para ampliar a licença, o pai deve participar de cursos ou atividades durante o pré-natal e, depois, entregar um comprovante dessa atividade para a empresa onde trabalha, que por sua vez, deve fazer parte do projeto ‘Empresa Cidadã’, o que concede o benefício da paternidade estendida. Para saber mais sobre este assunto, clique aqui

E homem também adoece

Mayla explica que homens e mulheres têm diferenças causas de morbimortalidade diferentes. E que os coeficientes de mortalidade masculina são consideravelmente maiores em relação aos coeficientes de mortalidade feminina. Por isso, além de cuidados cotidianos é importante realizar visitas frequentes aos serviços de saúde para prevenir o surgimento de doenças. Fazendo consultas preventivas, com avaliações de saúde de forma integral.

Um estudo do Ministério da Saúde de 2012, indica que os homens são mais suscetíveis às doenças cardiovasculares, possivelmente pelos comportamentos de risco mais frequentes. Dados da SES-MG indicam que as principais notificações de doenças na população masculina, no ano de 2017 foram sífilis, AIDS, tuberculose, Hepatite, Caxumba e Febre Amarela (dados parciais até setembro de 2017)

Doenças

 

Nº de notificações

Sífilis Adquirida (Não especificada)

4291

AIDS

3277

Tuberculose

2283

Hepatites Virais

2102

Caxumba

1560

Febre Amarela

1227

Ações informativas

A campanha deste ano acontece durante todo o mês de novembro. Na internet, serão publicadas séries de posts informativos. E o hotsite www.saude.mg.gov.br/saudedohomem, com informações sobre a saúde da masculina de forma integral: doenças, prevenção, entre outros aspectos, já está no ar.

Está previsto também a veiculação de outdoors pela cidade e envelopamento dos vagões do metrô de Belo Horizonte com o tema da campanha. Foram produzidos, ainda, 500 mil folders sobre a Saúde do Homem a serem distribuídos para todas as regionais de saúde do Estado de Minas Gerais.  Clique aqui para obter o folder da campanha. 

 

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Banco de notícias Wed, 08 Nov 2017 13:08:35 +0000
Aumento dos casos de Sífilis reforça a importância do tratamento pelo SUS http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10009-aumento-dos-casos-de-sifilis-reforca-a-importancia-do-tratamento-pelo-sus http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10009-aumento-dos-casos-de-sifilis-reforca-a-importancia-do-tratamento-pelo-sus

Os casos de sífilis adquirida (em adultos) tiveram aumento de 27,9% de 2015 para 2016 no Brasil. Os dados são do boletim epidemiológico de 2017, divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde. Entre as gestantes, o crescimento dos casos foi de 14,7%. As infecções por sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê) subiram 4,7%.

De acordo com os dados apresentados, as causas para o aumento da doença são o desabastecimento de penicilina (medicamento mais eficaz contra a doença) e o aumento dos diagnósticos, com a distribuição de testes rápidos na rede de saúde. Dessa maneira, a tendência é de, com o aumento da testagem, aumentar os casos identificados e permitir ao sistema de saúde tratar essas pessoas e diminuir a transmissão de mãe para filho.

Apesar de essencial para o controle da transmissão vertical da sífilis, a penicilina benzatina apresenta, desde 2014, um quadro de desabastecimento em diversos países devido à falta de matéria-prima para a produção. Segundo o Ministério da Saúde, apesar de a responsabilidade pela compra do medicamento ser de estados e municípios, em 2016, o governo brasileiro concentrou a aquisição em caráter emergencial para o tratamento de grávidas e seus parceiros.

Ainda, o Ministério da Saúde afirma que também aumentou o valor máximo de compra do medicamento, que antes era inferior ao custo de produção. Com isso, o problema do abastecimento foi resolvido, inclusive com produção nacional.

Sífilis congênita

Todos os tipos de sífilis são de notificação obrigatória no país há pelo menos cinco anos. Entre 2010 e 2016, a taxa de incidência de sífilis congênita e a taxa de detecção de sífilis em gestantes aumentaram cerca de três vezes, passando, respectivamente, de 2,4 para 6,8 por mil nascidos vivos e de 3,5 para 12,4 casos por cada mil nascidos vivos. A sífilis adquirida, que teve sua notificação compulsória implantada em 2010, teve sua taxa de detecção aumentada de 2 para 42,5 casos por 100 mil habitantes.

Para a diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, Adele Benzaken, o aumento nos índices significa uma melhora na identificação da doença. “Essa questão de aumento quer dizer que a cobertura da testagem está aumentando, estamos conseguindo chamar os parceiros das gestantes. Se estamos testando as pessoas, estamos tratando as gestantes e evitando a sífilis congênita”, declarou.

O novo boletim aponta que 37% das mulheres grávidas com sífilis conseguiram realizar o diagnóstico precocemente. A identificação ainda no primeiro trimestre da gestação e o tratamento adequado impedem a transmissão da doença da mãe para o bebê. Entretanto, segundo Adele, muitas mulheres iniciam o pré-natal tardiamente, então há um prejuízo nesse diagnóstico.

Para alcançar a meta de eliminação da mortalidade por sífilis congênita estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil deve reduzir da taxa atual de 6,8 por mil nascidos vivos para um índice menor ou igual a 0,5 por mil. “Isso é possível em um curto prazo, porque a sífilis é facilmente detectada e facilmente tratada. Tendo o teste rápido e tendo a penicilina, é possível alcançar a eliminação”, disse Adele.

Segundo o boletim epidemiológico, apenas os estados de Pernambuco, Tocantins, Ceará, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte apresentam taxas de incidência de sífilis congênita mais elevadas que as taxas de detecção da doença em gestantes, o que remete a possíveis deficiências no diagnóstico precoce e notificação equivocada dos casos de grávidas.

Diagnóstico

Para acesso ao diagnóstico de sífilis, o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser orientado a procurar uma UBS para a realização de exames de sangue (VDRL), do teste rápido, e raspado nas lesões típicas na pele e mucosas disseminadas quando presentes. Casos de exames não reagentes para a doença e histórico de exposição à sífilis, recomenda-se a realização de uma nova testagem após 30 dias, devido ao período de janela imunológica.

O processo de implantação do teste rápido de sífilis na Atenção Básica, teve início no ano de 2016, com objetivo de ampliar o acesso da população ao diagnóstico da doença. Atualmente, em Minas Gerais, das 5.450 Unidades Básicas de Saúde existentes, 1.180 realizam o teste rápido. Especificamente para a gestante, a detecção precoce da sífilis é essencial para evitar a transmissão vertical e consequentes malformações no feto. Se não tratada a tempo, a sífilis pode comprometer o sistema nervoso central, o sistema cardiovascular, além de órgãos como olhos, pele e ossos.

Tratamento da doença

A penicilina é considerada o medicamento eficaz para tratamento da sífilis, em qualquer fase da doença e está disponível à população nas Unidades Básicas de Saúde. De acordo com a coordenadora de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/AIDS) e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Jordana Costa Lima, a penicilina é uma medicação segura, sendo a única que atravessa a placenta e chega ao bebê. “A doença tem cura, mas pode vir a reincidir, caso a pessoa tenha um novo contato com a bactéria, através de contato sexual sem preservativo. Por isso a importância do casal realizar os exames para diagnóstico e, em caso de resultado positivo, ambos realizarem o tratamento”, explicou Jordana.

Atualmente, os enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde, sob protocolo, poderão prescrever a penicilina. Isso garante que a gestante, quando chega à Atenção Primária para realizar o pré-natal, seja atendida por um profissional de enfermagem, que irá realizar o teste rápido. Quando identificada a doença na gestante, o tratamento é imediatamente iniciado juntamente com as parcerias sexuais.

 

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Banco de notícias Tue, 07 Nov 2017 11:16:03 +0000
Funed apresenta protocolo de doenças hemorrágicas para diagnóstico de enfermidades como a febre maculosa http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/9997-funed-apresenta-protocolo-de-doencas-hemorragicas-para-diagnostico-de-enfermidades-como-a-febre-maculosa http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/9997-funed-apresenta-protocolo-de-doencas-hemorragicas-para-diagnostico-de-enfermidades-como-a-febre-maculosa

Na segunda metade de 2016, a febre maculosa brasileira voltou a ser notícia nos jornais mineiros, depois que uma criança 10 anos foi a óbito devido à doença em Belo Horizonte. Em 2016, foram notificados 17 casos, sendo que sete evoluíram para óbito. Em 2017, até o momento, foram 14 casos, com seis óbitos divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Crédito: Gleisson Mateus

A febre maculosa brasileira é uma doença grave, de notificação compulsória. É causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida por carrapatos do gênero Amblyomma, o carrapato estrela. As riquétsias são bactérias intracelulares obrigatórias, ou seja, que só se replicam no interior das células e, por essa razão, a análise laboratorial é realizada por meio de metodologias comumente utilizadas para o diagnóstico de vírus.

Essa doença pode apresentar um curso clínico variável, desde quadros clássicos a formas atípicas sem exantemas – que são manchas na pele. O início costuma ser abrupto e os sintomas são inespecíficos, como febre, em geral alta, dor de cabeça, dor muscular, mal-estar generalizado, náuseas e vômitos. O tratamento precoce pode evitar as formas mais graves da doença, como explica a referência técnica do Laboratório de Virologia e Riquetsioses, da Fundação Ezequiel Dias (Funed), Ana Iris Duré, acrescentando que a febre maculosa se torna letal devido à patogenicidade da bactéria, que é a capacidade de se reproduzir e de infectar outras células. Nos casos graves, é comum, entre outros sintomas, a presença de edema (acúmulo de líquidos) nos membros inferiores, insuficiência renal aguda, náusea, vômito, dor abdominal e diarreia, assim como tosse, edema pulmonar e meningite. Podem ocorrer manifestações hemorrágicas, como petéquias (pequenas manchas vermelhas sob a pele) e sangramento mucocutâneo, digestivo e pulmonar. “Se não tratado, o paciente pode evoluir para o estágio de torpor e confusão mental, com frequentes alterações psicomotoras, chegando ao coma profundo. Icterícia e convulsões podem ocorrer em fase mais avançada da doença. Dessa forma, a letalidade, quando não ocorre o tratamento, pode chegar a 80%”, explica Ana Íris.

Análises laboratoriais

O Laboratório de Riquetsioses e Hantavirose do Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Gerais/Funed é referência regional para o diagnóstico laboratorial da febre maculosa e outras doenças transmitidas ou veiculadas por carrapatos para 17 estados brasileiros da região nordeste, norte, e também Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais.

De acordo com Ana Íris, com o intuito de melhorar a resposta diagnóstica das análises, foram adotadas três metodologias diferentes para o diagnóstico laboratorial da Febre Maculosa na Funed: a Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), considerada padrão ouro pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é uma metodologia que pesquisa anticorpos específicos para a febre maculosa, produzidos pelo paciente infectado e deve ser realizado em duas amostras pareadas. A primeira amostra do paciente deve ser colhida sete dias após o início dos sintomas e, a segunda, de 14 a 21 dias após a coleta da primeira. O aumento da resposta imunológica é, portanto, medido e deve subir quatro vezes na segunda amostra em relação à primeira. A segunda amostra é aquela que fecha o quadro.

Já a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) pesquisa o DNA bacteriano em amostras biológicas do paciente, aplicadas em amostras colhidas antes do início do tratamento com antibióticos ou preferencialmente até o 7º dia do início dos sintomas.

O Isolamento de Riquétsias em Cultura de Células é realizado em amostras biológicas do paciente, e em outros animais hospedeiros no auge da infecção, e do reservatório (carrapato). Essa metodologia tem resposta demorada e sua execução demanda Laboratório de Nível 3 de Biossegurança (NB3). As amostras submetidas ao isolamento devem obedecer aos mesmos critérios exigidos para a análise por PCR.

Ana Íris reforça que existem estudos que demostram uma resposta imunológica tardia na maioria dos pacientes com febre maculosa. Sendo assim, é recomendado começar o tratamento logo após a suspeita clínica da doença, antes da confirmação laboratorial.

Protocolo de febres hemorrágicas

A Funed adota o procedimento da SES-MG de percorrer um protocolo para doenças febris com quadros exantemáticos – fenômenos cutâneos, caracterizados, principalmente, por uma vermelhidão mais ou menos intensa. Nesse caso, as amostras de um mesmo paciente são analisadas simultaneamente para diagnósticos de várias patologias. Por esse motivo, Ana Iris explica a importância do protocolo oferecido pela Funed. “Esse protocolo é aplicado justamente aos casos de pacientes que apresentam um quadro clínico inespecífico, o que proporciona o diagnóstico diferencial de várias doenças com vínculo epidemiológico semelhante”, destaca.

Para que o protocolo de febres hemorrágicas seja colocado em prática, vários laboratórios da Fundação estão envolvidos no processo, como o Laboratório de Doenças Bacterianas, Doenças Parasitárias, Virologia e Riquetsioses. Entre as principais doenças analisadas estão a dengue, febre amarela, hepatites, febre maculosa, hantavírus, leptospirose, podendo ser acrescidas pesquisas de acordo com as informações clínicas. Em Minas, a Funed recebe aproximadamente 100 amostras ao mês que são pesquisadas para em média cinco ou seis testes diferentes.

Informações insuficientes

Ana Iris destaca ainda que um dos entraves durante o andamento das análises, em muitos casos, é a insuficiência de informações repassadas na ficha de investigação própria para cada patologia. “Nem sempre essa ficha está preenchida corretamente, com informações satisfatórias, como início de sintomas e dados epidemiológicos, que podem fornecer subsídios que orientam o profissional do laboratório a escolher a metodologia mais adequada para a situação”, explica.

Entenda o fluxo

As amostras são colhidas na unidade de saúde e encaminhadas para a Funed, sendo recebidas pelo Serviço de Gerenciamento de Amostras Biológicas, onde passam por conferência de temperatura, nome do paciente descrito na amostra e na ficha, se a amostra é a correta para a patologia solicitada, volume de amostra, entre outros critérios. Essa primeira checagem acontece na bancada de conferência. Após esse processo é realizada a numeração, quando há também uma segunda conferência e todas as amostras são numeradas de acordo com o agravo a ser investigado. A terceira ocorre na área de digitação, que realiza a triagem e imprime o mapa de trabalho, para registro das análises realizadas pelo analista do laboratório. Da digitação, as amostras seguem para os laboratórios, que fazem mais uma conferência rápida e iniciam o processo de análise. Ao final da análise, o resultado é inserido no Gerenciamento de Ambiente Laboratorial (GAL) e pode ser impresso na instituição de saúde responsável pelo encaminhamento da amostra biológica para ser avaliado pelo médico e entregue ao paciente.

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Banco de notícias Tue, 31 Oct 2017 11:26:11 +0000
Nota sobre o programa Farmácia de Minas em Casa http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/9994-nota-sobre-o-programa-farmacia-de-minas-em-casa http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/9994-nota-sobre-o-programa-farmacia-de-minas-em-casa
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) esclarece que, ao contrário do que foi publicado no jornal O Tempo, na coluna Aparte, de hoje (30/10), o programa Farmácia de Minas em Casa não foi encerrado. Ele está sendo reformulado. 
De 2011 a 2017, 6.000 pacientes foram incorporados ao programa, sendo a adesão voluntária de modo que o paciente ou seu autorizado assinavam um termo de adesão.  A maioria dessas pessoas não possui dificuldade de locomoção. Por isso, a necessidade de se reformular o programa para que ele atenda realmente, de forma responsável, confortável e humanizada, aos usuários que possuam tais dificuldades. 
 
Nova licitação já está em andamento neste segundo semestre de 2017.
 
Cada uma das 6.000 pessoas que fazem parte do programa de entrega de medicamentos em casa foram devidamente avisadas, por meio de ligação telefônica, de que deveriam voltar a buscar o medicamento de forma presencial na Farmácia situada à Av. do Contorno, 8495, bairro Gutierrez. 
 
Os usuários que possuem dificuldade de locomoção, durante o período de readaptação do Programa, podem autorizar até 05 pessoas de sua confiança para o comparecer mensalmente à Farmácia e retirar o medicamento.
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Banco de notícias Mon, 30 Oct 2017 11:34:44 +0000
Programa "Ciência em Movimento" vai à Porteirinha e faz sua centésima viagem http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10041-programa-ciencia-em-movimento-vai-a-porteirinha-e-faz-sua-centesima-viagem http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10041-programa-ciencia-em-movimento-vai-a-porteirinha-e-faz-sua-centesima-viagem

De 21 a 24 de novembro, o programa Ciência em Movimento da Fundação Ezequiel Dias (Funed) chega à Porteirinha, cidade da região Norte de Minas, que tem pouco mais de 38 mil habitantes. A exposição poderá ser visitada das 8h às 17h, no Centro Cultural Anísio Santos, Praça São Joaquim, no centro do município. Mas essa não é apenas mais uma viagem, e sim a centésima viagem do Projeto – criado em 2012 com o objetivo de difundir o conhecimento científico e tecnológico, através de linguagem lúdica e popular.

Atualmente, mais de 150 mil pessoas já visitaram as exposições do projeto. Para Giselle Agostini Cotta, coordenadora do Programa na Funed, além dos olhares atentos em cada exposição, é gratificante observar a ansiedade das crianças aguardando a abertura do evento, as carinhas de pura felicidade quando se deparam com as peças do acervo, contanto a história dos peçonhentos, dos mosquitos, das doenças.

“São visitantes que retornam todos os dias, cada dia trazendo um familiar ou amigo diferente. Muitas vezes eles mesmos se sentem monitores da exposição, já que visitaram tantas vezes que já se consideram conhecedores do assunto!”, conta Giselle. A satisfação por parte de quem recebe o programa em sua cidade também é percebida pelos responsáveis pelo projeto. A equipe já recebeu centenas de cartas e e-mails de visitantes das diversas cidades pelas quais o programa já passou.

Alunos de Caxambu, no Sul do Estado, agradeceram a visita do Programa por meio de cartas e desenhos com imagens que lembram os temas abordados nas exposições. Para Lucilêy Gonçalves Fernandes Guimarães, que visitou a exposição na cidade de Itamarandiba em 2014, município localizado no Vale do Jequitinhonha, a iniciativa de pôr os pés na estrada para levar conhecimento é uma atitude grandiosa.

“Em se tratando principalmente de animais nocivos, peçonhentos, isso é mais interessante ainda. Quanto maior for o volume de informação, menos riscos correrão nossas crianças (em especial). O atendimento foi rico, agradável, claro, perfeito. A exposição foi um presente para todos nós, educadores, crianças e população em geral de Itamarandiba”, relatou a visitante.

Luiza Marilac, secretária de Saúde de Astolfo Dutra, região da Zona da Mata mineira que recebeu o programa no início de 2017, também relatou a experiência enriquecedora que a população do município teve a partir da visita do Ciência em Movimento. “Como a exposição ficou na quadra de uma escola, percebemos o grande envolvimento dos estudantes com as temáticas que envolvem os animais peçonhentos e outros animais. Foi uma atividade que aguçou a curiosidade e o interesse deles para temas relacionados à saúde”, afirma a secretária.

Divulgação Científica

As atividades de divulgação científica da Fundação começaram em 2003, com o projeto Difusão do conhecimento sobre animais peçonhentos, fomentado pelo CNPq. Por meio dele foi produzida a primeira edição da Cartilha Animais Peçonhentos, além da distribuição de CD`s, com o mesmo conteúdo da cartilha para estudantes e escolas. Giselle Cotta conta que, ao longo do tempo, e com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), foram desenvolvidos e comprados materiais expositivos, abordando as serpentes, aranhas, escorpiões e abelhas, sua morfologia, história natural, venenos e subprodutos.

Posteriormente, foram incluídos os temas leishmaniose e dengue, doenças que vem ocorrendo no Estado de Minas Gerais com alta frequência. “Nossas exposições são realizadas em praças públicas ou quadras esportivas de escolas. O baú do caminhão funciona como uma pequena sala de aula, onde são exibidos vídeos relacionados à instituição e aos animais peçonhentos. Nas praças ou quadras de esporte é organizada a exposição dos diferentes temas. Essa estrutura expositiva tem visitado os municípios mineiros, levando o conhecimento para todo o público visitante desde 2012”, detalha a pesquisadora.

Em 2015, um caminhão da frota da Funed, com recursos da Fapemig e do COSEMS, foi customizado para atender ao Programa Ciência em Movimento. Seu acervo é composto por réplicas, dioramas, jogos de tabuleiro e aplicativos. Também são oferecidas palestras e treinamentos sobre os assuntos abordados pelo programa. Na oportunidade, são capacitados professores, agentes de saúde e agentes de zoonoses.

Giselle destaca a importância dessas ações já que a Funed é uma geradora de conhecimento com atuação em vários segmentos: indústria, saúde pública, pesquisa e capacitação de recursos humanos. Grande parte do conhecimento gerado na Fundação ainda permanece restrito ao ambiente acadêmico e às publicações científicas. Parte dele também é disseminada por meio dos treinamentos e capacitações realizados na Funed. Outra estratégia utilizada pela instituição é o uso dos diversos meios de comunicação: jornais, TV e redes sociais.

“O Ciência em Movimento é a imagem da Funed na rua, para os grandes públicos, com uma abordagem simples para assuntos muitas vezes complexos para o público em geral. Visitar as exposições do Programa é conhecer um pedacinho da nossa centenária Funed, é participar da sua história”, afirma Giselle Cotta. Para a instituição, é uma oportunidade valiosa de retornar para o povo parte dos investimentos públicos aplicados aqui no sentido de garantir o atendimento às demandas da sociedade.

O Programa Ciência em Movimento é pioneiro no estado de Minas Gerais e o único que leva aos cidadãos mineiros informações fundamentais para o controle dos acidentes por animais peçonhentos, agravo identificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como doença negligenciada. Dessa forma a Funed se aproxima do cidadão e contribui para a melhoria da qualidade de vida da população.

A agenda para as viagens de 2018 já está sendo fechada. A princípio, serão realizadas 20 viagens ao longo do ano. A ampliação dos materiais expositivos está sendo avaliada, bem como o desenvolvimento de atividades lúdicas e a inclusão de novos temas. Além disso, estão sendo estudadas parcerias para a produção e desenvolvimento de novos elementos para composição do acervo. Confira a programação da Exposição em Porteirinha (MG):

TERÇA-FEIRA, 21 de novembro de 2017

08h – 12h: Palestra Animais Peçonhentos do Brasil08h – 12h: Montagem/ palestras Montagem da exposição
12h – 13h: Intervalo para almoço
14h – 17h: Palestra Leishmaniose Visceral
13h – 17h: Exposição Serpentes, Aracnídeos, Abelhas, Dengue, Leishmaniose, Oficina de serpentes/dengue e Jogos


QUARTA-FEIRA, 22 de novembro de 2017

08h – 12h: Exposição/Palestra Serpentes, Aracnídeos, Abelhas, Dengue, Leishmaniose, Oficina de serpentes/dengue e Jogos
12h – 13h: Intervalo para almoço
14h – 17h: Palestra Leishmaniose Visceral Humana
13h – 17h: Serpentes, Aracnídeos, Abelhas, Dengue, Leishmaniose, Oficina de serpentes/dengue e Jogos

QUINTA-FEIRA, 23 de novembro de 2017

12h – 13hIntervalo para almoço08h – 12h: Exposição Serpentes, Aracnídeos, Abelhas, Dengue, Leishmaniose, Oficina de serpentes/dengue e Jogos
13h – 17h: Serpentes, Aracnídeos, Abelhas, Dengue, Leishmaniose, Oficina de serpentes/dengue e Jogos


SEXTA-FEIRA, 24 de novembro de 2017

12h – 13h: AlmoçoIntervalo para almoço08h – 12h: ExposiçãoSerpentes, Aracnídeos, Abelhas, Dengue, Leishmaniose, Oficina de serpentes/dengue e Jogos
13h – 17h: DesmontagemDesmontagem da exposição

Programação de palestras

TERÇA-FEIRA, 21 de novembro de 2017

14h – 17h: Leishmaniose visceral para agentes de endemias e zoonoses – Bartolomeu Lopes e Ms. Maria Regina Lages Guerra08h – 11h: PalestrasPalestra sobre Animais Peçonhentos do Brasil - Ms. Giselle Agostini Cotta

QUARTA-FEIRA, 22 de novembro de 2017
14h – 17h: Palestra Leishmaniose visceral humana para profissionais da atenção básica em saúde - Bartolomeu Lopes e Ms. Maria Regina Lages Guerra

 

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Banco de notícias Fri, 17 Nov 2017 17:10:30 +0000
Regional de Saúde de Juiz de Fora debate assistência em Urgência e Emergência na Saúde Mental http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10040-regional-de-saude-de-juiz-de-fora-debate-assistencia-em-urgencia-e-emergencia-na-saude-mental http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10040-regional-de-saude-de-juiz-de-fora-debate-assistencia-em-urgencia-e-emergencia-na-saude-mental

Foi realizado nesta sexta-feira, (17/11), no auditório da Regional de Saúde de Juiz de Fora, a 2ª Reunião do Grupo Técnico de Trabalho para a Construção de Fluxos Assistenciais de Urgência e Emergência em Saúde Mental

17.11.17 - Fluxo de Urgência e Emergência Saúde Mental

O encontro teve a participação do Superintendente Oleg Abramov, da Coordenadora interina do Núcleo de redes de Atenção à Saúde da Regional Walconise Aquino, a Referência Técnica da Rede de Urgência e Emergência Eder Rosa Ribeiro, da referência técnica em Saúde Mental da SRS/Juiz de Fora Marina Costa Souza, a Secretária Executiva CIR’s e CIRA Sudeste, Joana D’Arc Zanelli, o presidente do COSEMS Regional Juiz de Fora Lúcio Alvim, a Referência Técnica em Saúde Mental da Gerência Regional de Saúde de Manhumirim Marcos Alexandre de faria Moreira, representando o Departamento de Saúde Mental da SMS Juiz de Fora, entre outros.

O objetivo da reunião foi discutir e propor os fluxos assistenciais de Urgência e Emergência para as pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) nos municípios sob a jurisdição desta regional. Nesta ocasião, houve um avanço significativo nas discussões e proposta de desenho do fluxo de Urgência e Emergência em saúde mental, onde foi proposto a apresentação do relatório final na próxima reunião a ser agendada onde será discutido por todo o grupo antes da apresentação ao Comitê das Urgências e Emergências da Região Ampliada Sudeste e na CIR.

Para a referência técnica em Saúde Mental da Regional de Juiz de Fora, Marina Costa Souza, “é de suma importância à proposição de fluxos assistenciais de urgência e emergência em saúde mental, porém essa construção é apenas o início de um grande trabalho a ser desenvolvido em conjunto com os atores que compõem a Rede de Atenção Psicossocial. Já nas discussões do Grupo Técnico de Trabalho estamos considerando a importância de se definir protocolos assistenciais e capacitar os profissionais dos pontos de atenção da rede”, finalizou.

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Banco de notícias Fri, 17 Nov 2017 16:26:39 +0000
Norte de Minas alinha plano de ação para o combate ao Aedes http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10039-norte-de-minas-alinha-plano-de-acao-para-o-combate-ao-aedes http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10039-norte-de-minas-alinha-plano-de-acao-para-o-combate-ao-aedes

Coordenadores de vigilância em saúde e referências técnicas do Programa de Controle das Doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em 53 municípios do Norte de Minas participaram nesta sexta-feira, 17/11, de um encontro organizado pela Regional de Saúde de Montes Claros com o objetivo de alinhar as ações a serem implementadas já a partir deste final de ano e em 2018, visando combater a proliferação do mosquito. O encontro foi realizado no auditório do Hospital Universitário Clemente de Faria.

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A coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador na Regional de Montes Claros, Josianne Dias Gusmão, explicou que o alinhamento de ações entre a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) com os municípios é de fundamental importância para evitar o aumento de casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, entre elas a dengue, febre Chikungunya e Zika vírus.

Apesar de não haver evidências de que em 2018 ocorram surtos de doenças transmitidas pelo Aedes, Josianne Gusmão alertou que as equipes de saúde dos municípios precisam estar atentas para as notificações dos casos de dengue, Chikungunya e zika vírus no site do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – (Sinan), mantido pelo Ministério da Saúde. As notificações são importantes para orientar os governos Federal e Estadual na definição de ações a serem implantadas junto com os municípios quanto à intensificação do combate ao Aedes aegypti, bem como na estruturação dos serviços para atendimento das pessoas acometidas por doenças transmitidas pelo mosquito.

Na última quinta-feira, 16/11, a Regional de Montes Claros enviou a todos os municípios que integram a sua área de atuação um memorando destacando que neste período também é importante as secretarias de saúde terem diagnóstico laboratorial de todos os casos suspeitos de dengue, febre chikungunya e zika vírus. Desta forma, é necessário que os municípios intensifiquem a coleta de amostras priorizando a pesquisa viral de arbovírus.

Para a pesquisa viral as amostras devem ser coletadas até cinco dias após o início dos sintomas e serem conservadas em botijão de nitrogênio líquido para ser enviadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte. Para os casos de pacientes que procurarem atendimento médico após o quinto dia do início dos sintomas, os profissionais de saúde devem coletar amostra para a realização de exame de sorologia.

Durante o encontro o coordenador de vigilância em saúde da Regional de Montes Claros, Valdemar Rodrigues dos Anjos, apresentou dados epidemiológicos referentes às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti em Minas Gerais. De acordo com Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG) no dia 13 de novembro, neste ano Minas Gerais registrou 27 mil 677 casos prováveis de dengue, contra 520 mil 985 notificações registradas em 2016. Foram confirmados 13 óbitos por dengue e outros 12 ainda estão sendo investigados.

Por outro lado, já foram notificados neste ano 17 mil 302 casos prováveis de chikungunya, sendo 117 em gestantes. Neste ano já foram confirmados 10 óbitos por chikungunya no Estado e outros 12 ainda estão sendo investigados. Em 2016, foram notificados em Minas Gerais a ocorrência de 462 casos de febre chikungunya.

Já com relação ao zika vírus o Boletim Epidemiológico da SES-MG aponta que neste ano foram registrados 719 casos prováveis da doença, sendo 124 em gestantes. No caso do zika vírus neste ano houve redução considerável dos casos prováveis da doença em Minas Gerais, uma vez que em 2016 foram notificados 14 mil 086 casos prováveis de zika em todo o Estado.

Investimentos

Além de nova campanha publicitária com o tema “Com o Aedes não se Brinca”, a SES-MG já definiu uma série de novas estratégias para controle e enfrentamento da dengue, zika e Chikungunya. Entre os investimentos realizados está a aquisição de 60 novos veículos e equipamentos para U.B.V. no valor total de R$ 7 milhões 980 mil; aquisição de 35 veículos destinados às unidades regionais de saúde, Fundação Ezequiel Dias e laboratórios macrorregionais no valor total de R$ 4 milhões.

Também foram adquiridos 3 mil equipamentos costais e 1 mil 300 equipamentos motorizados para dispersão de inseticidas no valor total de R$ 3 milhões; compra de 100 galões de nitrogênio para qualificar o monitoramento viral no valor total de R$ 300 mil e aquisição de insumos, medicamentos e equipamentos para implantação de unidades de hidratação no valor total de R$ 350 mil.

Ainda integram as ações o envio de materiais impressos para unidades de saúde (contendo protocolos assistenciais e diretrizes para a organização dos serviços); atualização do Plano Estadual de Contingência para 2017 e 2018; reativação dos 28 Comitês Regionais das Doenças Transmitidas pelo Aedes; retomada das reuniões do Comitê Gestor Estadual de Políticas de Enfrentamento à Dengue, Chikungunya e Zika Vírus; implantação de armadinhas de ovos do mosquito Aedes aegypti, chamadas Ovitrampas.

Inicialmente já foram investidos pela SES-MG R$ 18 milhões nas ações de mobilização, prevenção, assistência e controle. Mas para o período de 2017/2018, está previsto pela SES-MG investimento superior a R$ 89, 5 milhões em todas as atividades de enfrentamento do Aedes.

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Banco de notícias Fri, 17 Nov 2017 14:26:45 +0000
Regional de Saúde de Ubá promove atividade no assentamento Olga Benário em Visconde do Rio Branco http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10038-regional-de-saude-de-uba-promove-atividade-no-assentamento-olga-benario-em-visconde-do-rio-branco http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10038-regional-de-saude-de-uba-promove-atividade-no-assentamento-olga-benario-em-visconde-do-rio-branco

Na terça-feira (14/11), a Regional de Saúde de Ubá realizou em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Visconde do Rio Branco, no Assentamento Olga Benário, o desdobramento da Oficina de Vigilância e Promoção à Saúde em Áreas da Reforma Agrária promovida pelo Movimento Sem Terra (MST) e a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG).

Crédito: Lavínia Luisa R. de Faria

O objetivo foi buscar a participação efetiva dos assentados do MST do município, juntamente com os trabalhadores das áreas da Saúde, na busca de criar estratégias que potencializem a participação e protagonismo de movimentos sociais no âmbito da saúde, para a melhoria das condições de vida e trabalho dessa população e do fortalecimento do SUS.

Thiago de Castro, secretário municipal de Saúde de Visconde do Rio Branco, espera com a parceria entre o município e o Estado, através da Regional de Saúde de Ubá, avançar nas políticas públicas no atendimento às necessidades dos assentados da comunidade de Olga Benário.  “É uma população que está, até então, na zona rural e afastada de algumas políticas e serviços púbicos, não somente ligados a saúde. A proposta, de acordo com a visão da área de saúde, é trazer para mais próximos dessa população esses serviços, atendendo de fato suas necessidades. Avançando com mais efetividade na proposição e efetivação dessas políticas”, explica.

Antes do encontro, ocorreu uma reunião de alinhamento entre a equipe da SMS de Visconde do Rio Branco e os técnicos da Regional, para a definição da metodologia de trabalho proposta pela atividade Tempo-Comunidade.

Logo após, toda a equipe seguiu para o local do assentamento onde foi realizada uma dinâmica por meio de roda de conversa, com foco na integração das áreas de Vigilância em Saúde, Atenção Primária à Saúde e o Núcleo de Redes Assistenciais com a população. Na roda, os assentados expuseram suas opiniões e vivências em relação ao trabalho, saúde, educação, os serviços e as políticas públicas.

As diversas abordagens foram divididas pela equipe da Regional em duas categorias: Ameaças e Potencialidades dos assentados. Entre as ameaças expostas estão o acesso difícil aos serviços de saúde, coleta de lixo, o acolhimento com classificação de risco, o preconceito, que foi bastante citado, entre outros.

A equipe ficou surpresa com a facilidade dos assentados de expor suas potencialidades, visto que o mais comum em encontros como esse, é a discussão sobre os problemas e ameaças enfrentados. Entre elas estão: a união da comunidade, o amor a terra, a não utilização de agrotóxicos, o trabalho e o respeito existente.

Segundo a referência de Vigilância em Saúde do Trabalhador e Trabalhadora, e da Educação Permanente da Regional de Saúde de Ubá, Franklin Leandro Neto, saúde é muito mais que apenas a doença, portanto é qualidade de vida, assistência, lazer e trabalho. “Esses espaços participativos de diálogos e de construção coletiva apontam para intervenções a partir de novas abordagens no desenvolvimento de ações de promoção, de prevenção de riscos e assistenciais, a partir da integração de diversos saberes (população do assentamento, gestor e profissionais de saúde), e de interações permanentes com o território em processo”.

Dona Luzia Arifa, que vive há 12 anos no assentamento, refere-se a terra como uma mãe e diz que acha importante os setores da saúde se integrarem e conhecerem as necessidades dos assentados. “O que achei de mais importante é que agora ficaremos mais conhecidos. As pessoas vieram para nos conhecer face a face, ver nossa caminhada e realidade. Com certeza, teremos mais acesso aos serviços de saúde”, diz.

Para a militante do MST e colaboradora no processos de organização do movimento no assentamento, Thaís Rosalina de Oliveira , o encontro foi um momento muito rico, tanto para os profissionais de saúde que contribuíram, quanto para os assentados que participaram.

“Todos tiveram condições de expor opiniões e falar o que achava que devia ser falado, o que é muito importante, pois queremos que as pessoas se coloquem para que vocês vejam qual é realmente a realidade. Para que não seja algo que eu estou dizendo, e sim de um assentado. Espero que tenha outros e que consigamos avançar muito além das coisas que foram faladas aqui hoje”, concluí.

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Banco de notícias Thu, 16 Nov 2017 15:34:09 +0000
Mudanças na Política Nacional da Atenção Básica é tema de Seminário na ESP-MG http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10037-mudancas-na-politica-nacional-da-atencao-basica-e-tema-de-seminario-na-esp-mg http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10037-mudancas-na-politica-nacional-da-atencao-basica-e-tema-de-seminario-na-esp-mg

Na última sexta-feira (10/11), a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) realizou o seminário "Comunicação e Atenção Primária à Saúde: desafios e possibilidades". A atividade teve em sua programação as mudanças na Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) e seus impactos na assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

» Mudança na PNAB pode afetar a Atenção Básica no SUS
» Alunos da ESP-MG fazem bastidores de reportagem sobre as mudanças na PNAB

O encontro teve início com a apresentação da reportagem multimídia produzidas pelos alunos do curso de especialização em Comunicação e Saúde, orientadas pelo docente Wander Veroni Maia, jornalista e coordenador da Comunicação Digital da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), sobre a importância da Atenção Primária no SUS no cenário político atual e a ressignificação das funções do Agente de Combate a Endemias e do Agente Comunitário de Saúde.

Alunos e docentes da especialização em "Comunicação e Saúde" da ESP-MG.

O docente explica que a proposta da reportagem multimídia nasceu com o objetivo de os alunos colocarem em prática o conhecimento sobre as ferramentas da web e as suas respectivas possibilidades de narrativa jornalística vista na disciplina, sempre em consonância com os conceitos de Comunicação Pública para o fortalecimento do SUS.” A própria turma escolheu o tema que desse a possibilidade de falar de um mesmo assunto sob olhares diferentes. Daí foram produzidos conteúdo em texto, vídeo, lista de curiosidades, Quiz e postagem em redes sociais”, explica.

Ainda em sua avaliação, os trabalhos foram ricos em conteúdo, pesquisa e que conseguiram dar poder de fala às pessoas que nem sempre ganham visibilidade na narrativa jornalística tradicional. “Também achei excelente a turma ter dado luz às mudanças na PNAB, tema que irá impactar de forma significativa a Atenção Básica no SUS e que não ganhou visibilidade na mídia, apesar da importância e urgência do tema”, afirma.

Impactos no SUS

Para a jornalista do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde MG) e aluna da especialização, Mariana Arêas, o seminário foi enriquecedor para entender melhor os desafios no SUS. "Acho que essa proposta da reportagem multimídia foi interessante para integrar as ferramentas de comunicação e a escolha do tema da turma foi muito feliz. O tema precisa ser divulgado para que a população tenha mais conhecimento sobre o que de fato tem por trás desse debate”, diz.

A sindicalista Lionete dos Santos, presente na atividade, destacou a importância da informação e do conhecimento das práticas do SUS para a população. "O benefício do seminário é o conhecimento, repassar para o cidadão comum que não é profissional de saúde o impacto da PNAB na vida dele. A perda de direitos, a perda de serviços de saúde e a perda de empregos para agentes de saúde e os agentes de endemias, porque o secretário de saúde vai poder escolher ter ou não ter o agente de saúde no município", afirma.

Exposições

Além das produções dos alunos, o seminário contou com a exposição e debate sobre “Comunicação na Atenção Primária à Saúde”, conduzido pelo coordenador do curso Jean Alves e a palestra “"Importância dos Afetos para o cuidado à saúde na Sociedade em Rede”, ministrada pela pesquisadora do Núcleo de Experimentos em Tecnologia da Fiocruz, Paula Chagas Bortolon.

Em sua fala, ela enfatizou a necessidade de humanização do SUS. “Trazemos com esse tema um pouco de provocação e incômodo, porque estamos muito especializados, muito técnicos, pensando no SUS enquanto estrutura física e de aparato do estado, mas esquecendo que estamos lidando com um campo completamente inserido na vida e dinâmica social, na circulação de afetos nesse meio social”, pontua.

A pesquisadora diz também que é urgente repensar outra maneira de fazer cuidado que não apenas esse que está dado, que ainda traz um modelo muito cartesiano e racional, pensado em termos de resultado e eficiência, mas que se perde muito o lado do cuidado. “Tenho uma visão bem ampliada sobre o que seria o cuidado na atenção básica a saúde, na perspectiva do que eu estudo ela seria o início, o grande vínculo entre um estado saudável para um estado onde a pessoa começa a aparecer com algum problema”, afirma.

A pesquisadora Paula Chagas Bortolon, da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Produções

As produções multimídias dos alunos, fruto da disciplina “Teoria e Práticas na Produção e Confecção de Materiais em Comunicação e Saúde”, da especialização em Comunicação e Saúde da ESP-MG podem ser conferidas no site da Escola, nas redes sociais (Facebook e Twitter), no canal da instituição no Youtube e no Blog da Saúde MG

 

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Banco de notícias Tue, 14 Nov 2017 16:47:51 +0000
Aberta oficialmente a Campanha de Saúde do Homem em Governador Valadares http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10036-aberta-oficialmente-a-campanha-de-saude-do-homem-em-governador-valadares http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10036-aberta-oficialmente-a-campanha-de-saude-do-homem-em-governador-valadares

 A Secretaria Municipal de Saúde de Governador Valadares, com o apoio  do Grupo Rosa/Azul, composto por instituições públicas e da sociedade civil, entre elas a  Superintendência Regional de Saúde em Governador Valadares (SRS-GV), promoveu na manhã desta terça-feira (14-11), no galpão  do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE),  a abertura oficial da Campanha de Saúde Integral do Homem/Novembro Azul no municipio. 

Crédito: Frederico Bussinger

Na solenidade, que contou com a presença de cerca de 600 pessoas que atuam na autarquia,  o prefeito de Valadares, André Merlo, ressaltou o objetivo da campanha. “ Essa mobilização é para  alertar  da importância de nos cuidarmos , realizando os exames necessários, principalmente para quebrar esse tabu que homens  não vão ao médico. Se vocês tem responsabilidade com suas famílias, precisam também ter a saúde em dia”, frisou.

Em seguida, foi realizada uma palestra sobre Saúde do Homem, apresentada pelo médico Marcelo Cúrcio, que abordou aspectos do câncer de próstata e a necessidade dos exames. Após a palestra,  foram oferecidos aos presentes os  serviços de aferição de pressão, auriculoterapia e vacinação para aqueles que precisam atualizar  oo cartão de imunização.

José Amâncio Filho de 67 anos, funcionário do SAAE há 21 anos, elogiou a realização do evento e afirmou que  se preocupa com sua saúde. “ Sempre               vou ao médico e realizado os meus exames. É muito importante se prevenir”, pontuou. A abertura oficial contou, ainda, com a participação do secretário municipal de saúde de Valadares, Rui Moreira, do presidente da Câmara Municipal, Paulinho Costa, do diretor adjunto do SAAE, Rodrigo Otávio, vereadores do município, entre outros.

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Banco de notícias Tue, 14 Nov 2017 15:11:43 +0000
Curso de Atualização Hospitalar é espaço de reflexão e construção do saber http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10035-curso-de-atualizacao-hospitalar-e-espaco-de-reflexao-e-construcao-do-saber http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10035-curso-de-atualizacao-hospitalar-e-espaco-de-reflexao-e-construcao-do-saber

Dando continuidade à ação educacional “Atualiza Hosp: Atualização em Gestão e Atenção Hospitalar para a Fhemig”, parceria da Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMIG), na última quarta-feira (08), foi realizada a disciplina “Planejamento Participativo e Suas Ferramentas”, com o médico e especialista em Saúde Pública, Luiz Carlos de Oliveira Cecílio*, que focou o assunto planejamento em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS)de forma filosófica e menos formal.

Segundo o docente, é uma concepção de planejamento que implica em muita conversa, flexibilidade e sensibilidade com os trabalhadores, saindo um pouco da formalização. “O Atualiza Hosp pretende atualizar os dirigentes hospitalares com o pensamento, com uma reflexão sobre gestão e saúde, algumas vezes apresentando ferramentas gerenciais ou fazendo uma reflexão mais filosófica, de forma que eles possam se qualificarem e coordenarem melhor suas equipes, o hospital e, em última instância, qualificar o atendimento para a população, pois é isso o mais importante”, afirma.


 
Planejamento na saúde

Isabella Brito, coordenadora de Educação Permanente da Fhemig destaca que o é essencial, por ser personalizado e capaz de falar a língua do setor público. “Muitos gestores da Fhemig acabam sendo nomeados para um cargo sem ter nenhuma formação prévia na área gerencial, então é importante alinhar os conceitos e ampliar a visão sistêmica do que é a tarefa do gestor e qual a importância da Fhemig e do SUS para o setor público”, diz.

A gestora acredita que que a qualificação propicia a capacidade de pensar estratégias mais efetivas e pontuais. “As razões da integração ou a falta dela entre as unidades da Fhemig agora ficaram mais claras. Hoje consigo pensar na raíz do problema ou como um setor acredita que uma questão é responsabilidade do outro quando, na verdade, não é culpa de ninguém. O grande ensinamento da disciplina é poder compreender melhor o papel do outro e planejar ações pontuais por meio de um diálogo efetivo, ao invés de empurrar a responsabilidade”, afirma.

Atividade prática

Taiz Gontijo, coordenadora de avaliação de acompanhamento funcional da Fhemig e também aluna do curso avalia que atualizar-se é fundamental para ampliar o conhecimento da atuação do hospital, facilitando a integração entre as equipes. “A disciplina foi excelente, aprendemos, entre outras coisas, que o melhor aproveitamento do planejamento, no nosso caso, é o tático operacional, pois nem sempre conseguimos colocá-lo em prática, por isso a importância de aprender formas alternativas de organização além daquela normalmente executada”, explica.

Durante a aula, o docente separou os alunos em grupos que criaram e solucionaram questões hipotéticas, como exemplo, o alto nível de absenteísmo da instituição, identificando a falha e elaborando um plano de ação.

Para Taiz, por meio das orientações teóricas foi possível identificar e diminuir o impacto da falta. “Além disso, percebemos que essa é uma questão que deve ser mais discutida internamente, pois quem falta não vê o impacto, e o trabalho tem que ser executado, então a demanda é redistribuída gerando sobrecarga aos demais trabalhadores”, explica.

Experiência

Ainda de acordo com docente Luiz Carlos de Oliveira Cecílio, a receptividade dos alunos foi o diferencial da disciplina. “Venho à ESP-MG há muitos anos e minhas aulas sempre foram voltadas para a alta direção de hospitais, então essa foi a primeira vez que trabalhei com gerências intermediárias. Foi bacana demais, achei o pessoal interessado, atinado, com responsabilidade e muita vontade de aprender”, avaliou.

A ação educacional prevê encontros semanais de oito horas até abril de 2018, totalizando 144 horas de atualização. Além da turma que iniciou hoje, estão previstas também turmas com vagas ofertadas para gestores de unidades da Fhemig com sede em outros municípios do estado.

*Graduado em Medicina (Universidade Federal de Brasília), especialista em Saúde Pública (Universidade de São Paulo), doutor em Saúde Coletiva (Universidade Estadual de Campinas).

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Banco de notícias Mon, 13 Nov 2017 16:56:11 +0000
Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus (13/11) http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10034-boletim-epidemiologico-de-monitoramento-dos-casos-de-dengue-chikungunya-e-zika-virus-13-11 http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10034-boletim-epidemiologico-de-monitoramento-dos-casos-de-dengue-chikungunya-e-zika-virus-13-11

Em 2017, até o momento (13/11), Minas Gerais registrou 27.677 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de dengue. Desses, 13 (treze) casos vieram a óbito e outros 12 (doze) seguem em investigação.

Em relação à Febre Chikungunya, Minas Gerais registra 17.302 prováveis da doença e 10 (dez) óbitos confirmados em decorrência da doença. Outros 12 (doze) óbitos suspeitos pela Chikungunya estão em investigação.

Já com relação à febre pelo Zika Vírus, são 719 casos prováveis no estado em 2017.

» Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus da SES-MG para a IMPRENSA (atualizada em 13/11/2017)

» Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus da SES-MG para a ÁREA TÉCNICA (atualizada em 13/11/2017)

» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Dengue por município (atualizada em 13/11/2017)
» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Chikungunya por município (atualizada em 13/11/2017)
» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Febre Zika por município (atualizada em 13/11/2017)

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Banco de notícias Mon, 13 Nov 2017 15:10:34 +0000
Técnicos da SES-MG participam de oficina sobre vigilância e respostas às emergências em Saúde Pública http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10033-tecnicos-da-ses-mg-participam-de-oficina-sobre-vigilancia-e-respostas-as-emergencias-em-saude-publica http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10033-tecnicos-da-ses-mg-participam-de-oficina-sobre-vigilancia-e-respostas-as-emergencias-em-saude-publica

Referências técnicas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) participam nesta segunda (13/11) e amanhã, terça-feira (14/11), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, da oficina “Fortalecimento das capacidades de vigilância e respostas às emergências em saúde pública". 

Oferecida pelo Ministério da Saúde, a oficina já aconteceu em mais de 20 estados e tem como objetivo fortalecer a rede estadual do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) em todo o Brasil, ampliando a capacidade de detecção precoce de emergências.

Crédito: Marcus Ferreira

A atividade tem como público alvo os técnicos do CIEVS estadual e municipal, técnicos da Vigilância Sanitária (Visa) estadual e municipal, técnicos dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (NVEH), técnicos da Fundação Ezequiel Dias (FUNED), entre outras.

“A oficina é muito importante para nós aqui em Minas, porque avalia nossa capacidade de responder a situações de emergência em saúde. Além disso, permite conhecer e discutir as orientações do Ministério quanto aos procedimentos em vigilância para evitar ou enfrentar situações de grave risco ou de crises”, disse Rodrigo Said, Subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde.

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) é o centro de apoio para o Ponto Focal Nacional do Brasil para o Regulamento Sanitário Internacional e realiza a captação de notificações, monitoramento, mineração de dados e análise epidemiológica de surtos e epidemias nacionais e internacionais. O CIEVS compõe a Rede Nacional de Alerta e Resposta às Emergências em Saúde Pública, que conta com 57 centros ativos em todo o Brasil, sendo: 26 Estados, 1 no Distrito Federal, em todas as 26 capitais, e em quatro municípios estratégicos.

Ações integradas

O técnico da Coordenação Geral de Vigilância e Resposta do Ministério da Saúde, Felipe Duailibe, ressaltou que a função do CIEVS é uma Vigilância complementar a outras vigilâncias e que busca integrar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS).  “O CIEVS utiliza mecanismos de comunicação avançada para enfrentar emergências como o bioterrorismo, desastres ambientais, mudanças climáticas, riscos químicos e radioativos em parceria com as outras vigilâncias em saúde. Procurando obter respostas oportunas e um monitoramento mais adequado”, afirmou.

Já o técnico da Coordenação Geral de Vigilância e Resposta do Ministério, Eduardo Saad, explicou aos participantes a importância do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EPISUS) para capacitar os profissionais e construir respostas diante de emergências em saúde. “Para realizar investigações de surtos ou epidemias é necessário compreender e analisar bancos de dados utilizando ferramentas da epidemiologia, desenhar estudos e descrever perfis epidemiológicos, avaliar ou desenvolver componentes de Sistemas de Vigilância em Saúde”, disse.

No primeiro momento da atividade foram discutidos ações de vigilância e resposta às emergências. Enfatizando a detecção, notificação, monitoramento, análise e resposta de situações de emergência em saúde pública. Também foi abordada a integração das ações entre CIEVS, Vigilância Epidemiológica e a epidemiologia de campo. Amanhã (14/11), a oficina será encerrada com a apresentação de trabalhos elaborados pelos participantes ao longo do curso.

CIEVS em Minas

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (CIEVS MINAS) é o órgão coordenador das situações de crise que ocorrem no Estado, sendo responsável pelo acompanhamento dos agravos que pelo seu elevado potencial de disseminação e/ou riscos à saúde pública necessitam de acompanhamento da SES-MG.

O CIEVS Minas atua em tempo real, como rede integrada de Vigilância, Assistência e Laboratório para identificação, monitoramento e controle de eventos que ameacem a saúde da população no Estado.Disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, o centro recebe notificações pelo E-notifica (notifica.se@saude.mg.gov.br).

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Banco de notícias Mon, 13 Nov 2017 14:54:26 +0000
Com frota própria de aeronaves, Estado avança no número de transplantes de órgãos http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10032-com-frota-propria-de-aeronaves-estado-avanca-no-numero-de-transplantes-de-orgaos http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10032-com-frota-propria-de-aeronaves-estado-avanca-no-numero-de-transplantes-de-orgaos

Minas Gerais é um dos estados com as melhores condições de realizar transplantes no Brasil. São 17 hospitais - na capital e no interior - com equipes altamente especializadas, após qualificação técnica em centros de referência do Brasil e do exterior.

Foto: Omar Freire | Imprensa MG

Outro fator fundamental para o alcance de bons resultados deve-se à logística de excelência do MG Transplantes, que utiliza a frota aérea que está sob a responsabilidade do Comando de Aviação do Estado (Comave) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

Segundo estado mais populoso do Brasil, com 21.119.536 habitantes (IBGE/2017), divididos em 853 municípios numa área de 588.384,30 km², Minas Gerais tem regiões muito diferentes e extensão territorial superior à de países como França, Suécia, Espanha e Japão.

Mesmo com essas características, o Governo do Estado conseguiu implantar a melhor infraestrutura do Brasil para o transporte de órgãos, utilizando aeronaves e veículos para que haja aproveitamento de todas as doações em território mineiro.

De acordo com a coordenadora estadual de logística do MG Transplantes, Sara Barroso, que há 15 anos desenvolve esse trabalho, a parceria com o Governo do Estado, por meio do Gabinete Militar, foi estabelecida já há algum tempo. Entretanto, com o decreto 47.182/2017 do governador Fernando Pimentel, que criou o Comando de Aviação do Estado (Comave) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), os desafios passaram a ser menores.

Ao todo, são 15 aeronaves sob a responsabilidade do Comave, sendo dez helicópteros e cinco aviões para as atividades de multimissão, entre elas o transporte de órgãos. “Sempre tivemos aeronave para nos atender. Entretanto, com o Comave ficou muito mais rápido, pois no primeiro contato já sabemos qual avião ou helicóptero estará disponível para deslocar imediatamente com a equipe do MG Transplantes”, afirma.

Sara Barroso argumenta que a gestão centralizada trouxe simplificação e agilidade, pois antes o MG Transplantes fazia contato com o gabinete do governador, gabinete militar, polícia militar, polícia civil e corpo de bombeiros. “Hoje em dia falamos com o coronel de plantão e ele diz quem vai nos atender. Ao mesmo tempo, ele aciona o pessoal e aí acertamos os detalhes da viagem”, explica a coordenadora.

Foto: Omar Freire | Imprensa MG

Números crescentes e eficiência da logística

No ano passado (2016), o transporte aéreo disponibilizado pelo governo foi usado 52 vezes. Em 2017, até o início de outubro, foram 61 vezes, um aumento de 19,3%. Na doação de órgãos, houve, no primeiro semestre deste ano, 117 famílias autorizando a captação, enquanto no primeiro semestre do ano passado foram 98 doações. Com isso, foi possível realizar 1.071 transplantes frente aos 939 no mesmo período de 2016.

As demandas são variadas e de todas as regiões, com realidades muito diferentes, sendo que algumas dependem de avião, helicóptero e carro. Existem lugares que não contam com aeroportos e a chegada tem de ser por uma cidade vizinha, enquanto há municípios que não podem receber voos noturnos. Eventualmente, a estrutura mineira vai a outros estados.

Cada atendimento tem sua especificidade, que exige esforço de todos para atender aqueles que estão na fila esperando um órgão para atenuar o sofrimento e ter uma vida normal. As aeronaves do governo mineiro não têm horário pré-estabelecido para serem utilizadas pelo MG Transplantes e estão à disposição sete dias da semana, 24 horas por dia.

“A demanda de coração é a mais diferenciada de todas e exige maior rapidez. A equipe precisa chegar aos hospitais das Clínicas e Felício Rocho de helicóptero, em duas horas após a captação do órgão em qualquer lugar do estado, enquanto o paciente já se encontra na mesa de cirurgia para receber o órgão”, revela Sara, com o entusiasmo de quem vibra com cada conquista.

Quando existe a oferta de órgãos em Minas Gerais, a comunicação chega ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), por meio do médico de plantão que insere todas as informações do doador. Nesse momento, é possível saber quais os pacientes que podem receber aquele órgão.

O paciente do estado na fila nacional tem preferência e a equipe onde ele se encontra é responsável pela captação do órgão no lugar em que está sendo disponibilizado. Um exemplo: se o paciente contemplado com o fígado é da Santa Casa de Belo Horizonte, é a equipe deste hospital que fará a captação.

Existem estabelecimentos capazes de captar e transplantar todos os órgãos como o Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte. O Hospital Escola de Itajubá (território Sul) transplanta fígado, rim e coração, mas na cidade não desce avião, apenas helicóptero. Assim, a equipe do MG Transplantes utiliza o aeroporto de Pouso Alegre para chegar e depois seguir de helicóptero.

Também realizam transplante de fígado e rim na região Norte (Santa Casa de Montes Claros) e na Zona da Mata, em Juiz de Fora: Santa Casa e Hospital Monte Sinai. Outros hospitais do interior também realizam transplantes diversos.

Caso um órgão doado não seja adequado a um paciente de Minas, ele é ofertado na fila nacional. Nesse caso, para atender a outro estado, vem uma equipe no avião da Força Aérea Brasileira, porém, o MG Transplantes acompanha o procedimento. “Não utilizamos os aviões da FAB porque dispomos de uma frota eficiente, mas se precisarmos temos certeza de que nos atenderá da melhor maneira”, observa.

A logística não pode falhar, pois o tempo é fundamental para o sucesso de uma tarefa complexa, que exige o comprometimento de muitos profissionais de todas as áreas. “É um trabalho que fazemos com o maior prazer. Quando os órgãos são transplantados, a tempo e a hora e os pacientes ficam bem, isso é muito gratificante”, revela Sara, com emoção.

A fila de espera em Minas Gerais

No comando de toda essa engrenagem está o diretor do Complexo MG Transplantes, Omar Lopes Cançado Júnior, que traz os números da fila de espera no estado para receber um órgão. São 3.428 pessoas, sendo que a maioria (2.300) aguarda um rim; 977 esperam voltar a enxergar com uma córnea doada; 47 precisam de transplante de fígado; 51 pessoas estão à espera de um transplante combinado de rim/pâncreas; 29 sonham com um novo coração batendo no peito.

A maioria das pessoas pode ser doadora de todos os órgãos e tecidos. Para isso, basta que manifeste em vida a sua vontade junto aos familiares que precisam autorizar a doação, depois de realizado o diagnóstico de morte encefálica. A remoção dos órgãos não tem um período pré-determinado, mas deve ser feita o mais rápido possível.

Em relação à doação de órgãos em vida, o diretor do MG Transplantes ressalta que ela é possível quando se tem saúde perfeita e quando o doador é parente até o quarto grau do futuro receptor. “Os órgãos que podem ser doados são: rim, fígado e pulmão. Para esses casos, o doador deve procurar o serviço transplantador onde está inscrito o seu parente para realização do procedimento”, orienta Omar.

A doação de órgãos no Brasil apresentou crescimento em 2017 e passou de 14 para 16 doadores para cada 1 milhão de habitantes. O número ainda é considerado baixo se comparado à Espanha, país que é referência mundial com 40 doadores para cada 1 milhão de pessoas.

Com a morte cerebral de uma pessoa saudável, outras 14 poderão ser beneficiadas, segundo informações da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Por isso, as campanhas de estímulo à doação são consideradas imprescindíveis para despertar a solidariedade na sociedade.

Estrutura do Complexo MG Transplantes

O MG Transplantes é composto por centros de notificação, captação e distribuição de órgãos na região Metropolitana de Belo Horizonte, Zona da Mata, Sul, Oeste, Nordeste e Leste do estado. É responsável por coordenar a política de transplantes de órgãos e tecidos em Minas Gerais, regulando o processo de notificação, doação, distribuição e logística, avaliando resultados, capacitando hospitais e profissionais para a atividade.

O MG Transplantes é vinculado à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e tem seis centrais regionais: Uberlândia (Triângulo Sul), Juiz de Fora (Mata), Montes Claros (Norte), Governador Valadares (Vale do Rio Doce), Pouso Alegre (Sul) e Região Metropolitana de Belo Horizonte. Dos 17 hospitais que realizam transplantes em Minas Gerais, oito estão na capital e nove no interior atendendo a todas as regiões do estado.

Mais informações:
Linha de orientação à população: 08000-283-7183
E-mail: mgtransplantes@saude.mg.gov.br
Sede do MG Transplantes: Avenida Professor Alfredo Balena, 400/ 1º andar, bairro: Santa Efigênia, Belo Horizonte (MG)
Telefones: (31) 3219-9200 e (31) 3219-9211

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Banco de notícias Mon, 13 Nov 2017 10:13:03 +0000
LGBTfobia e acesso ao SUS são temas de curso na ESP-MG http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10031-lgbtfobia-e-acesso-ao-sus-sao-temas-de-curso-na-esp-mg http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10031-lgbtfobia-e-acesso-ao-sus-sao-temas-de-curso-na-esp-mg

Na última terça-feira (07), a Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG), em parceria com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (SEDPAC), realizou o curso "Saúde e Direitos da População LGBT", ação educacional dos Cursos Livres da instituição.

lgbt

O curso abordou o panorama conceitual da história das sexualidades, casamento civil igualitário, adoção homoafetiva, nome social, transgenitalização, violências contra a população LGBT e o acesso e atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) à população trans.

O Coordenador de Políticas de Diversidade Sexual da SEDPAC, Douglas Miranda, um dos docentes, destaca que o curso é importante para qualificação dos trabalhadores do SUS para a quebra de preconceito e qualificação do atendimento. “A população LGBT tem que ter acesso aos serviços. O SUS sempre deu um exemplo de uma equidade e universalidade dentro do processo de atendimento dos trabalhadores. É dessa forma que o curso é importante, para unificar ainda mais esses grandes trabalhadores e lutadores do sistema”, disse.

Lorena Lemos, Diretora de Políticas de Promoção da Equidade em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), aponta que o SUS tem que trabalhar com o reconhecimento da diversidade, respeitando as pessoas lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e gays. “É fundamental para nós pensarmos na qualidade do acesso aos serviços de saúde e na promoção de saúde dessas pessoas e reconhecer que a LGBTfobia pode ser um processo que dificulta e ser uma barreira de acesso aos serviços e oferta da saúde integral a todas e todos cidadãos", afirma.

Preconceito e desinformação

Alexandra Marques, jornalista da Assessoria de Comunicação Social da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e aluna do curso, diz que o conteúdo foi esclarecedor e fundamental para cessar várias dúvidas. “Temos muitas dúvidas sobre esses temas e acredito que os ensinamentos vão nos permitir, para nós da área da Comunicação Social, produzirmos textos e materiais informativos, usando uma terminologia mais adequada. O mais importante é mostrar que a população LGBT são sujeitos de direito e que naturalizando na matéria a terminologia adequada, nós reforçamos os direitos deles", aponta.

Pauta LGBT

Ainda no conteúdo do curso, que teve carga horária de 08h, os docentes abordaram a atuação dos Conselhos Nacional, Estaduais e Municipais de Combate à Discriminação de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais e da experiência do ambulatório com habilitação de serviços de processo transexualizador.

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Banco de notícias Mon, 13 Nov 2017 09:36:30 +0000
Regional de Saúde de Ubá realiza IV Encontro Outubro Rosa e Novembro Azul http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10030-regional-de-saude-de-uba-realiza-iv-encontro-outubro-rosa-e-novembro-azul http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10030-regional-de-saude-de-uba-realiza-iv-encontro-outubro-rosa-e-novembro-azul

Nesta quinta-feira (09/11), a Unidade Regional de Saúde de Ubá promoveu, com a parceria do Curso de Medicina da Faculdade Governador Ozanam Coelho (Fagoc), o IV Encontro Outubro Rosa e Novembro Azul realizado na Associação dos Empregados do Comércio de Ubá. 

O evento contou nesta edição com mais 50 vagas disponíveis à comunidade. O objetivo foi de sensibilizar e conscientizar sobre as campanhas de outubro rosa e novembro azul, sobre a importância da prevenção e do cuidado com a saúde da mulher e do homem. 

De acordo com Maria Célia Motta Gressi, referência da Saúde da Mulher da regional, “o encontro é um trabalho que sensibiliza as pessoas em relação aos cuidados com a saúde. Ele é realizado há três anos e, no decorrer desse tempo, várias pessoas pararam de fumar, reduziram o álcool e mudaram seus hábitos”, explica. 

Para o Diretor da Regional de Ubá, Reginaldo Furtado de Carvalho, o evento mostra o empenho e o trabalho realizado pela regional e seus servidores com a saúde do homem e da mulher. 

Crédito: Lázaro Cassimiro Dias

“É de extrema importância que temas como esse sejam discutidos com a comunidade. O trabalho da Regional é tratar a saúde como prioridade e é isso que mostramos com a realização deste encontro, principalmente este ano com a parceria e apoio do curso de Medicina da Fagoc”, completa. 

Palestras, fóruns de trabalhos e sorteios de brindes fizeram parte do encontro. O psicólogo e hipnoterapeuta Júlio César Custódio palestrou sobre o “Efeito do pensamento e das emoções na saúde”. Segundo ele, o autoconhecimento sobre seus pensamentos e emoções é o primeiro passo para melhor qualidade de vida e saúde. 

“Quanto mais abrirmos esses temas à população e a deixarmos à vontade, maior será a abertura para procurar informação, ajuda e, consequentemente, prevenção. Quando o câncer deixa de ser associado à morte, a pessoa tem uma perspectiva melhor e, como pesquisas indicam, perspectivas melhores indicam um prognóstico melhor também”, explica Júlio César Custódio. 

A segunda palestra, intitulada “Falando sobre câncer e seus fatores de risco”, foi ministrada pelo Dr. Márcio Luiz Rinaldi. Ele expôs os diversos fatores ambientais e genéticos que podem causar câncer, além de orientações quanto à prevenção e diagnóstico. 

“O grande problema do câncer é multifatorial. Houve um grande avanço em diagnóstico, pois começamos a diagnosticá-lo de forma cada vez mais precoce devido a maior conscientização das pessoas. Porém, ainda há muito o que ser estudado e avançado quando falamos em câncer. A melhor maneira de se prevenir ainda continua sendo a adoção de hábitos saudáveis, incluindo uma saúde mental em ordem”, expõe Dr. Márcio Rinaldi. 

Além das palestra, também estavam incluídos momentos de fórum, em que representantes de municípios da região, bem como instituições da área da saúde apresentaram ações e campanhas desenvolvidas em alusão ao Outubro Rosa e ao Novembro Azul. Entre as instituições e municípios, estavam a Fundação Cristiano Varella e o Centro Estadual de Atenção Especializada (CEAE), ambos de Muriaé, e os municípios de Guidoval e São Geraldo. 

 

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Banco de notícias Fri, 10 Nov 2017 17:52:20 +0000
SES-MG participa de treinamento para atender vítimas de trauma http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10029-ses-mg-participa-de-treinamento-para-atender-vitimas-de-trauma http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10029-ses-mg-participa-de-treinamento-para-atender-vitimas-de-trauma

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com a Faculdade Ciências Médica de Minas Gerais (FCMMG), o Corpo de Bombeiros e as equipes do SAMUs de Contagem, Santa Luzia e Belo Horizonte participaram nesta sexta-feira, 10/11, de um Simulado do Trauma. A atividade envolveu alunos e profissionais que atuam nos atendimentos pré-hospitalares. Segundo a Coordenadora Estadual de Urgência e Emergencial da SES-MG, Kelly Fortini, o objetivo foi preparar os profissionais e os estudantes para a realização correta dos atendimentos a qualquer vítima de trauma, minimizando potenciais complicações.

Crédito: Marcus Ferreira

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“Trabalhamos os conceitos e as práticas, demonstrando em uma situação controlada como deve ser o atendimento em casos de desastre e traumas. O simulado procurou prevê as situações e planejar os passos necessários em situações que exigem posicionamento rápido e assertivo das equipes de saúde”, explica Kelly.

Simulação

O treinamento simulou a explosão de uma bomba dentro do porta-malas de um carro. A explosão ocasionou um engavetamento entre dois carros e um ônibus. O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter o incêndio e o SAMU para realizar o primeiro atendimento médico às vítimas, que foram representadas por atores caracterizados.

Em determinado momento da cena, houve a simulação de pessoas invadindo o local do acidente, representando familiares e curiosos que vão ao local para ajudar ou prestar solidariedade às vítimas. Imediatamente uma equipe de psicólogos foi então acionada para auxiliar o atendimento a essas pessoas.

No 6° período de psicologia, a estudante Ana Beatriz Costa, explica que o papel do psicólogo nas situações de desastre envolve tanto as vítimas e seus familiares, quanto a equipe de profissionais envolvida nos salvamentos. “Nosso papel é amparar as vítimas e os familiares, na sua dor. Percebendo o sofrimento psíquico que atinge às pessoas nessas horas, ajudando-as a controlar as emoções diante do desastre. Também atuamos junto às equipes, buscando minimizar e gerenciar as situações de estresse que atinge aos profissionais”, explica a estudante.

O simulado também previu o encaminhamento hospitalar das vítimas, determinando o fluxo do atendimento de acordo com a gravidade dos traumas. As pessoas foram encaminhadas para as unidades que estavam apoiando o treinamento: hospital Semper, Odilon Behrens, Upa Centro Sul e o Laboratório de Simulação Realística da FCMMG.

Crédito: Marcus Ferreira

Momento de aprendizagem

Os alunos dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Medicina e Psicologia se dividiram para encenar as ações dos socorristas, vítimas e familiares, agindo ao lado dos profissionais do SAMU e do Corpo de Bombeiros de forma ativa na cena da catástrofe.

A coordenadora médica do SAMU de Contagem, Ana Paula Loures Linhares, considera que os treinamentos possibilitam uma experiência enriquecedora para os profissionais e os alunos: “tudo é planejado para transmitir uma cena realista de uma situação traumática ou de desastre. Com isso, o profissional tem possibilidade de compreender os processos de atendimento de urgência, os sentimentos envolvidos nas situações de desastres e os fluxos de atenção estabelecidos”, disse.

Para Caroline Souza Amaral, estudante do 2°período de enfermagem, a experiência possibilita vivenciar uma prática na sua formação acadêmica. “Percebo que em situações envolvendo desastres precisamos ter clareza em relação aos fluxos de atendimento. Compreender as etapas que vão desde aos atendimentos iniciais até o encaminhamento das vítimas ajuda a tornar o serviço mais efetivo, possibilitando salvar mais vidas”, disse.

A Assessora da SES-MG, que atua na Coordenação de Urgência e Emergência, Érica Oliveira Santos, avaliou positivamente o treinamento: “o treinamento profissional em situações controladas e com cenários permite uma aprendizagem mais abrangente. Observamos que os simulados de trauma prepara o profissional para uma atuação cooperada e em condições de responder as diversas situações que possam aparecer”, disse.

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Banco de notícias Fri, 10 Nov 2017 16:15:44 +0000
SES-MG realiza capacitação sobre processo administrativo sanitário em Divinópolis http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10028-ses-mg-realiza-capacitacao-sobre-processo-administrativo-sanitario-em-divinopolis http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10028-ses-mg-realiza-capacitacao-sobre-processo-administrativo-sanitario-em-divinopolis

O Núcleo de Vigilância Sanitária da Regional de Saúde de Divinópolis concluiu nesta quinta-feira (09/11), em Divinópolis, a oficina sobre processos administrativos sanitários. Estiveram presentes técnicos da Vigilância Sanitária dos 54 municípios da Região Ampliada Oeste. Iniciada na última terça-feira (07/11) a oficina teve como como objetivo aprimorar o conhecimento desses profissionais nos trâmites do Processo Administrativo Sanitário (PAS).

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Este instrumento de trabalho contribui para efetividade das ações de fiscalização e resguarda os direitos e deveres dos estabelecimentos regulados.

A advogada Tânia Mara Lima de Morais Jacob, da Coordenadoria de Normas Técnicas da Superintendência de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), conduziu a capacitação tendo como fonte primária o Código de Saúde de Minas Gerais. Além da parte teórica e expositiva, o encontro contou também com estudo de casos, utilizados pelos técnicos para aprenderem, em grupos, a instaurar processos administrativos de 1ª instância.

Mesmo previsto como instrumento típico da Vigilância Sanitária, muitos municípios mineiros não possuem estrutura para tramitar processos administrativos sanitários. “O PAS visa apurar infrações sanitárias constatadas nos serviços e produtos sujeitos à Vigilância Sanitária, por isso é necessário capacitar os técnicos
para noções de direito administrativo e para o uso desta ferramenta de trabalho”, destacou a advogada.

Para o Coordenador da Vigilância Sanitária da Regional de Saúde de Divinópolis, Alan Silva, a oficina busca qualificar os serviços e os métodos de trabalho das Vigilâncias Sanitárias. “Capacitações como esta são fundamentais no processo de Educação permanente dos fiscais, os preparando para uma melhor realização das inspeções, além de fortalecer o Programa de Monitoramento da Vigilância em Saúde”, ponderou o Coordenador.

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Banco de notícias Fri, 10 Nov 2017 15:55:23 +0000
Regional de Saúde de Coronel Fabriciano leva palestra sobre arboviroses para escola pública da região http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10027-regional-de-saude-de-coronel-fabriciano-leva-palestra-sobre-arboviroses-para-escola-publica-da-regiao http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10027-regional-de-saude-de-coronel-fabriciano-leva-palestra-sobre-arboviroses-para-escola-publica-da-regiao

A Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, através de sua Unidade Descentralizada de Caratinga realizou nesta quinta-feira, (09/11), uma palestra sobre arboviroses: Dengue, Chikungunya, Zika Vírus e Febre Amarela, para os alunos da Escola Estadual Querubino Marques de Oliveira, do bairro Vila Marques, Caratinga. O evento é resultado de uma parceria entre a Regional de Saúde com as Secretarias Municipais de Educação e de Saúde do município de Inhapim, e faz parte do Programa Saúde na Escola (PGE).

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A palestra foi ministrada por Nilson Silva Santos, Referência Técnica de Educação em Saúde Pública da Regional de Saúde, e abordou as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti: a dengue, o zika, a chikungunya e a febre amarela. “Nosso objetivo principal foi conscientizar os alunos quanto à prevenção, sinais, sintomas, e o cuidado no ambiente escolar, em casa e na comunidade. E também contribuir para que eles se tornem pequenos agentes de controle a estas endemias, para assim evitar a proliferação do Aedes Aegypti”, explicou Nilson.

Ainda de acordo com Nilson Silva Santos, as doenças causadas pelos chamados arbovírus, incluem o vírus da dengue, Zika vírus, febre chikungunya e febre amarela. “Atualmente existem três famílias mais conhecidas de arbovírus e cada uma delas engloba causadores que têm semelhança em seu código genético e também nas suas proteínas base. São elas: Flavivírus, que incluí as doenças do Aedes, como o Zika vírus, dengue e febre amarela; Togavírus, classificação da febre chikungunya; e Bunyavírus, classificação que incluí os hantavírus, causadores da febre hemorrágica”, detalhou Nilton.

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Banco de notícias Fri, 10 Nov 2017 15:44:59 +0000
Regional de Saúde de Uberlândia realiza alinhamento dos indicadores em saúde inseridos no Geicom http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10026-regional-de-saude-de-uberlandia-realiza-alinhamento-dos-indicadores-em-saude-inseridos-no-geicom http://saude.mg.gov.br/sobre/publicacoes/estatistica-e-informacao-em-saude/stories/10026-regional-de-saude-de-uberlandia-realiza-alinhamento-dos-indicadores-em-saude-inseridos-no-geicom

Nesta quarta-feira (08/11), a Regional de Saúde de Uberlândia realizou alinhamento para orientar os gestores e técnicos municipais para o acompanhamento e monitoramento dos dados que são inseridos no Gerenciamento de Indicadores Compromissos e Metas (Geicom). As políticas e programas estaduais de saúde abordados na capacitação foram: Farmácia de Todos, Cofinanciamento da Atenção Primária à Saúde, Política Estadual de Promoção da Saúde (Poeps), Fortalecimento da Vigilância em Saúde, Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), Odontologia Hospitalar, Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais Gestão Compartilhada e Incentivo (Pro-Hosp), Programa de Urgência e Emergência (Pro-Urge), Rede Cegonha, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Centro Estadual de Atenção Especializado (Ceae).

Foram convidados os gestores municipais, os membros das Comissões Temáticas, as referências técnicas dos programas e políticas, as referências responsáveis pelo preenchimento do Geicom e os prestadores hospitalares, todos os 18 municípios.

Em uma das reuniões das Comissões Temáticas, a Regional de Saúde de Uberlândia percebeu que os técnicos dos municípios tinham muitas dúvidas sobre o Geicom, explicou a secretária executiva da Comissões Intergestoras Regiona (CIR) e a Comissão Intergestores Regional Ampliada (Cira), Raquel Matos, principalmente em relação às justificativas. “O ideal é cumprir os indicadores dos programas e políticas sem precisar justificar, porém caso seja necessário, que atenda aos critérios necessários com as comprovações adequadas”, enfatizou a secretária.

A responsável pela prestação de contas do setor de convênios e monitoramento do Geicom na Prefeitura de Monte Carmelo, Alessandra Caetano Mundim, relatou que tinha muitas dúvidas e dificuldades que foram esclarecidas no alinhamento. “Um ponto que precisamos melhorar são as justificativas, que devem ser mais bem detalhadas. Precisamos também anexar os documentos ao sistema. Existe uma aba específica para isso, que é o repositório de documentos que eu não sabia”, finalizou Mundim.

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Banco de notícias Fri, 10 Nov 2017 15:23:38 +0000