Na ​manhã desta quinta-feira (26/10), o Governo de Minas anunciou o repasse de R$ 21,4 milhões ao Hospital São João de Deus (HSJD), em Divinópolis. O investimento tem como objetivo reforçar o custeio dos serviços na Unidade, melhorar a qualidade da saúde no município e organizar os atendimentos na região Oeste. A verba atenderá ações e serviços em regime de atendimento ambulatorial, além de atendimento hospitalar de urgência e emergência, com ênfase na produção de oncologia, internação de UTI e cirurgia de média e alta complexidade.

Crédito: Carlos Alberto/Imprensa MG

Entre os diversos investimentos realizados no município e região, destacamos também o repasse de R$ 7 milhões no convênio de implantação do Samu Macro Oeste, que passou a funcionar em junho deste ano, o investimento de mais R$ 3,9 milhões na compra das 31 ambulâncias para composição da frota que irá atender toda região. O Estado, também, repassa mensalmente R$ 2,2 milhões para o custeio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Com esses repasses, mais de 1,2 milhão de pessoas estão sendo beneficiadas.

Para o Secretário de Estado de Saúde, Sávio Souza Cruz, os investimentos irão reforçar não só a reestruturação do Hospital, mas o atendimento da população de 54 municípios. “A Região Oeste, assim como todas as outras regiões do Estado, representa grande importância no cenário mineiro, ainda mais quando o assunto é saúde. Durante o Fórum da região Oeste, foi priorizado, pela população, o apoio ao Hospital São João de Deus. Então renovamos os repasses e, com isso, garantimos o recurso para o funcionamento do hospital até o final de 2018, beneficiando toda a população da região”, disse.

O Governo de Minas também já tinha investido, em maio deste ano, no Hospital São João de Deus, R$ 1,3 milhão, para a conclusão da Sala Vermelha, que dará suporte aos pacientes regulados e atendidos pelo Serviço Móvel de urgência e Emergência (Samu) e que precisarem de estabilização antes de serem encaminhados para outra unidade hospitalar ou de um leito do próprio HSJD.

Segundo o Secretário-adjunto de Estado de Saúde, Nalton Sebastião Moreira da Cruz, o hospital é estratégico e de grande importância no atendimento de média e alta complexidade para a região,. “A instituição passou recentemente por um período crítico, mas por empenho do Governador Fernando Pimentel, que esteve em Divinópolis, no Fórum Regional, em 2015, se comprometeu e empenhou todos os esforços para ajudar o HSJD. Em outubro, do mesmo ano, ele autorizou o repasse de R$ 17 milhões para a ativação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e ampliação do acesso à internações de urgência e emergência na unidade hospitalar. Em maio de 2016 propomos uma intervenção no hospital, juntamente com o Ministério Público, e contratamos uma nova equipe gestora. Depois dessa intervenção, o HSJD começou a ter resolutividade e apresentar resultados positivos. Sem o apoio do Governo do Estado o hospital teria sido fechado”, explicou.

Para a Superintendente Geral do São João de Deus, Elis Regina, o aporte financeiro do Governo do Estado foi fundamental para reestruturação do Hospital. “Quando assumimos a intervenção no ano passado, em 2016, não acreditávamos que o hospital tinha um potencial tão grande de atendimento. Na época, ele tinha uma dívida mensal de R$ 3,2 milhões, que no acumulado desses 49 anos, gerou um dívida de mais de R$ 130 milhões, e uma baixa resolutividade assistencial. Os repasses do Governo de Minas foram muito importantes, pois possibilitou a complementação de procedimentos de alta complexidade viabilizando a reabertura e reestruturação de serviços essenciais como por exemplo a ortopedia. Além da ampliação dos atendimentos hospitalares e seu faturamento, contribuindo desta forma para a reestruturação do São João de Deus”, explicou.

Ainda segundo Elis Regina, com esse novo repasse de R$ 21,4 milhões, anunciado pelo estado, referente à resolução 5896, será possível pagar o excedente de produção do hospital além do pactuado no POA – Plano Operativo Anual. “O Hospital está produzindo além do pactuado mais de 30%, e com possibilidade de aumento de assistência. Sem essa resolução, o hospital teria que reduzir consideravelmente os atendimentos, até mesmo fechar leitos, porque para a sobrevivência do hospital é necessário que ele receba toda a produção”, afirmou.

Após a intervenção e apoio financeiro do Estado, o hospital conseguiu aumentar em 38% os atendimentos de internação, que incluem pacientes SUS, planos de saúde e particular. Houve um aumento de leitos de 287 para 326 leitos totais. Na realização de cirurgias houve um aumento de 41% e as consultas passaram de 1.612, em 2016, para 2.940, em 2017. Na Sala Vermelha, só no mês de agosto, foram registrados 144 atendimentos. O aumento na taxa de ocupação de 69%, nos 287 leitos, passou para 85,4% após o aumento dos leitos para 326. Foi registrado um aumento de 5.816 pacientes-dia para 8.391, ou seja, um aumento de 44%.

Por Míria César