No próximo sábado (01/12), é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, data que tem como objetivo conscientizar toda a sociedade, além de chamar atenção para a doença, sua prevenção, tratamento e redução do preconceito. “A taxa de detecção da AIDS vem caindo em todo o Brasil nos últimos anos, no entanto, ainda é preciso ficar em alerta quanto à sua ocorrência”, afirma a Coordenadora de ISTs/AIDS e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Mayara Marques de Almeida.

Em alusão à data, a SES-MG fará campanha informativa que será veiculada no site “Sexo Seguro”, no Blog da Saúde MG e nas redes sociais (Facebook, Twitter e Instagram) e tem como objetivo a divulgação de informações sobre cuidados, medidas de prevenção e formas de tratamento da AIDS e das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Além de reforçar a importância do diagnóstico precoce.

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Tratamento

No Brasil, desde 1996, todas as pessoas diagnosticadas com AIDS recebem tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), disponibilizados pelas Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDM) dos Centros de Aconselhamentos e Testagens (CTA) e dos Serviços de Atendimentos Especializados (SAE). A partir de 2013, o tratamento passou também a ser ofertado para todas as pessoas que possuem diagnóstico reagente para o HIV/AIDS, ou seja, pessoas que possuem o vírus, mas que não manifestaram a doença.

Arte: Deise Meireles

“O tratamento, que atualmente conta com 22 medicamentos em 38 apresentações farmacêuticas, consiste no uso de medicamentos antirretrovirais (ARV), que ajuda a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico e é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV, além de reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas”, explica Mayara de Almeida.

A doença em Minas

Em Minas Gerais, entre 2010 a 2018 foram notificados 38.052 casos de HIV/AIDS. Em 2018, até o momento, foram notificados 3.732 casos da doença. Desses, a faixa etária mais acometida é a de jovens entre 20 a 34 anos. “A infecção pelo HIV/AIDS no público mais jovem vem aumentando consideravelmente nos últimos 10 anos. Isso se dá devido ao fato dessas pessoas estarem numa fase sexualmente ativa e, muitas vezes, com múltiplas parcerias, além do uso de drogas e álcool também ser mais comum nessa faixa de idade”, comenta Mayara de Almeida.

O público masculino também apresenta dados bem superiores da doença se relacionado às ocorrências femininas. Em 2018, foram notificados 2.844 casos da doença em homens e 888 casos em mulheres. Em relação aos óbitos, Minas Gerais, em 2017, registrou 743 óbitos relacionados à doença e, em 2018, até o momento, foram notificados 39 óbitos.

PEP e PrEP

A Profilaxia Pós Exposição (PEP) é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, tais como:

  • Violência sexual;
  • Relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha);
  • Acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).

Já a Profilaxia Pré Exposição (PrEP) ao HIV é um novo método de prevenção à infecção pelo HIV. A PrEP consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causador da AIDS infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com vírus.

A PrEP não é para todos. Ela é indicada para pessoas que tenham maior chance de entrar em contato com o HIV, como:

  • LGBT’s;
  • Pessoas trans;
  • Profissionais do sexo;
  • Pessoas que frequentemente deixam de usar camisinha em suas relações sexuais;
  • Tem relações sexuais, sem camisinha, com alguém que seja HIV positivo e que não esteja em tratamento;
  • Faz uso repetido de PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV);
  • Apresenta episódios frequentes de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)

Contágio e Prevenção

As principais formas de transmissão do HIV/AIDS são via relação sexual (anal, vaginal e oral), sem o uso de preservativo. Também há a transmissão da mãe infectada para o filho durante a gestação, no parto ou na amamentação. O compartilhamento de seringa ou agulha contaminada, instrumentos perfurantes não esterilizados também são formas de transmissão da doença.

O método mais eficaz para evitar a transmissão do HIV/DIS é o uso do preservativo (masculino e feminino) em todas as relações sexuais. O preservativo está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde. Outras formas de prevenção são:

  • Não compartilhar agulhas, seringas, canudos e cachimbos;
  • Utilizar materiais esterilizados na aplicação de percings e tatuagens;
  • Realizar exames de pré-natal durante a gestação;
  • Evitar transfusão sanguínea sem o controle rigoroso das bolsas;
  • Evitar materiais não esterilizados em clínicas odontológicas, nas manicures, barbearias, etc;

»  Para mais informações, acesse: http://www.saude.mg.gov.br/sexoseguro

 

Por Paula Gargiulo