Notícias http://saude.mg.gov.br Mon, 25 Mar 2019 10:05:57 +0000 Joomla! - Open Source Content Management pt-br Meningite pode ser evitada por meio de vacinas http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10975-meningite-pode-ser-evitada-por-meio-de-vacinas http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10975-meningite-pode-ser-evitada-por-meio-de-vacinas

A meningite, doença caracterizada por um processo inflamatório nas membranas (meninges) que envolvem o cérebro e a medula espinhal, pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas. No caso dos vírus, esses podem ser transmitidos pela saliva ou pelas fezes. Já as bactérias geralmente são transmitidas de pessoa para pessoa pelo contato com a saliva. Quando diagnosticada precocemente, o tratamento é bastante eficaz e tem elevadas chances de cura.

Casos da doença ocorrem ao longo de todo o ano, sendo a meningite bacteriana mais comum no inverno e, as virais, no verão. Além das vacinas contra alguns tipos de meningite, medidas preventivas, como lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou usar produtos para a limpeza das mãos à base de álcool gel podem ajudar a interromper a disseminação de muitos vírus e bactérias causadores da meningite. Evitar compartilhar alimentos, bebidas, pratos, copos e talheres também é uma forma para reforçar a prevenção da doença.

Em 2019, até o momento, foram confirmados 76 casos de meningites e 10 óbitos em Minas Gerais. Esses casos correspondem a todas as etiologias da doença. Especificamente sobre a doença meningocócica, neste ano foram confirmados 4 casos e 2 óbitos. A referência técnica em Meningites da SES-MG, Fernanda Barbosa, reforça ainda que todos os casos suspeitos de meningite devem ser notificados aos serviços de saúde pública, imediatamente, para que as medidas de prevenção e controle sejam efetivadas de forma oportuna. “Para notificar os casos suspeitos de meningite, os profissionais de saúde, serviços e cidadãos deverão entrar em contato com a secretaria municipal de saúde de sua área de abrangência”, explica.

Sintomas

Os sinais e sintomas de meningite podem surgir repentinamente e são caracterizados por febre, dor de cabeça, rigidez ou dor no pescoço, náuseas e vômitos. Mudanças de comportamento como confusão, sonolência e dificuldade para acordar podem também ser sintomas importantes.

No caso de recém-nascidos e lactantes, a doença se manifestar por febre, irritação, cansaço e falta de apetite. Já a forma mais grave da doença, conhecida como meningococcemia, pode ser sinalizada pelo aparecimento de manchas vermelhas ou roxas, pequenas ou grandes, na pele.

Vacinação

O Sistema Único de Saúde (SUS) já oferta no calendário básico de imunização, vacinas que protegem contra vários agentes causadores de meningite. São elas: a vacina BCG (MeningiteTuberculosa), a Tríplice Viral (Meningite por Sarampo e Caxumba), a vacina Pentavalente (meningite por Haemofilos influenzae b em crianças abaixo de 5 anos de idade), a vacina meningocócica C conjugada (Meningite Meningocócica do tipo C) e vacinas pneumocócicas conjugadas 10 valente (Meningite pneumocócica - 10 tipos), e que corresponde ao conjunto de vacinas consideradas de interesse prioritário à saúde pública do país. Essas vacinas podem ser encontradas nas salas de vacinação das Unidades Básicas de Saúde (UBS) do estado.

Créditos: Gil Leonardi/Imprensa MG

É preciso lembrar, entretanto, que não existem, até o momento, vacinas eficazes disponíveis contra todos os sorogrupos de meningite meningocócica, nem contra todas as outras centenas de espécies de micro-organismos que também podem causar meningites. Assim, a vigilância constante e as medidas preventivas continuam sendo imprescindíveis ao controle dessas doenças, assim como ao controle de muitas outras.

Em Minas Gerais, a cobertura da Menigocócica C conjugada está em 88,69% entre os menores de 1 ano e 89,92% entre as crianças de 1 ano completo. A meta de cobertura vacinal definida pelo Ministério da Saúde (MS) para essas faixas etárias é de 95%.

Esquema vacinal

De acordo com a referência técnica Fernanda Barbosa, a orientação é que todos aqueles grupos etários do calendário básico de vacinação de rotina se vacinem, atualizando sua situação vacinal. “Para crianças menores de 02 anos, a vacina contra a Meningite Meningocócica C e contra o Pneumococo são ofertadas na rotina em três doses. Para adolescentes entre 11 e 14 anos, a vacina contra a Meningite Meningocócica C é ofertada na rotina como reforço em dose única”, explica.

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Banco de notícias Wed, 20 Mar 2019 15:31:06 +0000
SES-MG realiza workshop sobre estratégias de controle e enfrentamento da tuberculose no estado http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10971-ses-mg-realiza-workshop-sobre-estrategias-de-controle-e-enfrentamento-da-tuberculose-no-estado http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10971-ses-mg-realiza-workshop-sobre-estrategias-de-controle-e-enfrentamento-da-tuberculose-no-estado

Nesta terça-feira (19/03), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realizou, em Belo Horizonte, o primeiro dia do II Workshop para o Controle da Tuberculose. Com o objetivo de discutir estratégias para o enfrentamento da doença no estado, o evento reuniu profissionais que atuam diretamente no controle da tuberculose nas Regionais de Saúde, municípios considerados prioritários, hospitais mineiros que são referência no tratamento da doença, Fundação Ezequiel Dias (FUNED) e Ministério da Saúde.

Crédito: Marcus Ferreira

Realizado em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose (24/03), o workshop segue até a próxima quinta-feira (21/03), reunindo em sua programação atividades como análises situacionais da doença nas diferentes regiões do estado, prevenção e controle da tuberculose em grupos prioritários e enfrentamento do abandono do tratamento por pacientes. O objetivo é fazer com que os profissionais de saúde presentes intensifiquem as ações de controle da doença nos municípios.

Durante o evento, foi realizado o lançamento do Plano Estadual pelo Fim da Tuberculose como Problemade Saúde Pública em Minas Gerais. Tendo como meta central orientar as ações de vigilância, assistência e planejamento em saúde no controle da tuberculose, o plano apresenta uma série de propostas efetivas e pactuadas para o enfrentamento da doença no estado em diversas frentes. A previsão é que o plano seja implantado ao longo da atual gestão com o acompanhamento e cumprimento de metas e objetivos anuais.

Conforme explica a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose da SES-MG, Maíra Veloso, o plano nasceu da necessidade de uma ampliação das ações de enfrentamento da tuberculose no estado. “O plano foi formulado a partir da análise situacional da tuberculose no estado e realizado em conjunto com diferentes setores envolvidos no controle da tuberculose em Minas e no país. Entre os parceiros na construção do plano e também nas ações de enfrentamento já desenvolvidas, estão Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Ministério da Saúde, Regionais de Saúde do estado, municípios e diferentes áreas técnicas e setores da SES-MG”, explica.

A superintendente de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador da SES-MG, Jordana Costa Lima, destacou a elaboração e execução do plano como meio estratégico para o controle da tuberculose no estado. “Apesar de outros cenários que se apresentam como prioritários para a saúde dos mineiros, o enfrentamento da tuberculose precisa seguir caminhando. Esse é o nosso desafio enquanto Sistema Único de Saúde (SUS), sermos técnicos em momentos difíceis e permanecer com a nossa rotina de atuar em frentes importantes como é o caso da tuberculose”, afirma. Já o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da SES-MG, Dario Brock Ramalho, destacou o controle da tuberculose como prioridade quando se trata da formulação de novas políticas públicas de saúde.

Crédito: Marcus Ferreira

Tuberculose em Minas

Em 2019, foram notificados, até o momento, 506 casos de tuberculose no estado e 13 óbitos (dados sujeitos a alteração). Em 2018, foram notificados 4.223 casos da doença e 232 óbitos e, em 2017, foram 3.989 casos e 239 casos. Ao todo, 549 municípios mineiros tiveram pelo menos um caso de tuberculose em 2018.

A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões, mas também pode atingir outras partes do corpo. A doença é transmitida de pessoa para pessoa pelo ar, quando um doente tosse, espirra, canta ou fala mais alto. A tosse com duração de 03 ou mais semanas é um dos sintomas principais, acompanhada ou não de febre ao final da tarde, suor noturno e emagrecimento. Na vigência desses sintomas, é importante a pessoa procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa para ser avaliada.

O diagnóstico e o tratamento da tuberculose são realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A doença tem cura e, para o êxito do tratamento, é importante que o paciente tome os medicamentos de forma regular e no tempo previsto.

Qualquer um pode adoecer por tuberculose, mas alguns grupos são considerados mais suscetíveis à doença. Entre eles estão as pessoas que vivem com o vírus HIV/AIDS, diabéticos, pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade, indígenas e quilombolas.

Para mais informações sobre a tuberculose, acesse: www.saude.mg.gov.br/tuberculose

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Banco de notícias Tue, 19 Mar 2019 16:11:23 +0000
SES-MG participa do Simpósio de atualização em Influenza http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10954-ses-mg-participa-do-simposio-de-atualizacao-em-influenza http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10954-ses-mg-participa-do-simposio-de-atualizacao-em-influenza

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) participou nesta terça-feira (12/03), do Simpósio de atualização: influenza, no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte. O evento contou com a participação de referências técnicas de todo o estado para discutir as ações de vigilância e as estratégias de vacinação para enfrentar a sazonalidade da gripe em 2019.

Crédito: Marcus Ferreira

Dario Brock Ramalho, subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da SES-MG, reforçou que a atualização sobre a influenza é muito importante para os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que ajuda a responder ao período de sazonalidade com mais efetividade. “A vigilância epidemiológica é extremamente relevante para reconhecer o avanço da doença e para atuar com ações efetivas em saúde pública. Por isso, buscamos aprender com a experiência e compartilhar conhecimentos sobre o cenário atual da influenza, para fortalecer a atuação dos agentes dos estados, das regionais de saúde e dos municípios”, disse Dario Brock.

Para a superintendente de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador, Jordana Costa Lima, o papel da SES-MG é uma vigilância preventiva. “A SES-MG realiza uma capacitação anual com seus profissionais, para conhecer quais os vírus estão circulando no Brasil e no mundo e para estudar o cenário epidemiológico. É assim que nos preparamos enquanto saúde pública, definindo ações de vigilância e estratégias para vacinar o maior número possível de pessoas”, enfatizou a superintendente.

Cenário epidemiológico

A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, Janaína Fonseca Almeida, apresentou o cenário atual da influenza no mundo e no Brasil, mostrando a especificidade do estado. Segundo Janaína, é necessário estar alerta ao cenário epidemiológico atual para antecipar estratégias e ações. “No mundo inteiro observa-se uma aumento do número de casos de influenza, indicando que devemos ter uma grande circulação do vírus da gripe no próximo período de sazonalidade. A vigilância tem como prioridade conhecer a circulação do vírus e alertar os profissionais que atuam nos serviços de saúde. É assim que garantimos que o diagnóstico seja feito de forma mais rápida e que o doente tenha acesso ao medicamento em tempo oportuno”, disse Janaína Almeida.

Em 2019, em Minas Gerais, já foram notificados 187 casos de SRAG e cinco casos de influenza. Em 2018, ocorreram 3.245 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado, com 351 casos de influenza e 99 óbitos. A maioria dos óbitos ocorreu entre adultos maiores de 60 anos e em pessoas com fatores de risco como doenças crônicas e obesos. O vírus de maior circulação foi H1N1, principalmente nas regiões Sul, Centro, Sudeste e Triângulo do Norte.

Crédito: Marcus Ferreira

Campanha de vacinação

Este ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza acontece no período de 15 de abril a 31 de maio, sendo 04 de maio o dia de mobilização nacional, o Dia D. A meta é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos elegíveis para a vacinação.

Eva Lídia Arcoverde, referência Técnica do Centro de Referências para Imunológicos Especiais (CRIE) da SES-MG, disse que, para atingir a meta de vacinação, regionais de saúde, municípios e equipes de Saúde da Família trabalham junto para planejar as ações da campanha com antecedência. “O sucesso da vacinação contra influenza depende de uma estratégia bem coordenada. Para isso, serão utilizadas busca ativa do público alvo com vacinação de crianças em escolas, vacinação de idosos em instituições de longa permanência, divulgação em mídias e ações no dia D”, explicou.

Nesta campanha, a vacina foi ampliada para as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias). Também fazem parte do público elegível os adultos com 60 anos ou mais de idade, as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os professores das escolas públicas e privadas, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

Para atender às necessidades de proteção contra influenza, a composição da vacina é estabelecida anualmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com base nas informações recebidas de laboratórios de referência sobre a prevalência das cepas circulantes. As vacinas da influenza sazonal são geralmente modificadas anualmente para proteção contra as cepas virais da gripe em circulação. A composição da vacina a ser comercializada ou utilizada no Brasil para a temporada de 2019 foi divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A doença

A influenza (gripe) é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais. Pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção como crianças menores de 06 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

De acordo com o geriatra do Hospital das Clínicas de Belo Horizonte, Rodrigo Ribeiro dos Santos, a influenza pode ser um gatilho para desencadear outras doenças em pessoas com mais de 60 anos. “A influenza tem um impacto muito grande entre os idosos e muitas vezes pode desencadear doenças como AVC, infarto e asma. Por isso, a vacinação contra a gripe é muito importante entre esse público”, reforçou.

O infectologista José Geraldo Leite explicou que também as crianças são fortemente impactadas pela influenza. Segundo o médico, ocorre um aumento em 30 a 50% do número de consultas e em até 100% das hospitalizações de crianças durante os períodos de sazonalidade da doença. “Durante esse período, as unidades de saúde que atendem crianças precisam ficar atentas. A vigilância em saúde tem esse papel de alertar os profissionais sobre a circulação do vírus e sobre a necessidade de atendimento adequado nas primeiras horas”, disse.

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Banco de notícias Tue, 12 Mar 2019 17:48:32 +0000
SES-MG reforça importância do teste rápido de HIV http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10943-ses-mg-reforca-importancia-do-teste-rapido-de-hiv http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10943-ses-mg-reforca-importancia-do-teste-rapido-de-hiv

Mesmo com o fim do Carnaval, o alerta para a prevenção contra as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) permanece e se estende durante todo o ano. A orientação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) é a realização do teste rápido para os casos em que houve exposição a comportamento de risco, como relação sexual sem o uso de preservativos, compartilhamento de seringas e agulhas ou reutilização de objetos perfurocortantes com a presença de sangue ou fluídos contaminados.

Por meio do teste rápido, é possível identificar infecções como sífilis, hepatite B e C e HIV – vírus causador da Aids, que pode afetar qualquer pessoa. Para a coordenadora de Infecções Sexualmente Transmissíveis/Aids e Hepatites Virais da SES-MG, Mayara Marques Almeida, o diagnóstico precoce possibilita começar o tratamento o quanto antes e impedir a transmissão do vírus.

“O teste rápido é importante para que as pessoas tenham acesso ao estado sorológico, após uma relação desprotegida e exposição ao vírus. Ele pode ser realizado em qualquer época do ano e é indicado para todas as pessoas que possuem vida sexual ativa e/ou situações de exposição, principalmente para aquelas que não utilizam preservativo em todas as relações sexuais. Quanto mais cedo o vírus for descoberto, mais cedo a pessoa pode iniciar o tratamento antirretroviral e evitar que a infecção evolua para Aids, mantendo sua qualidade de vida. É recomendável que todas as pessoas que desconhecem seu estado sorológico realizem o teste”, reforçou Mayara.

Em Minas, 67.491 casos de HIV já foram notificados em todo o Estado. Atualmente, aproximadamente 30 mil usuários estão em tratamento com antirretrovirais. Segundo a coordenadora, o teste e o tratamento estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todas e todos.

“Caso a pessoa deseje realizar o teste rápido, é importante procurar uma unidade de saúde para orientações. Ressaltamos que eles estão disponíveis nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Caso o teste rápido para sífilis, hepatites virais B e C e HIV sejam reagentes, ou seja, apresentem resultados positivos, é importante que o usuário seja encaminhado para o serviço de saúde para o início do tratamento. Em caso de resultados negativos, é necessário reforçar as formas de prevenção”, concluiu Mayara.

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Terapias Preventivas

Além do uso do preservativo, há outras formas de evitar o HIV, como a Profilaxia Pós Exposição (PEP) e Profilaxia Pré Exposição (PrEP). A PEP consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções e é indicada para os casos em que a pessoa tenha vivenciado violência sexual, relação sexual desprotegida (sem o uso da camisinha ou com seu rompimento), acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico). Já a PrEP consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causador da Aids infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o vírus. Clique aqui para saber mais sobre as profilaxias.

Conscientização

Com o tema “Então, faça o teste”, a campanha informativa irá veicular posts pelas redes sociais da SES-MG e dos parceiros de organizações não-governamentais (ONGs) e representações de movimentos jovens e LGBT, incentivando a realização do teste de HIV, principalmente após o carnaval, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce.

No site www.saude.mg.gov.br/sexoseguro, além do conteúdo informativo sobre as ISTs, ficará disponível um kit digital com modelos de posts e artes para WhatsApp, de forma que a população, a imprensa e as referências em Comunicação Social e Mobilização Social das Regionais de Saúde possam fazer uso dos materiais e difundir a campanha.

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Banco de notícias Thu, 07 Mar 2019 10:30:51 +0000
SES-MG e CONASS promovem reunião sobre Planificação da Atenção à Saúde http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10989-ses-mg-e-conass-promovem-reuniao-sobre-planificacao-da-atencao-a-saude http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10989-ses-mg-e-conass-promovem-reuniao-sobre-planificacao-da-atencao-a-saude

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, em parceria com o Conselho Nacional dos Secretário de Saúde (CONASS), realizou na tarde desta sexta-feira (22/03), na cidade administrativa, em Belo Horizonte, o evento “Oficina sobre a Planificação de Atenção à Saúde”. A reunião foi presidida pelo Secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva e expostas algumas propostas pelo CONASS, com palestras de Jurandi Frutuoso Silva, Secretário executivo do CONASS e Maria José de Oliveira Evangelista, gerente do Núcleo de Atenção Primária à Saúde do Conselho.  “É um processo que vem sendo desenvolvido e apoiado pelo CONASS em diversos municípios, e que será implantado em Minas Gerais no ano de 2019”, comentou o Secretário Carlos Eduardo Amaral. O objetivo é que, a partir da Planificação de Atenção à Saúde (PAS), seja possível organizar todo o sistema de saúde, integrando aAPS (Atenção primária à saúde) com a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE), melhorando o enfrentamento das doenças crônicas.

Crédito: Marcus Ferreira

De acordo com Jurandi Frutuoso Silva, o SUS enfrenta uma situação preocupante, mas que não é exclusiva do Brasil, sendo verificada também em sistemas de saúde consolidados em outros países. “O foco nas doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, é uma necessidade que também está posta em países como a Espanha e o Reino Unido”, pontou. Ainda de acordo com o secretário executivo do CONASS, houve ampliação da cobertura da Atenção Primária à Saúde, mas é preciso trazer outras soluções para que se consiga melhorar os índices de saúde da população e manter as conquistas dos 30 anos do SUS, como a redução da mortalidade infantil e materna ou a erradicação de doenças, que foram obtidas graças  ao sucesso dos programas de imunização.

A gerente do Núcleo de Atenção Primária à Saúde do CONASS, Maria José de Oliveira Evangelista, elogiou a presença do secretário de Estado de Saúde, bem como a participação dos servidores de diversas áreas da SES. “É muito positivo ver o envolvimento de outros setores e não apenas da Atenção Primária, bem como a liderança do secretário. Isso é muito importante para a efetivação da Planificação”.

Durante a reunião, foram apresentados os resultados do Laboratório de Inovação, em Santo Antônio do Monte, na Região de Saúde Oeste, em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Também foram indicados os projetos a serem implementados neste ano, versando sobre reestruturação gerencial, contratualização, planejamento nas macrorregiões e segurança do paciente. Além disso, foi informado que serão feitas ações de tutoria a serem realizadas no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), do Ministério da Saúde, financiado com recursos de isenção fiscal (COFINS e cota patronal do INSS), concedidos aos hospitais filantrópicos de excelência reconhecidos pelo Ministério da Saúde. “É um programa de natureza pública, em que essa renúncia fiscal retorna ao cidadão por meio da execução de projetos”, explicou Jurandi Frutuoso.

Crédito: Marcus Ferreira

Dentro da competência do triênio 2018/2022, foram habilitados os hospitais: Hospital Albert Einstein (SP); Hospital Sírio-Libanês (SP); Hospital do Coração (SP); Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) e Hospital Moinhos de Vento (RS). Para Minas Gerais, está prevista a participação do Hospital Albert Einsten, com a formulação de cursos em Ensino à Distância (EaD), entre outras medidas.

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Banco de notícias Fri, 22 Mar 2019 17:42:47 +0000
Regional de Saúde de Juiz de Fora promove reunião com o Comitê Técnico controle de doenças transmitidas pelo Aedes http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10988-regional-de-saude-de-juiz-de-fora-promove-reuniao-com-o-comite-tecnico-controle-de-doencas-transmitidas-pelo-aedes http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10988-regional-de-saude-de-juiz-de-fora-promove-reuniao-com-o-comite-tecnico-controle-de-doencas-transmitidas-pelo-aedes

Na tarde desta quinta-feira (21/03), os membros do Comitê Técnico Regional de controle de doenças transmitidas pelo Aedes da Regional de Saúde de Juiz de Fora reuniram-se para traçar estratégias no processo de prevenção e assistência aos eventos relacionados às doenças causadas pelo mosquito, principalmente nos territórios de Mar de Espanha e São João Nepomuceno.

Crédito: Adriana Mendes

A reunião, conduzida pela secretária do Comitê, Wanderléia Siveira, contou com a participação da coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador (NUVEAST), Shirley Medeiros, e das referências técnicas Paulo Tavares, José Afonso Santana, Antônio Jacques Morais Filho e Maria de Fátima Fernandes.

Durante a reunião, o Comitê verificou que o território de Mar de Espanha teve uma queda significativa no seu índice de infestação devido à intervenção intersetorial que resultou em várias ações com prioridade na limpeza urbana.

No município de São João Nepomuceno, devido à última classificação epidemiológica que está sendo considerado de alta incidência, a Regional enviou uma equipe para acompanhar e orientar os profissionais de saúde, com o objetivo de traçar ações preventivas e curativas.

Para a referência técnica Antônio Jacques, o município de São João Nepomuceno vem sendo monitorado pela Regional de Saúde de Juiz de Fora com visitas frequentes da equipe de vigilância ambiental no intuito de orientar na diminuição dos efeitos da infestação e evitando epidemia.

“Dentre nossa missão, orientamos os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) que acompanhem a evolução dos casos sintomáticos em tratamento no domicílio e no caso de alguma alteração do quadro clínico sejam encaminhados à reavaliação. Já com relação à Equipe de Saúde da Família (ESF), enfatizamos a urgência na distribuição de repelente com ênfase nos grupos prioritários: grávidas, vulneráveis sociais, locais mais infestados e pacientes com comorbidades (além dos funcionários que estarão exposto pelo risco laboral), explica Antônio Jacques.

O Posto de Atendimento Médico (PAM) deverá atender todas as classificações de risco, uma vez que a cidade conta com menos da metade da população coberta por ESF. E deverá também começar com a hidratação ainda na fila de espera e recomendar, se for o caso, a continuação da hidratação em casa, conforme dosagem preconizada no livro Diagnóstico e Manejo Clínico da Dengue - Boletim de Vigilâncioa em Saúde (BVS), compartilhado na ocasião.

“Nos casos de hidratação venosa, o paciente deverá ser periodicamente observado, uma vez que a evolução do quadro clínico pode ser muito dinâmica, mudando a classificação de risco. No caso de piora do quadro as recomendações devem ser seguidas conforme o no livro Diagnóstico e Manejo Clínico da Dengue. No caso de sintomas que indiquem pré choque, o paciente deve ser removido imediatamente conforme o descrito pelo plano de contingência (neste caso, solicitar regulação pelo SUSFÁCIL)”. Concluiu Jacques

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Banco de notícias Fri, 22 Mar 2019 17:40:21 +0000
Fhemig gera economia de quase 7 milhões de reais em recursos públicos com educação à distância http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10987-fhemig-gera-economia-de-quase-7-milhoes-de-reais-em-recursos-publicos-com-educacao-a-distancia http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10987-fhemig-gera-economia-de-quase-7-milhoes-de-reais-em-recursos-publicos-com-educacao-a-distancia

A partir desta sexta-feira (22), Minas Gerais conta com uma nova plataforma de educação à distância destinada a aprimorar a qualidade dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Desenvolvido pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) tem o objetivo de ampliar o alcance das ações educativas promovidas pela Fhemig e contribuir de forma efetiva para a excelência do SUS. Nos últimos sete anos, a Fhemig alcançou uma economia de quase sete milhões de reais na formação de pessoas, com investimento em educação à distância, por meio de videoconferência, quantia que seria necessária para custear os deslocamentos dos servidores beneficiados pelas ações educativas e de caráter gerencial. A nova plataforma representa um passo adiante nesse processo. 

Crédito: Alexandra Marques

Aberto à sociedade

O AVA destina-se à comunidade institucional da Fhemig (servidores, residentes e estagiários) e à sociedade em geral, que têm à sua disposição área específica com informações sobre saúde. Os cursos ofertados cobrem desde as áreas assistencial e gerencial, até o campo técnico-operacional e humano-social, que são as quatro grandes áreas com as quais a educação permanente da Fhemig tradicionalmente trabalha. “Nosso objetivo principal é promover o desenvolvimento profissional e a ampliação da atuação dos servidores, tendo em vista a melhoria da qualidade do atendimento aos usuários do SUS”, reitera a coordenadora de Educação a Distância da Fhemig, Nádia Antunes.

Somente no ano passado, houve quase nove mil participações de servidores nas ações educativas promovidas pela Coordenação de Educação Permanente da Fhemig (Cedep). A expectativa para este ano é que esse número seja duplicado com o ambiente virtual de aprendizagem. “Ao longo desses sete anos da educação à distância, criada em setembro de 2011, com as videoconferências, conseguimos dar materialidade efetiva à integração da Fhemig como rede e ampliamos a capacidade produtiva dos servidores”, pondera Nádia.

Flexibilidade

Grande parte dos cursos das áreas técnico-operacionais ficarão fixos no sistema, de forma a maximizar a participação da comunidade institucional, a fim de possibilitar que os interessados realizem esses cursos conforme sua disponibilidade, num processo de flexibilização do treinamento. Isso se estenderá, inclusive, ao treinamento introdutório, pois a dinâmica de renovação dos servidores é frequente, principalmente no caso dos processos seletivos públicos simplificados, o que irá permitir maior agilidade na preparação dos novos colaboradores da Fundação.

Aprendizagem colaborativa

A Cedep entende que a adoção do ensino à distância vai muito além das vantagens de promover ações educativas e redução de custos. “Ela possui, pelas próprias características, possibilidades de promover uma maior integração entre profissionais de saúde, o que permitirá a troca constante de conhecimento, propiciando a participação ativa, a aprendizagem colaborativa e a aplicação prática dos conteúdos trabalhados”, reflete a pedagoga e coordenadora da Cedep, Raquel Gontijo. “Frequentemente, a Fhemig recebe demandas de profissionais do SUS, das regionais de saúde de todo o Estado. Num futuro próximo, a Cedep planeja, através do AVA, atender demandas desse tipo”, planeja a coordenadora da Cedep.

Residência em saúde

Além disso, o AVA também representará um avanço no que diz respeito à formação no âmbito dos programas de residência em saúde, pois com ele será equacionado o problema da dispersão territorial das diversas unidades que formam a Rede Fhemig, que constituía num dificultador para se reunir essa clientela.

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Banco de notícias Fri, 22 Mar 2019 17:04:20 +0000
Exposição Fotográfica alerta a população do Norte de Minas sobre a violência obstétrica http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10986-exposicao-fotografica-alerta-a-populacao-do-norte-de-minas-sobre-a-violencia-obstetrica http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10986-exposicao-fotografica-alerta-a-populacao-do-norte-de-minas-sobre-a-violencia-obstetrica

“Acolher para Nascer”. Esse é o tema da 1ª Exposição Fotográfica que o Projeto de Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia – Apice ON abriu nesta sexta-feira (22/03), na área de eventos do Montes Claros Shopping Center. A iniciativa integra as ações da Semana Estadual de Combate à Violência Obstétrica, realizada entre os dias 8 e 14 deste mês.

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O objetivo da exposição, organizada pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros, Hospital Universitário Clemente de Faria, Santa Casa e o Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro da Silveira, é dar maior visibilidade à população sobre a prevenção e o combate às diversas formas de violência obstétrica que ainda acontecem no país.

“A ideia da Exposição, que prosseguirá até 31 de março, consiste em materializar, através de imagens, a vivência positiva e acolhedora do processo de parir nas maternidades que participam do Projeto Apice ON. Embora seja um momento desafiador para a mulher, já que as manifestações do trabalho de parto podem ser dolorosas, a prestação de uma assistência humanizada faz toda a diferença nesse momento tão importante para as famílias”, explica a coordenadora do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde da Regional de Saúde de Montes Claros, Ludmila Gonçalves Barbosa.

A coordenadora ressalta, ainda, que a exposição Acolher para Nascer busca ampliar a discussão do combate à violência obstétrica dentro e fora das instituições hospitalares envolvidas no Projeto Apice ON, além de se constituir um meio atraente para divulgar, para um maior número de pessoas, os direitos das mulheres a uma assistência respeitosa e livre de qualquer tipo de violência.

Legislação

Atualmente, Minas Gerais possui dois instrumentos legais para o combate à violência obstétrica. A Lei Estadual 23.175, publicada em dezembro de 2018, que dispõe sobre a garantia de atendimento humanizado às gestantes, às parturientes e às mulheres em situação de abortamento.

Já a Lei Estadual 23.243, que instituiu a Semana Estadual de Combate à Violência Obstétrica, a ser realizada anualmente entre os dias 8 e 14 de março, se constitui um instrumento inovador visando conscientizar os diversos segmentos da sociedade sobre a importância de se prestar uma assistência humanizada para as mulheres.

A legislação estadual considera como violência na assistência obstétrica a prática de ações que restrinjam direitos garantidos por lei às mulheres e que violem a sua privacidade e a sua autonomia. Por isso a Lei 23.175 lista algumas das ações e atos considerados violência e flagrante desrespeito ao direito das mulheres, entre eles a utilização de termos depreciativos; e o impedimento da presença de acompanhante durante o pré-parto, o parto, o puerpério e nos casos de abortamento.

Também é considerado violência obstétrica deixar de aplicar, quando requerido pela parturiente e as condições clínicas permitirem, anestesia ou métodos não farmacológicos para o alívio da dor e impedir o contato da criança com a mãe logo após o parto. Tais atos passam a ser considerados degradantes e sujeita os responsáveis a sanções legais.

Norte de Minas

Entre os dias 8 e 14 deste mês, municípios e instituições hospitalares que pertencem à Regional de Saúde de Montes Claros, realizaram várias ações alusivas à Semana Estadual de Combate à Violência Obstétrica. Foi dado enfoque à conscientização da população e, principalmente, das mulheres, acerca da temática. As ações movimentaram diversas instituições em Montes Claros, Francisco Sá, Mamonas, Taiobeiras, Rio Pardo de Minas, Grão Mogol, Gameleiras, Monte Azul e Catuti.

Nas maiores maternidades foram realizadas diversas ações de conscientização de profissionais de saúde. Na Santa Casa de Montes Claros, por exemplo, foram desenvolvidas atividades com cunho informativo, tendo como foco as boas práticas na assistência materno-infantil, ao parto e nascimento.

“Foram realizados momentos de discussão da equipe multiprofissional sobre violência obstétrica; exposição e distribuição de frases de incentivo, estímulo e agradecimento pela humanização da assistência à paciente obstétrica. Ao contrário do que muitos pensam, é considerada violência obstétrica a verbalização de opiniões ou atitudes que as mulheres são expostas durante a gestação, em trabalho de parto, em situação de abortamento ou no período do puerpério praticado não só por profissionais que a atendem quando a mesma busca por um serviço de saúde, seja ele hospitalar ou não, mas também por pessoas próximas às parturientes", alerta Cristiane Câmara, gerente da ala materno-infantil da Santa Casa.

Na maternidade do Hospital Universitário Clemente de Faria as ações foram coordenadas por uma equipe multidisciplinar, com a proposta de levar conhecimento e ampliar a participação de profissionais e usuários nas questões relativas ao parto e à assistência humanizada.

Já no Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro foi realizada mesa redonda com o tema “Prevenção da Violência Obstétrica”, envolvendo profissionais da maternidade e acadêmicos dos cursos de enfermagem, fisioterapia e medicina.

A diretora do Hospital, Luciana Santana, lembra que "os profissionais formam uma equipe multidisciplinar e buscam a qualidade e a acolhida no atendimento das gestantes que chegam à maternidade. As fotografias e relatos que recebemos diariamente reforçam o compromisso em trazer, incansavelmente, a informação para que a violência obstétrica não seja, em nenhuma hipótese, realidade na instituição", conclui a diretora.

A Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros também realizou palestra sobre violência obstétrica, envolvendo profissionais de saúde e autoridades no assunto.

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Banco de notícias Fri, 22 Mar 2019 17:00:39 +0000
Regional de BH realiza alinhamento para campanha de vacinação http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10985-regional-de-bh-realiza-alinhamento-para-campanha-de-vacinacao http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10985-regional-de-bh-realiza-alinhamento-para-campanha-de-vacinacao

A Regional de Saúde de Belo Horizonte, responsável por 39 municípios da região central de Minas Gerais que correspondem a aproximadamente 25% da população mineira, realizou hoje, 22/03, reunião de alinhamento sobre a 21ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que acontece no período de 15 de abril a 31 de maio, sendo 04 de maio o dia de mobilização nacional, o Dia D. A meta é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos elegíveis para a vacinação.

Fotos: Alessandra Ribeiro

A referência técnica de Imunização da Regional de Saúde de Belo Horizonte, Camila Silva de Freitas, enumera os objetivos do evento. “O encontro consiste em atualizar informações sobre a vacina aos coordenadores de imunização dos municípios de jurisdição da Regional, alinhar as ações a serem realizadas no período que antecede a Campanha e ainda propor estratégias a fim de aumentar a cobertura vacinal dos grupos prioritários”, informa.

O enfermeiro e referência técnica de Imunização de Brumadinho, Leandro Moreira de Oliveira, destaca a importância do alinhamento dos profissionais para a campanha de vacinação. "É fundamental que todas as unidades falem a mesma língua e passem as mesmas informações para que possamos chegar ao máximo possível dessa população e termos uma boa taxa de imunidade. Com isso, evitamos internações e geramos saúde para a população como um todo”, frisa. Sobre os procedimentos técnicos, Oliveira aponta a experiência das equipes do município. “A equipe de saúde tem essa questão técnica bem estabelecida: dosagem, faixa etária, tipo de agulha”. Para o enfermeiro, a comunicação é essencial para o sucesso da campanha. “Em Brumadinho, temos material gráfico, trabalho com os agentes comunitários de saúde, além de outras ações que realizamos para conseguir atingir toda a população”.

Os públicos específicos da campanha são: as crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias). Também fazem parte do público elegível os adultos com 60 anos ou mais de idade, as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os professores das escolas públicas e privadas, os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

A vacina

Para atender às necessidades de proteção contra influenza, a composição da vacina é estabelecida anualmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com base nas informações recebidas de laboratórios de referência sobre a prevalência das cepas circulantes. As vacinas da influenza sazonal são geralmente modificadas anualmente para proteção contra as cepas virais da gripe em circulação. A composição da vacina a ser comercializada ou utilizada no Brasil para a temporada de 2019 foi divulgada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A doença

A influenza (gripe) é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais. Pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção como crianças menores de 06 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

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Banco de notícias Fri, 22 Mar 2019 16:56:46 +0000
O trabalho da Funed na garantia do acesso à água potável em MG http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10983-o-trabalho-da-funed-na-garantia-do-acesso-a-agua-potavel-em-mg http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10983-o-trabalho-da-funed-na-garantia-do-acesso-a-agua-potavel-em-mg

O Dia Mundial da Água, celebrado nesta sexta-feira (22), é uma data importante para lembrar que o direito à água ainda é restrito e que há muito o que fazer para assegurar este acesso. A Fundação Ezequiel Dias (Funed), como parte do sistema estadual de saúde pública, atua no Sistema de Vigilância Sanitária Estadual realizando análises de água para consumo humano, para classificação e enquadramento dos corpos hídricos, para uso em hemodiálise, análise de água mineral e também para monitoramento de Vibrio cholerae, agente causador da cólera, além de análise de pesquisa de patógenos em casos de surtos de toxinfecção – tipo de doença transmitida por alimentos (DTA) adquirida pela ingestão de alimentos contaminados por microrganismos patogênicos que produzirão toxinas no trato gastrointestinal.

Foto: Lucas de Castro

Para Kleber da Silva Baptista, da Divisão de Vigilância Sanitária do Instituto Octávio Magalhães IOM/Funed, é muito importante que a população saiba que todo cidadão mineiro tem acesso ao Serviço prestado pela Funed de alguma forma. “Podemos dizer que a Funed é uma guardiã da vida, pois atua resguardando o direito da sociedade mineira a ter acesso a uma água de qualidade”, afirma.

Somente em 2018, 833 dos 853 municípios mineiros participaram do Programa de Vigilância da Qualidade da Água de Consumo conduzido pela Funed. Foram analisadas quase 56 mil amostras e realizados mais de 127 mil ensaios. Segundo João César da Silva, do Serviço de Microbiologia de Produtos e responsável técnico do Laboratório de Águas da Funed, é importante lembrar que uma água de qualidade evita uma série de doenças ligada direta ou indiretamente ao consumo humano. “A amebíase é causada pelo protozoário Entamoeba coli, a giardíase é provocada pelo consumo de água contaminada com o parasita Giardia lamblia, a gastroenterite pode ser desencadeada por vírus ou bactérias, já a Hepatite A é causa por vírus e outras intoxicações agudas e crônicas podem ser resultado da exposição a contaminantes tóxicos”, detalha.

A Funed é responsável tecnicamente por 28 laboratórios de água distribuídos em todo estado de MG, que realizam a cobertura desses 833 municípios mineiros. “Isso quer dizer que todos esses municípios encaminham amostras regularmente para análise no laboratório de água da sua região, o que aumenta a responsabilidade da Funed enquanto parte do Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma Kléber.

De acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), publicado em 2017, cerca de três em cada dez pessoas — em um total de 2,1 bilhões — não têm acesso à água potável em casa, e seis em cada dez — ou 4,5 bilhões — carecem de saneamento seguro. Talvez os seus avós sejam de um tempo em que as casas tinham cisternas, fossas ou de quando era preciso andar grandes distâncias para conseguir água para fazer coisas básicas, como cozinhar e lavar roupa.

A boa notícia é que, atualmente, o acesso à água é muito mais fácil e seguro que o dos seus antepassados; a má notícia é que ainda há muitas famílias sem acesso à água potável no Brasil e no mundo, principalmente em regiões rurais e mais isoladas. Esse cenário mostra a importância das ações de conscientização e preservação da água e do meio ambiente de forma geral.

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Banco de notícias Fri, 22 Mar 2019 16:47:02 +0000
SES-MG inicia ações de apoio ao Norte de Minas para implementação da Agenda Mais Acesso http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10982-ses-mg-inicia-acoes-de-apoio-ao-norte-de-minas-para-implementacao-da-agenda-mais-acesso http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10982-ses-mg-inicia-acoes-de-apoio-ao-norte-de-minas-para-implementacao-da-agenda-mais-acesso

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) iniciou nesta quinta-feira (21/03), em Porteirinha, as ações de apoio a cinco municípios norte-mineiros que foram selecionados pelo Ministério da Saúde (MS) para implementação da Agenda Mais Acesso, Cuidado, Informação e Respeito à Saúde das Mulheres. O Norte de Minas é a região do Estado que tem o maior número de localidades selecionadas para participar do Programa: Jaíba, Mamonas, Montezuma, Janaúba e Porteirinha. 

Reprodução Internet

No total, Minas Gerais conta com 11 municípios contemplados por meio do edital de chamamento público realizado em 2018 pelo MS. Além das cinco localidades do Norte mineiro, Contagem, Conceição das Alagoas, Campestre, Itamogi, Sacramento e Frei Gaspar também foram escolhidas no ano passado.

O encontro de trabalho com os coordenadores do Programa Mais Acesso foi conduzido pela referência técnica do Núcleo de Atenção Primária à Saúde (NAPRIS) da Regional de Saúde de Montes Claros, Renata Fiúza Damasceno. O trabalho também contou com a participação da referência técnica em saúde da mulher, do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde, Mayara Durães Bicalho Oliveira.

Renata Fiúza ressaltou a importância da implementação da Agenda Mais Acesso, “uma vez que ela visa ampliar e fortalecer a atenção à saúde sexual e reprodutiva das mulheres, em todos os ciclos de vida, a fim de promover a saúde e reduzir agravos”.

Para implementação do programa, municípios com mais de 500 mil habitantes receberão do Ministério da Saúde incentivo financeiro no valor de R$ 250 mil. Já municípios que possuem entre 100 mil e 500 mil habitantes terão aporte de R$ 150 mil e as localidades com população até 100 mil habitantes receberão R$ 100 mil. Em todo o país o Ministério da Saúde selecionou 120 municípios para execução da Agenda Mais Acesso.

Entre os objetivos dessa política pública, destaca-se a organização dos processos de trabalho na atenção básica, considerando a mulher desde a infância até a fase da terceira idade. Também faz parte da Agenda a organização das ações de educação em saúde para adolescentes e a inclusão da população das unidades básicas de saúde (UBS) no planejamento, execução e avaliação das ações que visam o bem estar das mulheres.

Resultados esperados

Com a implantação da Agenda Mais Acesso, o Ministério da Saúde espera que ocorra 20% de aumento dos serviços de atenção básica qualificados para abordagem à saúde sexual e reprodutiva, considerando a singularidade e diversidade de adolescentes, mulheres, homens, pessoas idosas e pessoas com deficiência.

O Governo Federal também tem expectativa que ocorra 20% de aumento dos serviços qualificados para oferta do Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre ambulatorial; existência de pelo menos uma unidade hospitalar ofertando DIU de Cobre no pós-parto e ou abortamento, quando for o caso e aumento de 20% dos serviços que realizam "pré-natal do parceiro" nas unidades básicas de Saúde (UBS).

Entre outras metas do Ministério da Saúde, com a implantação da Agenda Mais Acesso, espera-se que haja 20% de aumento das unidades básicas de Saúde (UBS) ofertando teste de gravidez; teste rápido para HIV e teste rápido para sífilis; aumento de 20% da cobertura vacinal contra o câncer do colo de útero (HPV) e Hepatite B em adolescentes; além da implantação de estratégias para atendimento de adolescentes de 10 a 18 anos desacompanhados dos pais/responsáveis pelas unidades básicas de Saúde (UBS);

O Ministério da Saúde também almeja que 30% das unidades básicas de saúde passem a implementar atividades coletivas sobre os temas relacionados à saúde sexual das pessoas idosas, com destaque para as mulheres, além da execução de atividades coletivas sobre os temas relacionados a envelhecimento, climatério e andropausa.

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Banco de notícias Thu, 21 Mar 2019 16:44:50 +0000
Experiência de Comunicação da SES-MG é apresentada em seminário internacional http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10981-experiencia-de-comunicacao-da-ses-mg-e-apresentada-em-seminario-internacional http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10981-experiencia-de-comunicacao-da-ses-mg-e-apresentada-em-seminario-internacional

A popularização da internet e das mídias sociais estabeleceu novas formas de se produzir e circular informação. Quando pensamos na área de saúde pública, é possível perceber os benefícios advindos da rápida circulação de notícias de interesse público, mas também a face danosa da tecnologia: a propagação de boatos. Hoje conhecidas por fake news, as notícias falsas têm tido um incremento inédito em disseminação e engajamento em um mundo hiperconectado.

Crédito: Sergio Velho Junior | Fiocruz Brasília

Foi considerando essas questões que a jornalista, servidora estadual e, atualmente, assessora Chefe da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Vívian Nunes Campos, pensou a produção do trabalho “Ferramentas digitais como uma estratégia de enfrentamento às Fake News: a experiência da Assessoria de Comunicação da SES-MG na produção de conteúdo em ambiente digital durante as 1ª e 2ª ondas da Febre Amarela”.

Coescrito com o também jornalista Wander Veroni Maia, coordenador de Comunicação Digital da SES-MG à época dos dois surtos da Febre Amarela, o artigo foi apresentado nesta quinta-feira (21), durante o VI Seminário Nacional e II Seminário Internacional As Relações da Saúde Pública com a Imprensa - Fake News e Saúde, promovido pela Fiocruz Brasília. “Esta foi a primeira vez, em toda a história da Secretaria Estadual de Saúde, que um representante da área de comunicação teve a oportunidade de apresentar um trabalho sobre uma ação de comunicação da Secretaria, dentro de um evento acadêmico”, aponta Vívian.

Divulgação | Acervo Pessoal

Na ocasião, Vívian Campos destacou as ações realizadas em ambiente digital (site oficial, blog e perfis nas mídias sociais) pela Assessoria de Comunicação (Ascom) da SES-MG no enfrentamento das fake news a partir do início do surto de Febre Amarela em Minas Gerais. Como o artigo revela, desde o início do surto da doença, em janeiro de 2017, as fake news já dificultavam o acesso do cidadão às informações, comprometendo as ações das equipes de epidemiologia e de imunização do Estado.
Estratégias

Nesse cenário, a equipe de Comunicação Digital construiu a primeira versão do hotsite informativo (www.saude.mg.gov.br/febreamarela) que reunia informações sobre a doença, a vacina que garantia imunidade à população, bem como a publicação dos boletins epidemiológicos.

Para as mídias sociais da SES-MG - Facebook, Twitter e Instagram - foram criados 62 peças digitais informativas e, em apoio a esse conteúdo produzido, 56 publicações no Blog da Saúde MG (http://blog.saude.mg.gov.br), que detalharam ações dos órgãos de saúde pública e abordaram informações e curiosidades relacionadas à Febre Amarela.

A fim de saná-las, a ASCOM da SES-MG promoveu uma transmissão ao vivo, por meio da ferramenta Facebook Live, com a participação do então subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da SES-MG, Rodrigo Said. Em formato de programa de entrevistas, a transmissão contemplou perguntas feitas ao vivo pelos internautas, muitas delas referentes a boatos que circulavam pelas redes sociais. Você pode assisti-la, clicando aqui.

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Destaca-se também, nesse período, a ampliação da produção e uso de peças digitais exclusivas para compartilhamento via Whatsapp, passando a estabelecer uma nova rotina de comunicação da ASCOM da SES-MG.

Nesse sentido, Vívian destaca a oportunidade de troca de experiências possibilitada pelo Seminário. “O contato com diversos profissionais da área de Comunicação e Vigilância irá nos proporcionar um aprimoramento do trabalho que já vem sendo executado aqui na SES-MG”, revela. “É ainda uma oportunidade ímpar apresentar a experiência da Assessoria de Comunicação da Secretaria Estadual de Saúde em um seminário internacional, permitindo que várias pessoas de dentro e fora do país conheçam o trabalho que desenvolvemos aqui em Minas”, completa a assessora.

O artigo aponta que a eliminação das fake news pode ser considerada uma utopia, mas que, por sua vez, faz-se essencial aos órgãos públicos e instituições a tomada de responsabilidade sobre a questão. O ponto de partida, sugere o trabalho, é a criação de estratégias para o estabelecimento de um “elo de confiança” entre instituição e população, a fim de impedir comportamentos e atitudes oriundas de informações equivocadas, como por exemplo, medicamentos e vacinas sem indicação, ou a recusa à adoção de tecnologias e medidas de proteção necessárias.

É considerando esse cenário que o trabalho de Vívian Campos e Wander Veroni entende as fake news como ameaça às estratégias públicas de saúde e também como desafio ao trabalho de comunicadores públicos na área da saúde, desde já com a incumbência de contrapor informações falsas onde elas nascem e se disseminam: no ambiente digital.

 

» Clique aqui e confira o artigo "Ferramentas digitais como uma estratégia de enfrentamento às Fake News: a experiência da Assessoria de Comunicação da SES-MG na produção de conteúdo em ambiente digital durante as 1ª e 2ª ondas da Febre Amarela".

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Banco de notícias Thu, 21 Mar 2019 15:21:24 +0000
Municípios do Centro-Oeste de Minas participam da a II Mostra Regional de Saúde Mental Expressão e Arte http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10980-municipios-do-centro-oeste-de-minas-participam-da-a-ii-mostra-regional-de-saude-mental-expressao-e-arte http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10980-municipios-do-centro-oeste-de-minas-participam-da-a-ii-mostra-regional-de-saude-mental-expressao-e-arte

Foi realizada, na última quarta-feira (20/03), a II Mostra Regional de Saúde Mental Expressão e Arte. Realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis em parceria com a Regional de Saúde de Divinópolis, o evento é uma forma de apresentar os trabalhos que são realizados nos Serviços de Saúde Mental da Região Ampliada Oeste. Participaram os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) dos municípios de Divinópolis, Itaúna, Pará de Minas, Lagoa da Prata, Campo Belo, Carmo do Cajuru, Pitangui, Bambuí, Formiga e Luz.

A ideia do encontro foi apresentada no Colegiado Regional de Saúde Mental, tendo o objetivo que profissionais da Atenção Primária, CAPS, residências terapêuticas, centros de convivência e os pacientes mostrem suas realidades e como desenvolvem trabalhos de Expressão e Arte para trocas de experiências na linha de cuidados com pacientes que utilizam o serviço.

Créditos: Willian Pacheco

“Queremos mostrar que o cuidado em liberdade é possível e promover a reincerssão deste paciente na sociedade com qualidade e humanização, pois acreditamos que o cuidado em Saúde Mental é possível sem os manicômios, ou seja, sem exclusão”, disse a referência técnica em Saúde Mental da Regional de Saúde de Divinópolis, Maria de Lourdes Chaves.

Para o coordenador do CAPS AD III de Divinópolis, Juliano Jean de Oliveira, houve grande adesão dos municípios convidados. “A sensação desta troca de experiências entre profissionais pacientes com esta mostra é muito boa. A população está participando. Alcançamos o nosso objetivo”, salientou o coordenador. “Está tudo muito lindo e organizado. Esta possibilidade de ter esta interferência com pacientes, fazer com que conheçam outros lugares é muito bom, pois permite a eles vivirem outras experiências. Varios trabalhos desenvolvidos e vistos aqui hoje, nós pretendemos replicar”, acrescentou a Coordenadora do CAPS I de Pitangui, Maria Lúcia Ferreira de Faria Lobato.

O marceneiro e paciente do CAPS de Pitangui, Marco Antônio Almeida, ajuda na oficina de madeira, produz viveiros e molduras para quadros. Ele também gostou da que viu e vivenciou no evento. “Adorei a ideia de estar aqui e fazer estas artes. Com arte, praticamos a mente. Eu tento participar de todas as oficinas”, contou.

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Banco de notícias Thu, 21 Mar 2019 12:23:34 +0000
Secretários de Estado reforçam necessidade de aprovação da reforma administrativa em audiência na Assembleia http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10979-secretarios-de-estado-reforcam-necessidade-de-aprovacao-da-reforma-administrativa-em-audiencia-na-assembleia http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10979-secretarios-de-estado-reforcam-necessidade-de-aprovacao-da-reforma-administrativa-em-audiencia-na-assembleia

Para reforçar a transparência da gestão e debater medidas propostas pelo Governo de Minas Gerais, os secretários de Estado de Planejamento e Gestão, Otto Levy, e de Governo, Custódio Mattos, compareceram, nesta quarta-feira (20), à audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas para esclarecer pontos do projeto de lei que trata da reforma administrativa estadual.

Crédito: Gil Leonardi | Imprensa MG

A reunião foi convocada pelas comissões de Constituição e Justiça, de Fiscalização Financeira e Orçamentária, de Administração Pública e de Saúde. Durante o encontro, o secretário de Planejamento ressaltou que o projeto da reforma, em tramitação na Assembleia, tem três objetivos principais: atender aos anseios da população, que deseja uma máquina pública mais enxuta, aumentar a eficiência do Executivo na execução das políticas públicas e reduzir gastos e custos do governo.

“É de conhecimento da sociedade mineira a grave situação financeira do Estado. Minas deve R$ 42 bilhões deixados pelo governo anterior. Não existe uma ação que possa ser feita que corte de uma vez R$ 10 bilhões. A reforma propõe economia de R$ 1 bilhão (em quatro anos). Com ações como essa é que vamos resolver essa situação”, pontuou Levy.

Com a aprovação da reforma, conforme pontuou o secretário de Planejamento, será possível reduzir R$ 39 milhões com o corte de cargos na administração direta, além de R$ 139 milhões com medidas que garantem ganhos de eficiência. Mais R$ 56 milhões virão em economia para o Estado com reformas na administração indireta, totalizando, anualmente, R$ 235 milhões.

O secretário apresentou também a nova configuração das secretarias de Estado, que passarão de 21 para 12. Além disso, a estrutura interna dessas pastas será reduzida em 47%.

O secretário de Governo, Custódio Mattos, salientou a importância da aprovação da reforma administrativa para a gestão estadual. “Esperamos a compreensão de todos para os objetivos centrais da proposta, num momento que vivemos o auge de uma crise econômico-financeira que paralisa a capacidade de investimentos do Estado. O governo está atento a todas as observações dos deputados e da sociedade. Pedimos a compreensão para o fato de que essa proposta é necessária e urgente”, acrescentou

Diálogo

Temas como a incorporação da Escola de Saúde Pública de Minas Gerais à estrutura da Secretaria de Estado de Saúde e a fusão das secretarias de Turismo e Cultura, previstos na reforma administrativa, foram debatidos durante a audiência, que contou com a presença de deputados, sociedade civil organizada e do corpo técnico do Governo.

O vice-líder do Governo na Assembleia e relator do projeto da reforma administrativa na Comissão de Constituição e Justiça, deputado Guilherme da Cunha, ressaltou que tem recebido ponderações acerca da proposta e que elas estão em análise.

“Para fazer um projeto que pretende resolver os problemas é preciso ouvir as pessoas. Para isso estamos aqui hoje. A reforma pretende resolver a baixa qualidade do serviço público. Essa economia pretendida pode ajudar a garantir direitos e atendimento ao cidadão. Já colhemos inúmeras sugestões, nossa preocupação é aprimorar o projeto. Já discuti várias delas com o governo”, afirmou.

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Banco de notícias Thu, 21 Mar 2019 12:05:29 +0000
Fhemig abre Processo Seletivo Público Simplificado para o HJK http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10978-fhemig-abre-processo-seletivo-publico-simplificado-para-o-hjk http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10978-fhemig-abre-processo-seletivo-publico-simplificado-para-o-hjk

A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais torna público que estarão abertas das 9 horas do dia 25 de março de 2019 às 17 horas do dia 27  de março de  2019 (horário de Brasília), inscrições no sítio eletrônico www.fhemig.mg.gov.br para cadastramento de currículos, visando  formação de quadro de cadastro de reserva para a função técnico de Patologia Clínica para atuar no Hospital Júlia Kubitschek.

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Banco de notícias Thu, 21 Mar 2019 10:17:53 +0000
Municípios das regiões de saúde de Betim e Contagem apresentam planos de contingência para combate às arboviroses http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10977-municipios-das-regioes-de-saude-de-betim-e-contagem-apresentam-planos-de-contingencia-para-combate-as-arboviroses http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10977-municipios-das-regioes-de-saude-de-betim-e-contagem-apresentam-planos-de-contingencia-para-combate-as-arboviroses

Doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela têm como transmissor o mosquito Aedes aegypti. Também chamadas de arboviroses, estas doenças tendem a proliferar ainda mais neste período do ano, tornando necessária uma atenção especial em seu combate. Com esse propósito os municípios das regiões de saúde de Betim e Contagem participaram de uma reunião nesta terça-feira, 19/03, no Hospital Regional de Betim.

No encontro os municípios apresentaram propostas dos planos de contingência para o combate às doenças. Os participantes conheceram a situação epidemiológica dos municípios, que apresentam taxas altas de transmissão para dengue.

Os municípios Betim, Bonfim, Contagem, Florestal, Igarapé, Juatuba, Sarzedo e Mário Campos apresentaram seus planos de contingência que incluíam atividades como a realização de sorologia em 100% dos pacientes, acompanhamento do Levantamento rápido de índices para Aedes aegypti (LIRA) e a realização de ações de mobilização social.

O Coordenador de Vigilância em Saúde da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte (SRS-BH), Francisco Lemos, agradeceu a presença dos representantes dos municípios no evento.

“Neste período conhecer a atuação, as ações e a realidade de cada um é muito importante principalmente na questão assistencial”, disse.

Mobilização Social

A maioria dos focos do Aedes aegypti é encontrado em depósitos de inservíveis e por isso os mutirões de limpeza têm sido constantemente incentivados.

Em Igarapé o município desenvolve o projeto Casa Modelo. As casas vistoriadas pelos agentes e que não apresentam focos de dengue recebem um selo de destaque e ganham 5% de desconto no IPTU. As casas que apresentam os focos do mosquito possuem de 2 a 5 dias para regularizar a situação e, caso não realizem, uma multa também é lançada juntamente com o IPTU do morador.

Créditos: Alessandra Maximiano

Para conter as Fake News e inclusive prevenir a população sobre falsos agentes que visitam as casas das pessoas com a intenção de promover golpes ou roubos, a prefeitura de Juatuba gravou um vídeo explicativo sobre a abordagem, atuação e trabalho dos verdadeiros agentes de saúde. A iniciativa contribui para que a população não tenha resistência aos profissionais que na realidade estão a favor da saúde. Também nos municípios as crianças desempenham um papel fundamental ao serem agentes mirins e ensinarem aos pais sobre os possíveis focos do mosquito.

Para o Coordenador de Vigilância em Saúde da cidade de Sarzedo, André Travassos, o acompanhamento do calendário escolar junto as escolas também é muito importante.

“Procuramos tornar o combate ao Aedes como uma rotina de trabalho de todos. Desenvolvemos ações como mutirões de limpeza, avisos em carros de som, além de capacitar nossos profissionais para o atendimento as doenças”, afirmou.

A Coordenadora Técnica da Vigilância Epidemiológica da cidade de Betim, Cristiane Campos, afirmou que o encontro foi válido pois o Hospital Regional de Betim é referência em atendimento e internação para os outros municípios que participaram do evento.

“Foi de grande importância conhecer como as outras cidades estão trabalhando com as doenças provocadas pelo aedes. As informações permitem conhecer a realidade de cada uma e também nos preparar para possíveis demandas de atendimentos”, ressaltou.

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Banco de notícias Thu, 21 Mar 2019 09:15:55 +0000
SES-MG inicia no Norte de Minas a descentralização do diagnóstico laboratorial da leishmaniose tegumentar http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10976-ses-mg-inicia-no-norte-de-minas-a-descentralizacao-do-diagnostico-laboratorial-da-leishmaniose-tegumentar http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10976-ses-mg-inicia-no-norte-de-minas-a-descentralizacao-do-diagnostico-laboratorial-da-leishmaniose-tegumentar

Com aulas teóricas e práticas, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) iniciou nesta quarta-feira (20/03), em Montes Claros, a realização da primeira capacitação de bioquímicos, técnicos de laboratório e biomédicos atuantes em municípios do Norte de Minas. O encontro, que tem o objetivo de descentralizar o diagnóstico laboratorial da leishmaniose tegumentar, tem a duração de 16 horas aula e prossegue até quinta-feira (21/03).

O treinamento é direcionado aos profissionais das secretarias de saúde dos municípios que, entre 2001 e 2018, vêm notificando o maior número de casos de leishmaniose tegumentar no Norte de Minas: Coração de Jesus, Grão Mogol, Indaiabira, Janaúba, Salinas, São João do Paraíso, Taiobeiras, Várzea da Palma, Ninheira, São João da Lagoa, Josenópolis, Francisco Sá, Fruta de Leite, Montes Claros, Joaquim Felicio, Berizal, Bocaiúva, Capitão Enéas, Curral de Dentro, Espinosa, Porteirinha, Itacambira, Rio Pardo de Minas, Rubelita, Santo Antônio do Retiro e São João do Pacuí.

Para a referência técnica do laboratório Macro Regional da SES-MG em Montes Claros, Núbia Pereira da Silva, “a capacitação de médicos, bioquímicos, técnicos de laboratório e biomédicos é importante para a agilização dos processos de descentralização do diagnóstico da leishmaniose tegumentar visando fazer com que, nos casos de confirmação da doença, o paciente inicie o tratamento o mais rápido possível e, com isso, reduza as chances de ter sequelas”, salienta.

Créditos: Pedro Ricardo

Até então, os municípios contratavam laboratórios particulares para a realização das análises de amostras de pacientes com suspeita de terem contraído leishmaniose tegumentar. A partir da capacitação o trabalho poderá ser executado pelas próprias secretarias municipais de saúde.

Diagnóstico preciso

Reforçando a importância do trabalho de descentralização do diagnóstico laboratorial, a referência técnica do Centro de Tratamento e Pesquisa em Leishmaniose Tegumentar, sediado em Januária, Alessandro Dias Fernandes, “destaca que quanto mais afinado for implementado o trabalho dos médicos com os profissionais que farão a análise laboratorial nos municípios, melhor será o resultado no sentido de proporcionar assistência mais rápida dos pacientes, por meio da obtenção de maior nível de precisão dos diagnósticos”, disse.

Em complementação, a coordenadora de zoonoses da SES-MG, Andrea Oliveira Dias Temponi, salienta que o Norte de Minas responde por uma média de 8% dos cerca de 1.420 casos de leishmaniose tegumentar notificados anualmente em Minas Gerais. “A estratégia da SES-MG é viabilizar o diagnóstico cada vez mais precoce da leishmaniose tegumentar e, com isso, tornar mais eficiente a assistência médica prestada aos pacientes. Daí a importância da descentralização do diagnóstico laboratorial que até então estava centralizado no Laboratório Macro Regional de Montes Claros”, finalizou.

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Banco de notícias Thu, 21 Mar 2019 08:25:19 +0000
Agroindústria Familiar é debatida na Regional de Saúde de Uberlândia http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10974-agroindustria-familiar-e-debatida-na-regional-de-saude-de-uberlandia http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10974-agroindustria-familiar-e-debatida-na-regional-de-saude-de-uberlandia

A Regional de Saúde de Uberlândia em parceria com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (EMATER), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) de Minas Gerais e a Secretaria Agropecuária, Abastecimento e Distritos de Uberlândia, realizaram nesta terça-feira, 19/03, a primeira reunião técnica sobre a intersetorialidade na regularização da Agroindústria Rural de Pequeno Porte e Microempreendedores juntamente com os coordenadores municipais da Vigilância Sanitária da região.

Talita Costa e Silva Brito, referência técnica da Vigilância Sanitária (VISA) da Regional de Saúde de Uberlândia, destacou que este foi o primeiro momento regional para alinhar as informações junto aos parceiros para viabilizar as ações da VISA quanto aos pequenos agricultores e microempreendedores. A próxima etapa é capacitar os fiscais sanitários dos municípios para que adotem um procedimento uniforme conforme a legislação. “Sabemos que o agroindústria é um segmento muito forte aqui na região, e precisamos assessorar os empreendedores para a inclusão produtiva e com segurança sanitária, oferecendo todo o suporte para que a população não fique vulnerável”, explica Talita.

A agricultura familiar tem cunho empresarial, pois gera produto e é rentável. O poder público precisa ter um olhar diferenciado para fomentar o mercado e não deixar o consumidor exposto a produtos clandestinos. “Temos que conhecer e certificar os produtos seguros e abrir o mercado para esses segmentos, e por meio da assistência técnica, alavancar os negócios”, destacou a secretária de Agropecuária, Abastecimento e Distritos de Uberlândia, Walkiria Naves.

Créditos: Lilian Cunha

Com a mesma visão empresarial, a consultora do SEBRAE, Fabiana Queiroz, abordou o perfil do cliente que orienta as estratégias para a agricultura familiar, e o papel da Vigilância Sanitária é essencial. “O consumidor quer é comodidade, produto de qualidade e saber a origem, um item tecnológico, que utiliza o correto manejo sanitário e genético, sustentável e que lhe traga experiência positiva. Este é o valor agregado da experiência positiva que ele busca. E por outro lado, o empreendedor precisa inovar para divulgar seu produto, preocupar com a logística de venda e ter rentabilidade.”

A coordenadora técnica regional da EMATER apresentou parte do trabalho que é desenvolvido junto aos pequenos produtores da agroindústria familiar. “Auxiliamos em todo o processo de legalização, explicando as boas práticas, os procedimentos operacionais padrão, rotulagem, oferecemos cursos de capacitação e o registro”, diz.

As atribuições do IMA são articuladas com as da EMATER. “Nosso principal foco é a educação sanitária, fazer com que a agroindústria se adeque às normas dentro da realidade do empreendedor e obedecendo as legislações”, completou o fiscal assistente agropecuário do IMA, Marcos César Fonseca.

Presente na reunião, o coordenador da VISA de Tupaciguara, Joel Reis Mendes, disse que a equipe local está acompanhando cinco agroindústrias de pequeno porte e é importante padronizar as ações para direcionar o trabalho desenvolvido. “Precisamos facilitar o processo de legalização e fazer com que o empresário tenha confiança na Vigilância Sanitária. Isto facilita as orientações, as exigências das normas são cumpridas e não há a penalização do produtor”.

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Banco de notícias Wed, 20 Mar 2019 08:25:05 +0000
SES-MG realiza reunião anual de Promoção à Saúde http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10973-ses-mg-realiza-reuniao-anual-de-promocao-a-saude http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10973-ses-mg-realiza-reuniao-anual-de-promocao-a-saude

Teve início nesta terça-feira (19/03), a Reunião Técnica Anual de Promoção à Saúde realizada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) com as referências técnicas regionais de promoção à Saúde e Tabagismo. 

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O evento ocorre no auditório da Regional de Saúde de Belo Horizonte, no centro da capital mineira, até o próximo dia 21 e tem o objetivo de qualificar a abordagem e a implementação da política de promoção à saúde nas Unidades Regionais de Saúde e nos municípios sob jurisdição das Regionais.

A superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, Daniele Lopes Leal, destaca a relevância do encontro no âmbito da saúde pública mineira. “Realizamos, desde 2016, essas reuniões anualmente. Ao final deste ano, faremos um balanço das ações. É fundamental abordarmos temas como intersetorialidade e empoderamento, bem como aprimorarmos as habilidades profissionais”, enfatiza.

Daniele Lopes Leal aponta, ainda, a necessidade de ampliar a percepção do conceito e das ações relativas à promoção à saúde. “Talvez a ideia mais comum de promoção à saúde seja relacionada a fazer material gráfico e realizar palestras. No entanto, precisamos ir além e trabalhar habilidades para conseguirmos impactar o comportamento e as ações dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Neste contexto, um dos palestrantes do encontro, o psicólogo e doutor em Saúde Pública, professor Jorge Luiz da Silva, abordou o tema “Habilidades para a Vida e Empoderamento”. “O tema de habilidades para vida é consolidado e desenvolvido no exterior com metodologia e referências teóricas avaliadas para se desenvolver as ações na realidade. Traz uma sistematização teórica e metodológica com avaliações que já comprovaram que são programas eficazes em se promover as habilidades para a vida. São habilidades desenvolvidas para lidar com os desafios da vida cotidiana”, ressalta o professor.

Jorge Luiz destaca, ainda, a relevância do evento: “Promover esses encontros é importante porque as pessoas presentes são multiplicadores e a abrangência será muito grande”, afirma.

Para o coordenador do Núcleo de Atenção Primária da Regional de Saúde de Manhumirim, Geraldo Bastos Destro, a reunião favorece ações de promoção à saúde.
“Essa política é a que tem mais se destacado em nossa região. Os municípios são de pequeno e médio porte. A promoção proporciona um resultado muito animador, já que envolve toda a saúde do município”. Sobre os temas abordados, o coordenador salienta que a importância dos temas e da troca de informação. ”Temos uma gama de instrumentos grandes com os temas. Para a gente trabalhar com os municípios é sempre bom estar aqui para também pegar as experiências exitosas. Os temas variam e são abordados também de forma específica”, explica o coordenador.

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Banco de notícias Tue, 19 Mar 2019 17:19:14 +0000
SES-MG capacita profissionais do Norte de Minas para adoção de nova técnica para tratamento das leishmanioses http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10972-ses-mg-capacita-profissionais-do-norte-de-minas-para-adocao-de-nova-tecnica-para-tratamento-das-leishmanioses http://saude.mg.gov.br/parceiro/banco-de-noticias/stories/10972-ses-mg-capacita-profissionais-do-norte-de-minas-para-adocao-de-nova-tecnica-para-tratamento-das-leishmanioses

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), iniciou nesta terça-feira, 19/03, a realização de encontro para atualização da vigilância, diagnóstico e tratamento das leishmanioses visceral e tegumentar. A iniciativa envolve médicos, enfermeiros e bioquímicos das secretarias de saúde de 53 municípios do Norte de Minas, com o objetivo de viabilizar a implantação da técnica de tratamento intralesional de pacientes.

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Trata-se de metodologia inovadora que está sendo adotada pelo Ministério da Saúde e que consiste na injeção, em menores doses, da mesma medicação (antimoniato de meglumina, conhecido como glucantime), de forma subcutânea diretamente nas feridas. O novo tratamento resulta em maior segurança para a saúde do paciente, pois o antimônio pentavalente pode ter efeitos tóxicos acumulativos. Já o tratamento intralesional apresenta a mesma eficácia, porém utilizando um número menor de doses de glucantime.

Segundo o pesquisador Armando Schubach, da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), “nos trabalhos já realizados, a eficácia do tratamento intralesional das leishmanioses tem se revelado superior a 80%. Isso não é pouco, uma vez que a literatura brasileira ressalta que a média nacional para o tratamento convencional fica em torno de 70%. O grande diferencial aparece mesmo em relação aos efeitos adversos. Enquanto que na alta dosagem o paciente sente sintomas mais agressivos, chegando a interromper o tratamento, por meio do procedimento intralesional isso fica reduzido”, explica o pesquisador.

Na abertura do encontro realizado no auditório do Hospital Universitário Clemente de Faria, a coordenadora de zoonoses da SES-MG, Andrea Oliveira Dias Temponi apresentou o Programa de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar em Minas Gerais que tem, entre outros objetivos, foco na redução da morbidade, deformidades e óbitos de pacientes. Além disso, busca-se viabilizar a implantação do diagnóstico parasitológico direto da leishmaniose, por meio da realização de exames de escorificação e biopsia nos laboratórios macrorregionais da SES-MG.

“A iniciativa da Regional de Saúde de Montes Claros de realizar encontro para atualização de informações sobre as leishmanioses tegumentar e visceral, reunindo profissionais de saúde de diversos segmentos se constitui trabalho importante no sentido de unir esforços com os municípios para a redução das notificações da doença. O Norte de Minas já conta com um centro de referência em leishmaniose, sediado em Januária, mas para que as ações implementadas pelo Governo do Estado cheguem efetivamente na população é preciso que haja maior interação entre os diversos profissionais de saúde que atuam nos municípios, desde as unidades de saúde, vigilância epidemiológica, assistência farmacêutica e os hospitais”, destacou Andrea Temponi.

A referência técnica da SES-MG explicou que, por ano, são notificados cerca de 20 mil casos de leishmaniose no Brasil, número este que está reduzindo anualmente. Porém, por ter atividade agropecuária e ecoturismo movimentado, Minas Gerais é um dos estados com maior número de ocorrência de leishmaniose no país, totalizando média de duas mil notificações anuais. No Norte de Minas, 20 municípios respondem por 88,22% dos casos notificados da doença na região.

Eficácia

A referência técnica da Regional de Saúde de Montes Claros, Arlete Lisboa Gonçalves reforça que “o tratamento intralesional com aplicação de glucantime diretamente nas lesões provocadas pela leishmaniose tegumentar tem se mostrado mais eficaz, pois reduz o tempo de cicatrização com uma média de três aplicações, enquanto que o tratamento convencional, com aplicação de 40 doses de medicamentos, dura cerca de 20 dias”.

“Além de ser um tratamento menos sofrido para o paciente a aplicação intralesional possibilita a redução de despesas com a aquisição de medicamentos, além de diminuir o tempo de reabilitação das pessoas acometidas por leishmaniose tegumentar”, ressalta Arlete Lisboa.

Após apresentação do Programa de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar em Minas Gerais, o médico Luciano Freitas, da Unimontes, proferiu palestra sobre diagnósticos laboratoriais com ênfase na técnica de realização de biopsia. Na parte da tarde, o médico Sílvio Guimarães Carvalho, também da Unimontes, ministrou palestra sobre o diagnóstico laboratorial da leishmaniose visceral; o tratamento, medicamentos disponíveis e os esquemas terapêuticos para assistência às pessoas co- infectadas por leishmaniose visceral e HIV/Aids.

Diagnóstico laboratorial

Nesta quarta e quinta-feira, 20 e 21/3, a capacitação terá continuidade com a participação de bioquímicos de 18 municípios que, entre 2013 e 2018, apresentaram maior número de casos notificados de leishmaniose tegumentar e visceral no Norte de Minas.

Com aulas práticas ministradas no Laboratório Macrorregional da SES-MG, sob a coordenação do Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e de Saúde do Trabalhador da Regional de Saúde de Montes Claros, os profissionais participarão de capacitação sobre o diagnóstico laboratorial de leishmaniose tegumentar. O curso, com duração de 16 horas, será orientado por bioquímicos da SES-MG atuantes nas regionais de saúde de Montes Claros, Januária e Pirapora.

Participam do treinamento profissionais das secretarias de saúde de Berizal, Bocaiúva, Capitão Enéas, Curral de Dentro, Espinosa, Francisco Sá, Fruta de Leite, Grão Mogol, Indaiabira, Janaúba, Joaquim Felício, Itacambira, Porteirinha, Rio Pardo de Minas, Rubelita, Salinas, Santo Antônio do Retiro, São João da Lagoa, São João do Pacuí, São João do Paraíso e Taiobeiras.

A doença

A leishmaniose é uma doença infecciosa, porém não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa das pessoas, chamadas macrófagos.

Trata-se de uma doença que acomete animais silvestres e, eventualmente, o homem. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano. Há dois tipos de leishmaniose: tegumentar ou cutânea; visceral ou calazar.

A leishmaniose tegumentar se caracteriza por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como "ferida brava".

Já a leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos. Após esta idade a doença se torna menos frequente. Ela é causada pelo protozário Leishmania chagasi e seus principais sintomas são: emagrecimento; febre baixa; aumento do baço e fígado.

A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Seus nomes variam de acordo com a localidade, sendo os mais comuns: mosquito palha; tatuquira; birigüi; cangalinha; asa branca; asa dura e palhinha.

As fontes de infecção das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos que abrigam o parasita em seu tubo digestivo, porém o hospedeiro também pode ser o cão doméstico.

Na leishmaniose cutânea os animais silvestres que atuam como reservatórios são os roedores, tamanduás e preguiças. Na leishmaniose visceral a principal fonte de infecção é a raposa do campo.

Sintomas

No caso da leishmaniose tegumentar, duas a três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

Já os principais sinais da leishmaniose visceral são: febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.

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Banco de notícias Tue, 19 Mar 2019 16:57:28 +0000