1

O sarampo é uma doença infecciosa grave, provocada por vírus, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, podendo ser contraída por pessoas de qualquer idade. É caracterizada por febre, inflamação das mucosas do trato respiratório, erupção maculopapular generalizada seguida por descamação. É importante lembrar que a única forma de prevenção é a vacina oferecida de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

» Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico do Sarampo.

2

Com qual idade as crianças devem se vacinar contra o sarampo?

  • "Dose zero": Todas as crianças de 6 meses a menores de 1 (um) ano devem ser vacinadas ("dose extra");
  • Primeira dose: Crianças que completarem 12 meses (1 ano);
  • Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.

Quantas doses da vacina tríplice viral são necessárias?

Se você tem entre 1 e 29 anos e recebeu apenas 1 (uma) dose, recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina. Quem comprova as duas doses da vacina do sarampo, não precisa se vacinar novamente. 

Não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão ou não se lembra?

  • De 1 a 29 anos - São necessárias duas doses;
  • De 30 a 49 anos - Apenas uma dose.

3

Por que o sarampo voltou a circular no Brasil?

O vírus ainda circula em grande quantidade em várias regiões da Europa e da América. Devido as migrações e as viagens internacionais, o vírus foi importado e voltou a circular. Além disso, a baixa imunização da população brasileira, que vem decaindo nos últimos anos, também contribuiu para a volta da circulação do vírus.

Como a doença é transmitida?

A transmissão da doença ocorre diretamente de pessoa a pessoa, através de gotículas do nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas pelo vírus. Os acometidos pela doença podem evoluir com complicações graves, incluindo encefalite, pneumonia e morte, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

Quais são os principais sintomas?

Pessoas acometidas pela doença apresentam febre, manchas avermelhadas pelo corpo (exantemas), tosse, coriza, conjuntivite (olhos vermelhos e lacrimejantes), fotofobia (sensibilidade à luz) e pequenas manchas brancas dentro da boca (manchas de Koplik).

É possível pegar a doença através da vacinação?

A vacina é feita a partir do vírus enfraquecido e, por isso, o risco do vacinado ser infectado pela vacinação é inferior a 2%. O risco da pessoa não se imunizar e contrair a doença é muito maior do que deixar de se vacinar. A vacinação é altamente eficaz.

Gestantes podem tomar a vacina contra sarampo?

Não. As gestantes devem esperar até o pós-parto para proteger o recém-nascido de forma indireta, por meio da amamentação. Cada caso deve ser avaliado por um médico.

Tenho mais de 30 anos e não me vacinei ou perdi meu cartão de vacina. O que devo fazer?

Pessoas de até 29 anos que não apresentam nenhum registro de dose da vacina tríplice viral, é necessário que tomem 2 doses da vacina, com intervalo de no mínimo 30 dias entre uma dose ou outra. Já pessoas acima de 30 anos que não apresentam nenhum registro de dose da vacina, é necessário receber apenas uma dose da vacina. Procure a sala de vacina da unidade básica de saúde mais próxima, levando o seu cartão de vacinação e um documento. Lá sua situação vacinal será avaliada e atualizada conforme recomendações do calendário básico de vacinação.

Tenho mais de 50 anos e não tenho registro de vacinação da Tríplice Viral, como devo proceder?

Para pessoas maiores de 50 anos é imprescindível a avaliação médica para delimitar a necessidade ou não da vacinação. Provavelmente, pela idade, ao longo da vida essas pessoas já tiveram a doença ou entraram em contato com o vírus do sarampo de alguma forma. A ocorrência da doença confere imunidade permanente para o indivíduo, não necessitando da vacinação nestes casos.

Pessoas que já tiveram sarampo também precisam se vacinar?

Cada um contrai a doença apenas uma vez na vida. Logo, se há confirmação do diagnóstico para a doença a pessoa já estará imunizada para toda a vida.

Quando foi a última epidemia do sarampo?

No Brasil de 1968 a 1991, o país enfrentou nove epidemias, sendo uma a cada dois anos, em média. A última grande epidemia aconteceu em 1986 com 129.942 casos. Já em 1997, ocorreu uma importante epidemia da doença que se estendeu a quase todos os estados brasileiros, com mais de 53.000 casos confirmados em todo o país. A maioria dos casos ocorreu na capital do estado de São Paulo.

Em 2018, o Brasil enfrentou a reintrodução do vírus do sarampo, com a ocorrência de surtos em 11 Estados e um total de 10.326 casos confirmados nos estados do Amazonas (9.803), Roraima (361), Pará (79), Rio Grande do Sul (46), Rio de Janeiro (20), Sergipe (4), Pernambuco (4), São Paulo (3), Bahia (3), Rondônia (2) e Distrito Federal (1). Oito Estados (Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Rondônia, Pernambuco, Sergipe, Bahia e Distrito Federal) encerraram o surto em 2018.

Em Minas Gerais, Os últimos casos autóctones (transmissão ocorrida dentro do próprio município) em Minas Gerais ocorreram no ano de 1999 ( 9 casos), mas em 2011 o estado detectou 1 caso da doença importado da França, em 2013 o estado detectou dois casos importados da doença provenientes dos Estados Unidos e em janeiro de 2019 em foi detectado 1 caso da doença importado da Europa (Itália e Croácia).

Quais as ações a SES-MG está promovendo para que a cobertura vacinal do estado da Tríplice Viral, vacina que protege contra Sarampo, Rubéola e Caxumba, aumente?

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) tem realizado diversas ações para aumentar a cobertura vacinal, podemos citar:

- Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e Seguimento contra o Sarampo: realizada no período de 06 a 31 de agosto de 2018, sendo o dia "D" de mobilização social em 18 de agosto, quando a cobertura vacinal contra o sarampo atingiu 97,5% da população alvo.

- Realização de diversas videoconferências e capacitações sobre coberturas vacinais com as 28 regionais de saúde e multiplicação para os municípios pertencentes a cada regional;

- Repasse de incentivo financeiro complementar, no valor de R$ 5.801.647.55, para intensificação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, Seguimento contra o Sarampo e Multivacinação, no Estado de Minas Gerais.

- Repasse de incentivo financeiro complementar, no valor de R$ 60.119.440.00, aos 853 municípios para estruturação de 3.412 salas de vacina, no Estado de Minas Gerais. São salas que já funcionam dentro das unidades de saúde e serão mais bem estruturadas. Não se tratam, portanto, de salas novas.

sarampo12.09

sarampo12.09 2

sarampo12.09 3

Para operacionalização das ações de prevenção e controle do sarampo é necessário sobretudo a suspeição e notificação imediata, com realização do bloqueio vacinal e interrupção da cadeia de transmissão da doença.

Desta maneira, a Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais (SES-MG), descreve as ações realizadas até o momento para enfrentamento do sarampo, com o intuito de mobilizar recursos de forma mais ágil e estruturação de serviços de atendimento às pessoas infectadas pelo vírus:

  • Construção e divulgação do “Plano de Contingência para Resposta às Emergências em Saúde Pública: Sarampo”
  • Instalação da Sala de Situação/Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES) Estadual, com o objetivo de gerar informação de qualidade e em tempo oportuno, bem como fornecer respostas rápidas de forma intersetorial
  • Operacionalização de uma sala de vacinação no Aeroporto de Confins, realizando vacinação seletiva durante 15 dias;
  • Vacinação seletiva na Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais (CAMG);
  • Publicação da Resolução SES/MG N. 6783, de 17 de julho de 2019, que institui incentivo financeiro para ações de intensificação da vacina tríplice viral nos municípios do Estado;
  • Emissão de inúmeros Alertas para os profissionais de saúde sobre a doença e locais com surtos ativos;
  • Atualização do hotsite pela Assessoria de Comunicação Social (disponível em: www.saude.mg.gov.br/sarampo)
  • Elaboração de Boletim Epidemiológico semanal;
  • Elaboração de Memorando com orientações sobre intensificação vacinal principalmente nas GRS/SRS que fazem divisa com o estado de São Paulo.
  • Elaboração de Memorando com orientações sobre a conduta vacinal em menores de 1 ano;
  • Realizadas videoconferências com as Unidades Regionais de Saúde;
  • Intensificação de mídia e ações de mobilização social;
  • Interface direta com a Fundação Ezequiel Dias (FUNED-MG), iniciando a realização do exame PCR em tempo real (exames laboratoriais mais sensíveis, específicos e rápidos);
  • Elaboração e divulgação do “Fluxograma de Atendimento aos Casos Suspeitos de Sarampo”
  • Definição de serviços de saúde referência no Estado para pediatria e adultos.

» Assista: "Epidemiologia, aspectos clínicos e vacinação de Sarampo", webaula promovida pelo Centro de Telessaúde HC-UFMG e pela SES-MG: