Notícias http://www.saude.mg.gov.br Wed, 22 May 2019 08:38:13 +0000 Joomla! - Open Source Content Management pt-br Secretaria de Estado de Saúde discute estratégias de Planificação da Atenção à Saúde http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11171-secretaria-de-estado-de-saude-discute-estrategias-de-planificacao-da-atencao-a-saude http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11171-secretaria-de-estado-de-saude-discute-estrategias-de-planificacao-da-atencao-a-saude

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realizou, nesta terça-feira (21/05), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, seminário sobre a Planificação da Atenção à Saúde (PAS) nas Redes de Atenção à Saúde. O evento foi realizado em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e com o Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein, e contou com a participação de profissionais de diferentes setores da SES-MG.

Crédito: Renato Cobucci | Imprensa MG

A Planificação da Atenção à Saúde (PAS) é uma das estratégias utilizadas para organização de todo o sistema de saúde, integrando os serviços ofertados pela Atenção Primária à Saúde com a Atenção Ambulatorial Especializada. O resultado é um enfrentamento mais efetivo de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e asma.

Para o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva, pensar sobre a Planificação da Atenção à Saúde é fundamental num processo de requalificação das políticas de saúde ofertadas à população. “Esse tipo de preparação é fundamental para revermos, aprofundarmos e requalificarmos as políticas de saúde. Essa é uma prática da SES-MG, um comprometimento num momento em que estamos revendo o que há de positivo nas políticas e trazendo novas propostas para melhorarmos os serviços ofertados”, explica.

Já para a superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES-MG, Daniele Lopes Leal, é necessário promover um alinhamento de temas fundamentais para a organização da rede de atendimento à população, incluindo discussões relacionadas à Planificação da Atenção à Saúde. “A proposta é provocar um alinhamento de temas importantes para a organização dos processos de saúde, levando-se em consideração a relevância da Atenção Primária como porta de entrada do sistema, mas também o trabalho desenvolvido pela média e alta complexidade”, disse.

As novas condições de saúde da população pedem novas formas de organização dos sistemas de atenção à saúde. É preciso, portanto, haver um entendimento de que não há solução para os problemas a partir de mudanças em pontos de atenção isolados. É necessário pensar na rede de atendimento à população como um todo, levando-se em consideração a relevância da Atenção Primária à Saúde no cuidado de grande parte das necessidades dos pacientes.

Conforme explica o consultor do Conass, Eugênio Vilaça Mendes, uma das estratégias necessárias quando o assunto é a ampliação do cuidado com a saúde da população é a adoção de ações de promoção da saúde no âmbito da Atenção Primária. “Estima-se que cerca de 12% dos casos de cânceres de mama e 19% dos de intestino poderiam ser evitados no Brasil por meio da prática de atividades físicas. Já a adoção efetiva de ações de promoção da saúde e de prevenção das condições de saúde no país diminuiria em 100 bilhões de reais o gasto anual no sistema de atenção à saúde brasileiro”, afirma.

A Promoção da Saúde está relacionada a estratégias sistematizadas, na rotina da Atenção Primária, que proporcionam às pessoas formas para melhorar sua qualidade de vida, incluindo o incentivo a uma alimentação adequada, saudável e sustentável, além de práticas corporais e atividades físicas. “Temos que empoderar as pessoas para o auto-cuidado, além de organizar a rede de atendimento. A solução de uma carga elevada de doenças exige um sistema integrado de saúde que opera de forma contínua e proativa, voltado para a atenção às condições agudas e crônicas e envolvendo os diferentes níveis de atenção, especialmente a Atenção Primária. Os problemas só serão solucionados, portanto, se houver colaboração e interdependência entre todos os atores envolvidos”, explica o consultor Eugênio Vilaça.

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Banco de notícias Tue, 21 May 2019 13:03:03 +0000
Vacinação contra a Gripe ainda não atingiu a meta em Minas http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11147-vacinacao-contra-a-gripe-ainda-nao-atingiu-a-meta-em-minas http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11147-vacinacao-contra-a-gripe-ainda-nao-atingiu-a-meta-em-minas

Minas Gerais ainda precisa vacinar cerca de 2,3 milhões de pessoas do total do público elegível para atingir a meta de 90% na Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A cobertura vacinal no estado está em 64,85%, ou seja, 3.682.815 doses foram aplicadas. Crianças e gestantes, historicamente, são os públicos que menos procuram a vacina. Entre esses grupos, a cobertura atual é de 60%.

Créditos: Gil Leonardi/Imprensa MG

Segundo a coordenadora Estadual de Imunizações, Josianne Dias Gusmão, a vacina é segura e tem se mostrado eficaz na redução de internações, complicações e óbitos causados pelo vírus da Influenza. “A vacinação é fundamental como estratégia de prevenção contra a gripe. E mesmo quem se vacinou no ano passado, deve se vacinar neste ano. Isso porque o vírus Influenza muda constantemente e requer uma reformulação da vacina a cada ano. Ou seja, as vacinas que foram distribuídas na campanha de 2018 não são as mesmas de 2019”, disse. No estado, cerca de 4 mil postos de vacinação estão à disposição da população.

A estudante de pedagogia, Mônica Cardoso, não tem dúvidas sobre os benefícios que a vacina trouxe para a saúde do seu filho, Leandro Alves, 4 anos. “Assim que começa a campanha, eu levo o Leandro ao posto para vacinar. Como ele tem asma, a vacina evita crises respiratórias intensas. Noto que além de ficarem mais brandas, essas crises de asma ficam mais esparsas, melhorando muito a saúde dele”, disse Mônica.

Muitas pessoas têm dúvidas sobre a vacina e sobre a gripe. Para esclarecer as dúvidas mais comuns, clique em http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/story/11080-secretaria-de-estado-de-saude-esclarece-mitos-sobre-a-vacina-contra-a-gripe

Público elegível

Em sua 21ª edição, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza ampliou a vacina para crianças na faixa etária de seis meses a menores de seis anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias). Além das crianças, fazem parte do público da campanha adultos com 60 anos ou mais, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, professores das escolas públicas e privadas, povos indígenas, profissionais das forças de segurança e salvamento, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Créditos: Gil Leonardi/Imprensa MG

Para as pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independe da idade, conforme indicação do Ministério da Saúde em conjunto com sociedades científicas, mantém-se a necessidade de prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina, que deverá ser apresentada no ato da vacinação.

Segundo Josianne, a SES-MG tem orientado as Unidades Regionais de Saúde a repassarem aos seus municípios sugestões de estratégias para atingir a meta de vacinação. “Para que o maior número de pessoas dos grupos elegíveis seja vacinado, o município poderá realizar a avaliação das coberturas vacinais por grupo elegível, além de analisar as doses distribuídas e aplicadas. Com base nessas informações, é possível fazer uma busca ativa, casa a casa, de faltosos para receber a vacina. Isso é muito importante, pois é capaz de identificar aqueles que não tiveram acesso à campanha por falta de tempo ou de informações adequadas sobre a vacina”, disse.


Cenário epidemiológico

Em Minas Gerais, até o dia 08/05, foram notificados 828 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Do total de casos notificados com amostras já processadas, 33 foram confirmados como SRAG causados pelo vírus da Influenza (gripe) e 73 casos como SRAG por outros vírus respiratórios. Dos 33 casos de SRAG causados pela Influenza, 31 foram de Influenza A/(HINI)pdm09, 1 por Influenza A (H3N2) e 1 por Influenza B. Já em relação às mortes, até o momento, foram notificados 73 óbitos por SRAG. Desses, 5 apresentaram associação a vírus respiratórios, sendo que um (1) foi ocasionado pelo influenza A (H1N1)pdm09, no município de Belo Horizonte. Os outros quatro (4) foram associados a outros vírus respiratórios e foram registrados em Belo Horizonte (2), Unaí (1) e Governador Valadares (1).

Conheça em detalhes a situação epidemiológica da gripe em Minas, acessando o boletim.

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Banco de notícias Wed, 15 May 2019 10:04:46 +0000
SES-MG faz recomendações a torcedores visando a Copa América 2019 http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11141-ses-mg-faz-recomendacoes-a-torcedores-visando-a-copa-america-2019 http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11141-ses-mg-faz-recomendacoes-a-torcedores-visando-a-copa-america-2019

A edição 2019 da Copa América, que será sediada no Brasil, deve contar com torcedores vindos de 99 países, segundo informações publicadas pelo Comitê Organizador Local, no site oficial da competição. Além de pessoas vindas dos países participantes da competição mais antiga entre seleções de futebol, são esperados visitantes vindos de vários continentes, incluindo nações com pouca tradição no esporte, como Chipre e Tanzânia. Minas Gerais é um dos Estados em que haverá visitação, sobretudo levando em conta que Belo Horizonte vai receber jogos importantes, tanto na fase classificatória, quanto as semifinais do torneio. Por conta do fluxo de turistas no período de transmissão, algumas dicas são importantes para que brasileiros e estrangeiros possam aproveitar o período dos jogos com saúde.

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De acordo com a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Janaina Fonseca Almeida, como a situação de saúde de cada um dos países no mundo é diferente da brasileira, há o risco de chegada de algumas doenças transmissíveis originadas em outros países. “Podemos dar como exemplo o sarampo, a rubéola, a difteria, a influenza, a catapora entre outras, que podem pôr em risco a saúde da população brasileira desprotegida”, explicou. No entanto, há que se pensar também no contato do turista com doenças endêmicas em Minas. “Dengue, chikungunya, febre amarela e outras doenças de transmissão alimentar e hídrica podem acometer pessoas que vêm ao Brasil para prestigiar a Copa América ou outros locais turísticos e, ao regressarem a seus países, podem estar acometidas por algumas dessas enfermidades”, alertou.

Alguns cuidados em geral, voltados tanto à população nacional, quanto aos visitantes, são citados por Janaina Almeida como eficazes para evitar adoecimentos. “Consumo de água e alimento de fontes seguras; a higienização das mãos com água e sabão e antes de cada refeição ou a utilização de antisséptico à base de álcool como medida de reforço. Na hora de tossir ou espirrar, deve-se cobrir a boca com a parte interna do braço, evitando assim a propagação de agentes infecciosos respiratórios. São comportamentos muito simples e eficientes de prevenção”, comentou.

Créditos: Gil Leonardi/Imprensa MG

Quanto à imunização, trata-se de uma forma de preservação da saúde de maior efetividade. O coordenador de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES, Gilmar José Coelho Rodrigues, enfatiza que a vacinação deve ser prévia, conforme o calendário de imunizações. “O ideal é que a pessoa se vacine pelo menos 15 dias antes da viagem a locais com eventos internacionais. São recomendações válidas para o público local e também oriundo de outros países, sejam aqueles que vêm ao nosso estado para participar do evento esportivo, sejam os que estão em deslocamentos a pontos turísticos. As vacinas minimamente recomendadas são as que protegem contra o sarampo, caxumba e rubéola, contra a febre amarela, entre outras vacinas importantes para sua proteção individual”, indicou.

Apesar de não haver exigência de comprovação da situação vacinal do visitante estrangeiro para ingresso no território brasileiro, recomenda-se que o façam previamente. “Do contrário, estarão sob risco de exposição plausível a algumas doenças. Dentre as muitas doenças transmissíveis que podem ser prevenidas por vacinação podemos citar sarampo, caxumba, rubéola, influenza, hepatite B, difteria, coqueluche e catapora”, disse Rodrigues.

Golaço a favor da Saúde

A recomendação para vacinação aos torcedores que vão acompanhar seus países durante grandes competições esportivas vem sendo feita continuamente pelas organizações internacionais que atuam na área da saúde. Em 2018, antes da Copa do Mundo de futebol realizada na Rússia, a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) promoveu uma campanha pela vacinação voltada aos apaixonados pelo esporte, que contou com o reforço do atacante uruguaio Edinson Cavani, astro do Paris Saint-Germain que divide os holofotes com Neymar no clube francês. Em vídeos publicados no canal oficial da OPAS no YouTube, bem como nas redes sociais do jogador, Cavani fala que a vacinação é “um ato de amor” e conclama a todas pessoas a fazerem o “golaço de suas vidas”. Em outro momento, dias antes de viajar para disputar a Copa, surpreendeu crianças em um posto de saúde de Montevidéu, encorajando os pequenos a vacinar e confortando aqueles que estavam assustados.

Reprodução Twitter

Dicas

Atualmente, há no estado a circulação de doenças, de forma endêmica, por picada de mosquitos: a dengue, chikungunya e febre amarela. Nesse caso, recomenda-se o uso de repelentes à base de icaridina, para proteção mais eficaz. Também deve haver atenção às enfermidades de transmissão respiratória, como influenza, coqueluche, caxumba e catapora. Além disso, faz-se o alerta para as infecções sexualmente transmissíveis como AIDS, sífilis e hepatite B, para as quais são indispensáveis o uso de preservativos como método preventivo. Além disso, deve-se ficar atento aos riscos de condições de precariedade higiênica para evitar contaminações por salmonela, shiguela, e.coli e outras enterobacterias.

O torneio

A Copa América de 2019, oficialmente CONMEBOL Copa América 2019, será a 46ª edição do principal torneio de futebol masculino entre seleções da América do Sul. Organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol e disputada no Brasil, que recebe o evento pela 5ª vez na história da competição, ocorrerá entre os dias 14 de junho de 2019 e 7 de julho de 2019. As 10 seleções sul-americanas filiadas à Conmebol, somadas a Japão e Qatar, farão jogos nas cidades de Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador.

Até o momento, segundo os organizadores, foram comercializados mais de 350 mil ingressos. No ranking de países que mais compraram ingressos estão, além do Brasil, Chile, Colômbia, Argentina, Peru e Uruguai, entre os 99 países em que foram registradas compra de entradas para os jogos.

Veja os jogos programados para Belo Horizonte:

Grupo A

22/6 – 16h – Bolívia x Venezuela – Mineirão/Belo Horizonte

Grupo B

19/6 – 21h30 – Argentina x Paraguai - Mineirão/Belo Horizonte

Grupo C

16/6 – 19h – Uruguai x Equador - Mineirão/Belo Horizonte

24/6 – 20h – Equador x Japão - Mineirão/Belo Horizonte

Semifinais

2/7 – 21h30 – V19 x V21 - Mineirão/Belo Horizonte

 

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Banco de notícias Tue, 14 May 2019 12:09:48 +0000
Governo de Minas recebe ideias e projetos que viabilizem retomada da implantação dos hospitais regionais http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11140-governo-de-minas-recebe-ideias-e-projetos-que-viabilizem-retomada-da-implantacao-dos-hospitais-regionais http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11140-governo-de-minas-recebe-ideias-e-projetos-que-viabilizem-retomada-da-implantacao-dos-hospitais-regionais

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), publicou no Diário Oficial de Minas Gerais desta terça-feira, 14/5, o edital de Tomada Pública de Subsídios (TPS), para obter estudos e levantamentos que subsidiem a elaboração de modelos de negócios para a conclusão das obras e colocação em operação dos Hospitais Regionais do Estado. Participaram do processo as Secretarias de Planejamento e Gestão (Seplag) e de Transportes e Obras Públicas (Setop).

A Tomada de Subsídios funciona como um ‘brainstorming’, já que a intenção é iniciar uma discussão - com ajuda do mercado e outras instituições, como universidades - para colher ideias e projetos que possam trazer soluções para as obras, que foram paralisadas em governos passados e estão em diferentes fases de execução.

Em um cenário de déficit fiscal no Estado e diante da importância destes hospitais para os mineiros, a atual gestão busca, assim, alternativas que não dependam exclusivamente de recursos públicos para a retomada ou começo das obras.

Estão no edital os hospitais de Além Paraíba, Conselheiro Lafaiete, Divinópolis, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Nanuque, Novo Cruzeiro, Sete Lagoas, Teófilo Otoni e Unaí.

Poderão participar da Tomada de Subsídios entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, com experiência na prestação de serviços médicos e/ou hospitalares, ou na gestão de equipamentos de saúde, como grupos administradores de hospitais e clínicas, faculdades de medicina, dentre outras, como empresas investidoras, consultorias, fundos de investimentos e instituições do terceiro setor/filantrópicas.

“As rodadas de discussões buscam um diálogo aberto e público entre o governo e todas as entidades interessadas. O resultado será um amplo estudo sobre o modelo mais adequado para cada unidade hospitalar, e a expectativa é que as soluções apresentadas façam com que os hospitais regionais sejam autossustentáveis financeiramente”, explica o secretário adjunto de Saúde, Bernardo Ramos.

Arte: Deise Meireles

“Frente ao delicado cenário financeiro que enfrentamos hoje em Minas Gerais, a continuidade das obras dos hospitais requer soluções criativas e a colaboração de múltiplos agentes. Nesta gestão, recriamos na Setop um núcleo estratégico de parcerias e concessões, que faz parte do Grupo de Trabalho e participou ativamente da elaboração do edital”, completa o secretário de Transportes e Obras Públicas, Marco Aurélio Barcelos.

Cabe destacar que o Governo de Minas Gerais, por meio da Resolução Conjunta SES/Seplag/Setop nº 247, já havia instituído, em fevereiro deste ano, Grupo de Trabalho para promover estudos e propor medidas para viabilizar a implantação dos Hospitais Regionais. Uma das primeiras ações do grupo foi justamente a elaboração deste processo de tomada de subsídios.

Propostas

As contribuições que forem colhidas ao longo da Tomada de Subsídios serão utilizadas para direcionar a forma de atuação das unidades, considerando as necessidades e a rede pública de Saúde de cada região.

A Tomada de Subsídios prevê rodadas de discussões, que devem durar até 90 dias, e, com elas, a expectativa é que seja possível identificar o modelo mais adequado para cada empreendimento - isto é, poderão ser montados modelos específicos para cada um.

Além de autossustentáveis financeiramente, a ideia é que os hospitais ofertem atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS), ainda que concomitantemente com serviços privados.

As entidades interessadas em participar da Tomada de Subsídios poderão acessar ao edital e demais documentos do processo no site: www.saude.mg.gov.br/parcerias/hospitaisregionais. Os documentos para cadastramento deverão ser enviados para o e-mail parcerias@saude.mg.gov.br até o dia 29/5/2019.

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Banco de notícias Tue, 14 May 2019 10:03:05 +0000
Reunião sobre Acidentes por Animais Peçonhentos é realizada em Valadares http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11172-reuniao-sobre-acidentes-por-animais-peconhentos-e-realizada-em-valadares http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11172-reuniao-sobre-acidentes-por-animais-peconhentos-e-realizada-em-valadares

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) promoveu nesta terça-feira (21-05), no auditório da 8ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP), em Governador Valadares, Reunião Técnica do Programa de Vigilância e Controle dos Acidentes por Animais Peçonhentos. Participaram da atividade médicos e enfermeiros dos 51 municípios da área de abrangência da Regional de Saúde de Governador Valadares. 

Animais peçonhentos são reconhecidos como aqueles que produzem ou modificam algum veneno e possuem um aparato para injetá-lo na sua presa ou predador. Os principais animais peçonhentos que causam acidentes no Brasil são algumas espécies de serpentes, escorpiões, aranhas, mariposas e suas larvas, abelhas, formigas e vespas, besouros, lacraias, peixes e águas-vivas e caravelas, entre outros.

Durante o evento, os profissionais de saúde puderam se atualizar sobre os temas “O Panorama epidemiológico Regional e desafios inerentes à Rede de Assistência”, “Diagnóstico e Tratamento por escorpiões e aranhas, insetos e animais aquáticos e ofídicos”, “Vigilância em Saúde, Notificações e Situação Epidemiológica no Estado de Minas Gerais”. Os profissionais também receberam informações sobre notas informativas do Ministério da Saúde quanto à situação da distribuição de imunobiológicos e a nova abordagem ao tratamento em casos de acidentes por serpentes do Grupo Bothrops (jararacas) e por escorpiões, em situação de escassez de antivenos.

Crédito: Frederico Bussinger

Segundo a referência Técnica Estadual do Programa de Vigilância e Controle dos Acidentes por Animais Peçonhentos da SES-MG e condutora do evento, Andréia Kelly Roberto Santos, um dos objetivos da reunião foi de “conscientizar os médicos e enfermeiros sobre a importância de um bom diagnóstico e um tratamento adequado para esse tipo de acidente, já que existe a falta de conhecimentos de alguns profissionais para a devida condução dos casos, havendo consumo desnecessário dos imunobiológicos”, destacou. 

A referência técnica, Andréia Kelly informou, ainda, que o evento procurou também sensibilizar os médicos sobre a importância do envio correto de dados nas fichas de notificação de acidentes. “Muitas vezes as fichas vêm mal preenchidas, com falta de dados ou com informações erradas, dificultando o papel da Vigilância em identificar quais são os nossos principais pacientes e onde esses casos estão ocorrendo”, acrescentou.

O médico da Atenção Primária à Saúde do município de Coroaci, Bruno Sancler Fonseca, avaliou a reunião como proveitosa e informativa. “Esse encontro foi muito importante para nós profissionais de saúde, porque tivemos a oportunidade em receber atualizações e fomos orientados quanto às novas diretrizes de dosagem de soros antipeçonhentos, principalmente no meu caso, que atuo num município que tem por semana de 2 a 3 casos de acidentes com escorpiões e serpentes. Assim que chegar à minha cidade vou repassar tudo para as equipes de Saúde da Família”, finalizou.

Quadro Epidemiológico na região leste

Durante a reunião, a referência em Acidentes por Animais Peçonhentos da SRS-GV, Charles Aguiar, informou que “no ano de 2018, em dados obtidos no SINAN, 2.933 casos deste agravo foram notificados nos municípios pertencentes à área de abrangência SRS-GV , 2.379 foram acidentes causados por escorpião, 280 por serpentes, 108 por aranhas, 6) por abelhas, 16 por lagartas, 74 foram classificados como outros acidentes e 8 foram ignorados/branco”, disse.

Ele também salientou que os animais peçonhentos de interesse em saúde pública podem ser definidos como aqueles que causam acidentes classificados pelos médicos como leves, moderados ou graves. Quanto à classificação dos casos, considerando os acidentes notificados pelos municípios da jurisdição da SRS-GV, observou-se que os casos leves ocorreram em 85% (2.486) dos acidentes registrados, com os de forma moderada correspondendo a 12% (369) e a forma grave com 2% dos casos (59). Foram classificados como casos graves 10% (7) dos acidentes causados por abelhas, 5% (14) dos acidentes causados por serpentes e 2% (44) dos acidentes causados por escorpiões”, concluiu.

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Banco de notícias Tue, 21 May 2019 17:20:08 +0000
Regional de Saúde de Passos capacita agentes de controle de endemias em parceria com municípios http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11170-regional-de-saude-de-passos-capacita-agentes-de-controle-de-endemias-em-parceria-com-municipios http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11170-regional-de-saude-de-passos-capacita-agentes-de-controle-de-endemias-em-parceria-com-municipios

Teve início nessa segunda-feira (20/05), a capacitação realizada pela Regional de Saúde de Passos em parceria com municípios, voltada para Agentes de Controle de Endemias (ACEs) de Itamogi, São Roque De Minas, Itaú de Minas, Ibiraci, Cássia, Bom Jesus da Penha e São José da Barra.

O treinamento, promovido pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica, Ambiental e Saúde do Trabalhador (NUVEAST) da Regional, segue até a próxima sexta-feira (24/05), e tem como objetivo instrumentalizar os ACEs na identificação de larvas dos principais vetores responsáveis pela Dengue, viabilizando a adoção de medidas de profilaxia e controle em tempo oportuno de se evitar epidemias.

A Superintendente Regional de Saúde, Kátia Rita Gonçalves, considera de suma importância a capacitação dos ACEs neste momento em que a maioria dos municípios está com servidores recém-contratados em processos seletivos, pois só assim poderão exercer suas funções técnicas de modo a intervir no processo saúde-doença das arboviroses. “Estamos prontos para atender demandas dos gestores de saúde, principalmente nestes momentos de renovação do efetivo municipal de ACEs, pois nosso compromisso é que todos possam fazer uma ótima gestão da saúde em seus municípios”.

O técnico responsável pelo laboratório Regional de Entomologia, Gilmar Moreira Vilela, é p responsável por conduzir o treinamento e as aulas terão conteúdo teórico e prático, incluindo atividades de campo e manuseio dos sistemas de informação.

Créditos: Regional de Saúde de Passos

A coordenadora do NUVEAST, Marcia Silva, considera a capacitação um instrumento libertador para o município, tendo em vista que uma ação descentralizada confere mais autonomia e comprometimento aos responsáveis em exerce-la.

“A capacitação é de fundamental importância para que a qualidade da atenção à saúde seja garantida ao usuário e nossa expectativa é capacitar em outras áreas, de acordo com as demandas do serviço. Para isso, a Regional de Saúde de Passos disponibiliza um instrumento para que os gestores e áreas técnicas apresentem suas demandas, as quais certamente nossa equipe técnica estará atendendo”, enfatizou Marcia Silva.

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Banco de notícias Tue, 21 May 2019 10:41:59 +0000
Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue (20/05) http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11169-boletim-epidemiologico-de-monitoramento-dos-casos-de-dengue-20-05 http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11169-boletim-epidemiologico-de-monitoramento-dos-casos-de-dengue-20-05

Em 2019, até o momento (dados atualizados dia 20/05), Minas Gerais registrou 289.500 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de dengue. Em 2019, até o momento, foram confirmados 49 óbitos por dengue nos municípios de Arcos (1), Belo Horizonte (6), Betim (10), Contagem (2), Curvelo (1), Frutal (1), Ibirité (1), João Monlevade (1), João Pinheiro (4), Lagoa da Prata (1), Martinho Campos (1), Paracatu (1), Passos (1), Patos de Minas (1), Rio Paranaíba (1), São Gonçalo do Pará (1), São Gotardo (1), Uberaba (1), Uberlândia (9), Unaí (2), Vazante (2). São 97 óbitos em investigação para dengue. Vale ressaltar que os óbitos em questão foram notificados ao longo de 2019 e não são, necessariamente, óbitos recentes.

A SES-MG esclarece que um registro maior de casos é esperado para este período (meses quentes e chuvosos) devido à sazonalidade da doença. Dessa forma, o estado está em situação de alerta para esse aumento no número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes (dengue, Chikungunya e zika).

Eventualmente, nesta semana, a SES-MG divulgará atualização somente dos casos relacionados à dengue.

Ações de controle do Aedes

Em relação às ações para controle do Aedes, a SES-MG tem adotado uma série de medidas de apoio aos municípios que apresentam aumento no número de casos de dengue, zika e chikungunya. Como uma das medidas adotadas para conter o avanço dos casos no estado, a SES-MG declarou Situação de Emergência em Saúde Pública nos municípios de abrangência das Macrorregiões de Saúde Centro, Noroeste, Norte, Oeste, Triângulo do Norte e Triângulo do Sul do Estado. A partir dessa ação, que foi publicada em 23/04, no Diário Oficial de Minas Gerais, será possível mobilizar recursos de forma mais ágil para enfrentamento do Aedes aegypti e estruturação de serviços de atendimento às pessoas infectadas pelo vírus causador da doença.

Também foi publicada a Resolução SES/MG Nº 6.697, de 02 de Abril de 2019, com aprovação de liberação de recurso financeiro de R$ 4,180 milhões para ações de enfrentamento da dengue nos 93 municípios com incidência alta ou muito alta da doença. Ainda em abril, em 27/04, foi publicada no Diário Oficial do Estado a Resolução SES/MG Nº 6.719, de 26 de abril de 2019, com aprovação de novos recursos financeiros, dessa vez na ordem de R$ 4,2 milhões para ações de enfrentamento da dengue em 107 municípios com incidência alta ou muito alta da doença. Entre as atividades que poderão ser realizadas está a contratação de agentes de controle de endemias, capacitações para profissionais na assistência hospitalar, confecção e reprodução de material gráfico informativo, aquisição de material de apoio para ações de mobilização, além de mutirões de limpeza de áreas prioritárias.

A cada 15 dias, até o dia 30/06/2019, de acordo com a divulgação de um novo Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, os municípios com alta incidência irão contar com incentivo financeiro complementar, por meio de resolução específica.

Entre as demais medidas tomadas para diminuir o crescimento do número de casos no estado está a realização de Força-Tarefa, composta por agentes da Saúde Estadual e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) a 10 municípios com alta incidência de pessoas com dengue e alta infestação pelo mosquito. A ação envolve diferentes áreas da SES-MG, como Assistência, Vigilância Epidemiológica, Controle Vetorial e conta com reforço dos agentes de controle de endemias municipais. Os agentes de endemias visitarão as residências, comércios, instituições públicas e terrenos vagos para o recolhimento de objetos inservíveis, aplicação de larvicida onde for necessário e, o mais importante, orientar as pessoas, por meio do trabalho de educação em saúde, quais os pontos de atenção para os possíveis focos do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya.

Além disso, destaca-se a elaboração dos Planos de Contingência Estadual e Municipais para prevenção e controle das doenças transmitidas pelo Aedes. A partir da fase em que o município se encontra algumas ações são desencadeadas pelo Estado. É também realizado o monitoramento dos indicadores municipais do PROMAVS (Programa de Monitoramento das Ações de Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais). Dentre todos os indicadores, um deles é referente à obrigatoriedade de cadastro dos agentes de combate a endemias (ACE) no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde) pelo município, mantendo vínculo no serviço. Isso gera continuidade nas ações de prevenção e controle das arboviroses.

>> Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue da SES-MG para a IMPRENSA (atualizado em 20/05/2019).

>> Clique aqui e confira o Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue da SES-MG para a ÁREA TÉCNICA (atualizado em 20/05/2019).

» Clique aqui e confira a Tabela de Casos Prováveis de Dengue por município em 2019 (atualizado em 20/05/2019)

>> Clique aqui e acesse os dados preliminares do LIRAa de janeiro de 2019.

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Banco de notícias Tue, 21 May 2019 09:22:14 +0000
SES-MG e municípios articulam novas ações de controle do Aedes aegypti no Norte de Minas http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11168-ses-mg-e-municipios-articulam-novas-acoes-de-controle-do-aedes-aegypti-no-norte-de-minas http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11168-ses-mg-e-municipios-articulam-novas-acoes-de-controle-do-aedes-aegypti-no-norte-de-minas

Com o objetivo de alinhar com os municípios novas ações voltadas para o enfrentamento do Aedes aegypti, visando conter o avanço da transmissão de dengue, febre chikungunya e zika vírus, nesta segunda-feira, 20, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) deu continuidade à realização de encontros com a Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros (SMS). A partir desta terça-feira, 21/05, e prosseguindo até sexta-feira, 24/05, novos encontros serão realizados nos polos de saúde de Salinas, Taiobeiras, Monte Azul e Janaúba, envolvendo referências técnicas dos municípios e dos núcleos de atenção primária à saúde; vigilância epidemiológica e de saúde; regulação e de redes de atenção à saúde.

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O coordenador de vigilância em saúde da SES-MG em Montes Claros, Valdemar Rodrigues dos Anjos explica que “os encontros iniciados no mês passado em Bocaiúva e Montes Claros, visam articular com os municípios que apresentam alta ou muito alta transmissão de doenças causadas pelo Aedes aegypti, o apoio necessário para que as ações de controle do mosquito sejam intensificadas e, com isso, se evite a ocorrência de epidemias”.

Nesta segunda-feira, 20/05, a Secretaria Municipal de Saúde de Montes Claros apresentou à SES-MG as ações que já vem colocando em prática visando o controle de focos do Aedes aegypti, bem como o atendimento das pessoas nos serviços de atenção primária à saúde com suspeitas de terem contraído dengue ou algumas das demais arboviroses.

A coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da SMS, Mara Dayse Alves Ribeiro explicou que desde o início deste ano agentes comunitários de endemias e de saúde visitaram mais de 95,4 mil imóveis e mais de 12 mil focos de proliferação do Aedes aegypti foram eliminados. Além disso, mais de 120 toneladas de lixo e materiais inservíveis foram recolhidos pela Prefeitura, entre eles 32 mil pneus.

No Hospital Alpheu de Quadros estão funcionando salas de hidratação de pessoas com suspeita de terem contraído dengue ou outras doenças transmitidas pelo Aedes. Os hospitais Prontosocor e das Clínicas estão operando como unidades de retaguarda no atendimento de pacientes que necessitam de hidratação, o que evita a superlotação das demais unidades de saúde que possuem prontos socorros.

Mesmo diante de várias ações já realizadas, Mara Ribeiro e o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses de Montes Claros, Flamaryon Cardoso Gualberto salientam que 92% dos focos do Aedes aegypti ainda são encontrados em reservatórios de água localizados dentro de residências, uma vez que a população persiste com o temor de faltar água para o abastecimento da cidade. Por isso, as ações de educação em saúde estão tendo continuidade com a realização de palestras em escolas públicas e privadas, passeatas e distribuição de informativos.

Aliada a essas ações a referência técnica em atenção primária à saúde da SES-MG, Renata Fiúza Damasceno destacou a importância do fortalecimento das equipes de estratégia de saúde da família por meio da integração dos trabalhos executados pelos agentes de controle de endemias e de saúde, a fim de que o município tenha condições de otimizar o atendimento médico da população, bem como a notificação das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e de outros agravos que porventura estejam acontecendo no município.

Flamaryon Cardoso explicou que, enquanto o município continua crescendo, há 11 anos o Centro de Controle de Zoonoses conta com a mesma estrutura de servidores. Por isso, “enquanto o Ministério da Saúde não atualiza dados e autorize a contratação de novos agentes de controle de endemias, o Centro de Controle de Zoonoses tem priorizado a eliminação de focos do Aedes aegypti nos territórios que enfrentam maior índice de incidência ou de transmissão de doenças”.

Apoio da SES-MG

“Desde o ano passado a SES-MG tem reforçado com os gestores municipais a importância do trabalho dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de controle de endemias, visando a conscientização da população quanto à eliminação de focos do Aedes aegypti. Além disso, é importante que os serviços de atenção primária de saúde dos municípios estejam devidamente preparados para atender aos pacientes com sintomas de dengue e de outras doenças transmitidas pelo Aedes, levando-se em conta a necessidade de notificação dos casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação – (Sinan), a fim de que os dados contabilizados orientem as ações e decisões do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde”, frisa o coordenador de vigilância em saúde da SES-MG, Valdemar Rodrigues.

Entre janeiro e a primeira quinzena deste mês o laboratório macrorregional da SES-MG, sediado em Montes Claros, analisou 3 mil 422 amostras de materiais coletados por serviços de saúde dos municípios, provenientes de pacientes com suspeitas de terem contraído dengue. Ao todo, 1 mil 411 amostras deram resultado positivo para dengue e outras 720 amostras estão em fase de análise. Além dos municípios que compõem a Regional de Saúde de Montes Claros o laboratório macrorregional atende demandas de municípios que integram as regiões de Diamantina, Januária e Pirapora.

Neste ano, 11 municípios da área de atuação da Regional de Saúde de Montes Claros já receberam apoio no combate ao Aedes aegypti com utilização de Ultra Baixo Volume (UBV) veicular, mais conhecido como “carro fumacê”. Foram contemplados os municípios de Padre Carvalho, Monte Azul, Juramento, Gameleiras, Mato Verde, Jequitaí, Bocaiúva, Capitão Enéas, Francisco Sá, Mamonas e Janaúba.

Também neste ano, a Regional de Saúde já contemplou 12 municípios do Norte de Minas com a realização de capacitações de agentes de controle de endemias para utilização do aerosystem. Trata-se de equipamento de aplicação especial de permetrina, inseticida utilizado para eliminar fêmeas do Aedes aegypti dentro de residências e demais estabelecimentos.

Em abril e maio, por meio de três resoluções publicadas pela SES-MG, foram destinados incentivos financeiros complementares a 22 municípios do Norte de Minas que apresentam alta ou muito alta incidência de transmissão de dengue (acima de 300 casos por 100 mil habitantes). Os recursos são destinados a ações de assistência à saúde de interesse epidemiológico, vigilância e controle das arboviroses urbanas transmitidas pelo Aedes aegypti.

A seleção dos municípios teve como base as notificações lançadas no Sinan. Do Norte de Minas foram contempladas com o repasse de recursos adicionais as seguintes localidades: Juramento, Catuti, Gameleiras, Jequitaí, Mato Verde, Bocaiúva, Claro dos Poções, Coração de Jesus, Engenheiro Navarro, Francisco Dumont, Fruta de Leite, Guaraciama, Joaquim Felício, Matias Cardoso, Monte Azul, Padre Carvalho, Salinas, São João do Pacuí, Glaucilândia, Lagoa dos Patos, Nova Porteirinha e São João da Lagoa.

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Banco de notícias Mon, 20 May 2019 17:25:37 +0000
Regional de Coronel Fabriciano realiza ações de controle ao Aedes aegypti em Entre Folhas http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11166-regional-de-coronel-fabriciano-realiza-acoes-de-controle-ao-aedes-aegypti-em-entre-folhas http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11166-regional-de-coronel-fabriciano-realiza-acoes-de-controle-ao-aedes-aegypti-em-entre-folhas

Devido ao aumento do número de casos prováveis de dengue em Entre Folhas, a Regional de Saúde de Coronel Fabriciano realizou nas últimas duas semanas, entre os dias 7 a 17 de maio, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, ações de intensificação e enfrentamento ao vetor Aedes aegypti no município.

Palestra mobilização 2

Segundo Juniel Scarabelli, referência técnica em arbovirose da Regional de Saúde, o município de Entre Folhas solicitou o apoio da Regional uma vez que a equipe técnica de vigilância epidemiológica do município ainda não está completa, o que dificulta ações mais efetivas de controle vetorial. “Foi realizada primeiramente uma reunião com a equipe da secretaria municipal de saúde, juntamente com coordenadores da vigilância epidemiologia e de vigilância em saúde. Na ocasião, repassamos a situação do município, que possuía 90 casos prováveis notificados para dengue, configurando uma alta transmissão”, destacou Juniel.

Juniel Scarabelli coordenou parte dos trabalhos, juntamente com a equipe técnica da UDC (Unidade Descentralizada de Caratinga), que pertence à Regional de Saúde de Coronel Fabriciano. Foram desenvolvidos trabalhos permanentes de vigilância epidemiológica nas microrregiões de Caratinga, Ipatinga e Coronel Fabriciano. “Em Entre Folhas, atuamos muito com Mobilização Social, realizamos reuniões nas escolas e com todos os setores da comunidade. O município está em alerta máximo. Trata-se de alta transmissão para o vírus da dengue e as notificações praticamente dobraram. É claro que não há motivos para alarde, mas sim para uma vigilância contínua. Foram duas semanas acompanhando as equipes de campo em ações de bloqueios, visitas domiciliares e mobilização social. Tudo para que a cidade, as pessoas e não só a prefeitura enfrente o Aedes aegypti. Esperamos sim bons resultados com essas ações”, ressaltou Juniel.

De acordo com a equipe técnica da Regional de Saúde, com dados do último boletim epidemiológico (13/05/2019), o território Vale do Aço possui três municípios em estado de alerta. São eles: Entre Folhas (90 casos prováveis), Dionísio (30 casos prováveis) e São Sebastião do Anta (29 casos prováveis). Sendo que nos dois últimos municípios citados, os trabalhos de controle vetorial com a equipe técnica da Regional de Saúde começam ainda esta semana.

Plano de Intensificação das Ações de Combate às Arboviroses

Já no início de 2019, considerando o alto índice de infestação predial verificado em alguns municípios da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, foi realizada, entre os meses de fevereiro a abril, ações preventivas em diversos municípios por meio de um Plano de Intensificação elaborado pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Regional.

A seleção dos municípios prioritários para intensificação das ações de combate ao Aedes aegypti obedeceram a alguns critérios como: alto índice do LIRAa, incidência de arboviroses nas últimas 04 semanas e as mudanças de profissionais (necessidade de capacitação). A partir da análise desses critérios, foram selecionados primeiramente os sete municípios considerados prioritários, com maior risco de surto de arboviroses: Mesquita, Santana do Paraíso, Jaguaraçu, Belo Oriente, Ipaba, Timóteo e Ipatinga.

O objetivo do Plano de Intensificação é evitar a ocorrência de óbitos por dengue e outras arboviroses e agir preventivamente para controlar processos epidêmicos, além de prevenir o surto de dengue por sorotipo tipo 02.

As equipes de trabalho para apoio aos municípios são compostas por Agentes de Saúde da Fundação Nacional da Saúde (FUNASA), lotados na Unidade Descentralizada de Caratinga (UDC), e por referências técnicas em arboviroses da Regional de Saúde Coronel Fabriciano.

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Banco de notícias Mon, 20 May 2019 15:40:22 +0000
Regional de Saúde de Pirapora realiza reunião sobre Indicadores de Saúde http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11165-regional-de-saude-de-pirapora-realiza-reuniao-sobre-indicadores-de-saude http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11165-regional-de-saude-de-pirapora-realiza-reuniao-sobre-indicadores-de-saude

Na última sexta-feira (17/5), a Regional de Saúde de Pirapora realizou reunião com Referências Técnicas Municipais e Regionais para monitoramento e pactuação de Indicadores de Saúde, para o exercício 2019, por meio da revisão de metas e ações da Pactuação Interfederativa.

O objetivo do encontro foi discutir sobre os indicadores de saúde 2018, com destaque àqueles cujos municípios não haviam alcançado a meta pactuada no ano anterior, para assim identificarem possíveis fragilidades, pontua-las e fazerem a pactuação 2019 com mais consistência e efetividade, de acordo com sua realidade local, para atingirem toda a população com a melhoria dos indicadores de Saúde

“Criamos uma estratégia específica para atendimento dos municípios. Primeiro a Regional promoveu uma reunião técnica com as Referências Regionais e analisaram individualmente a situação de cada município; em seguida foi agendada, previamente, reunião com os técnicos municipais e sugerido que iniciassem o estudo dos indicadores cuja a meta não havia sido alcançada, para que na Regional a discussão fosse mais produtiva”, comentou a coordenadora do Núcleo de Gestão Microrregional da regional, Adriana Katia Emiliano Souza.

Créditos: Adriana Katia

Durante a reunião foram apresentadas as fichas de qualificação dos 23 indicadores estabelecidos para os anos de 2017 a 2021, conforme decisão tomada na reunião ordinária da Comissão Intergestores Tripartite em 24 de novembro de 2016 e publicado no Diário Oficial da União, em 12 de dezembro de 2016, por meio da Resolução n° 8. Os indicadores, relacionados a diretrizes nacionais, são compostos por 20 indicadores universais, ou seja, de pactuação comum e obrigatória e 3 indicadores específicos, de pactuação obrigatória, também, quando forem observadas as especificidades no território, conforme orientações nas fichas.

“Muitas metas tem sido alcançadas pelos municípios da nossa Região de Saúde, por fazerem parte do Programa de Monitoramento das Ações da Vigilância em Saúde (PROMAVS), ferramenta cujo objetivo visa apoiar a descentralização de ações da vigilância de acordo com a política, diretrizes e prioridades estabelecidas pelo governo de Minas Gerais.” Na atualidade essa avaliação ocorre semestralmente. Pontuou a coordenadora de Vigilância em Saúde Diane A. Oliveira de Menezes.

“O trabalho realizado por meio do Pacto Interfederativo fortalece as prioridades da gestão em saúde e tem impactado na rotina das equipes municipais, inclusive nas ações pontuais de combate às endemias, como exemplo no controle das arboviroses. Práticas que são intensamente executadas no contexto da Vigilância em Saúde”. Falou a coordenadora em Saúde e representante do município de Ibiaí, Silvia Cristina G. S. P. Pinto.

Durante os trabalhos, Adriana, coordenadora do Núcleos de Gestão Microrregional (NGM) da Regional de Pirapora destacou que essa reunião acontece, anualmente e o NGM por sua natureza transversal perpassa pelos demais Núcleos da Regional, por isso vem fazendo desde sua implantação, a ligação entre os técnicos da regional de saúde e os municípios. Ao final, parabenizou a Micro pela participação de 100 % dos municípios. “Possibilitar o encontro regional e municipal para monitoramento e definição de ações para promoção de saúde, prevenção de doenças e agravos, vigilância e assistência, de forma mais adequada será sempre a nossa missão regional.”

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Banco de notícias Mon, 20 May 2019 15:13:12 +0000
Unidade da Farmácia de Todos é inaugurada em Carangola http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11164-unidade-da-farmacia-de-todos-e-inaugurada-em-carangola http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11164-unidade-da-farmacia-de-todos-e-inaugurada-em-carangola

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com a Prefeitura de Carangola, inaugurou no sábado (18/05) mais uma unidade do Programa Farmácia de Todos na zona da mata mineira. A Farmácia irá beneficiar a população dos bairros Coroado, Santa Emília, Aeroporto, Eldorado, Vale dos Ipês, Armindo Cunha, Parada General e Bairro Floresta.

Na sede, o atendimento aos pacientes será realizado por equipe especializada e, de maneira humanizada, irá esclarecer dúvidas e oferecer informações. Os pacientes receberão os medicamentos mediante apresentação da prescrição médica emitida por profissionais da rede pública de saúde. Entre os medicamentos que serão disponibilizados estão anti-hipertensivos, analgésicos, antibióticos, ansiolíticos além de medicamentos utilizados no tratamento de diabetes e outros.

Essa unidade da Farmácia de Todos na cidade de Carangola tem o objetivo de descentralizar a distribuição de medicamentos da atenção básica fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A farmácia fica localizada à Av. Dr. Valdemar Soares, no Setor Coroado. Antes da inauguração, os medicamentos no município eram distribuídos somente na Farmácia do SUS, localizada na Policlínica Municipal.

Créditos: Antonio Rodrigues Nogueira

Para o coordenador do núcleo de atenção à saúde da Regional de Manhumirim, Eduardo Alves de Souza, a inauguração da Farmácia de Todos em Carangola representa um avanço e contribui para melhoria no atendimento à população. “O município passa a contar com uma estrutura adequada e um acolhimento que vai além de entrega medicamentos e, com isso, ganham todos os usuários do SUS, que passam a contar com uma assistência farmacêutica organizada e integrada”, destacou o coordenador.

Já o prefeito de Carangola, Paulo Pettersen em pronunciamento lembrou a importância da parceria entre município e Estado para consolidação da obra. “Esse benefício é fruto da parceria entre o Governo Estadual e o município. Mesmo em tempos de crise estamos buscando garantir melhorias para a saúde da nossa população e hoje mais uma importante obra é entregue à comunidade de Carangola”, frisou.

Farmácia de Todos

O Programa Farmácia de Todos tem a proposta de garantir o acesso de todos os mineiros a medicamentos gratuitos e ainda qualificar a Assistência Farmacêutica no Estado de Minas Gerais. Além disso, também propõe a estruturação adequada das farmácias públicas com objetivo de proporcionar atendimento humanizado e armazenagem adequada dos medicamentos. Com a execução das ações propostas, a Farmácia de Todos melhora o acesso a medicamentos e a qualidade de vida dos mineiros.

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Banco de notícias Mon, 20 May 2019 14:16:32 +0000
Regional de Saúde de Teófilo Otoni promove ações de enfrentamento a dengue no interior do Estado http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11163-regional-de-saude-de-teofilo-otoni-promove-acoes-de-enfrentamento-a-dengue-no-interior-do-estado http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11163-regional-de-saude-de-teofilo-otoni-promove-acoes-de-enfrentamento-a-dengue-no-interior-do-estado

Uma equipe da Regional de Saúde de Teófilo Otoni realizou, entre os dias 7 e 17 de maio, uma Força Tarefa contra a dengue, em Itambacuri, interior de Minas Gerais.

De acordo com Augusto Bernardo do Monte, Referência Técnica em Mobilização Social da Regional, o município foi estrategicamente escolhido, em decorrência da grande incidência dos casos de dengue na cidade. “Do início do ano até o presente momento foram notificados 208 casos suspeitos da doença”, afirma.

Créditos: Déborah Ramos Goecking

Agentes de saúde da Regional, juntamente a agentes comunitários e de endemias do município, inspecionaram 387 residências e encontraram 929 depósitos de água parada, sendo que 55 deles estavam com larvas que, após serem analisadas, apresentaram resultados positivos do Aedes aegypti e Aedes albopictus.

O grupo se reuniu com o gestor municipal de saúde, e também com os coordenadores municipais de epidemiologia e de vigilância em saúde, e repassou a situação do município com o objetivo de alinhar condutas de ação de enfrentamento ao mosquito. A população, por sua vez, foi orientada sobre as práticas de como evitar o aparecimento de novos casos no município. “O próximo passo agora é recolher os objetos identificados como criadouros nas residências inspecionadas”, afirma Augusto.

Clique aqui e saiba mais sobre a situação da dengue em Minas Gerais.

 

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Banco de notícias Mon, 20 May 2019 09:27:22 +0000
Regional de Coronel Fabriciano realiza capacitação sobre Programa Nacional de Controle da Dengue http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11162-regional-de-coronel-fabriciano-realiza-capacitacao-sobre-programa-nacional-de-controle-da-dengue http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11162-regional-de-coronel-fabriciano-realiza-capacitacao-sobre-programa-nacional-de-controle-da-dengue

A Regional de Saúde de Coronel Fabriciano realizou, dos dias 13 a 16 de maio, em seu auditório, uma capacitação sobre os sistemas de informação do Programa Nacional de Controle da Dengue (SisPNCD) e do Levantamento Rápido do Índice de Infestação para Aedes Aegypti (LIRAa). O treinamento buscou apresentar e capacitar os Agentes de Combate às Endemias (ACE), dos 35 municípios do território Vale do Aço, sobre as funções dos sistemas e os objetivos a serem alcançados por meio dele.

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Segundo Joel Caldas, referência técnica em arboviroses da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, esse tipo de capacitação é muito importante, visto que foi direcionada aos novos ACE’s que não haviam passado por nenhum tipo de capacitação sobre os sistemas. “O objetivo foi esclarecer o máximo de dúvidas possíveis e fazer com que os municípios tenham melhores condições de realizar o planejamento das ações de enfrentamento, controle e mobilização contra o mosquito Aedes Aegypti”, disse Joel.

Já Edelson Inácio Vieira, que também é referência técnica em arboviroses, apresentou detalhadamente os sistemas. “A grande rotatividade de profissionais, neste caso ACE’s, torna necessário capacitações frequentes para aprofundar e alinhar as ações. Sabemos das dificuldades, mas podemos superá-las”, ressaltou Edelson.

Durante o treinamento, os técnicos ressaltaram as novas orientações para municípios com menos de dois mil imóveis. Além da obrigatoriedade do LIRAa, a resolução determina a realização do Levantamento de Índice Amostral (LIA) nas localidades infestadas pelo vetor Aedes aegypti e que possuam menos de 2 mil imóveis. Os profissionais dos municípios atualizaram também seus conhecimentos a respeito da rotina de trabalho em campo, coleta dos dados, bem como utilização das plataformas dos sistemas.

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Banco de notícias Fri, 17 May 2019 16:26:34 +0000
Norte de Minas reforça a mobilização da sociedade no Dia Nacional de Luta Antimanicomial http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11161-norte-de-minas-reforca-a-mobilizacao-da-sociedade-no-dia-nacional-de-luta-antimanicomial http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11161-norte-de-minas-reforca-a-mobilizacao-da-sociedade-no-dia-nacional-de-luta-antimanicomial

Para marcar as celebrações do Dia Nacional de Luta Antimanicomial, nesta sexta-feira, 17, e também sábado, 18/5, vários municípios do Norte de Minas realizam várias atividades reforçando os movimentos que preveem a reformulação da assistência em saúde mental e a inserção das pessoas com sofrimento mental na sociedade. Esta sexta-feira foi marcada pela realização de passeatas em vários municípios, entre eles, Jaíba, Montes Claros, Salinas, Janaúba e São João do Paraíso, envolvendo profissionais de saúde, familiares e usuários dos serviços de atenção psicossocial.

PASSEATA JANAUBA

Em Montes Claros, nesta semana, a referência técnica em saúde mental da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais – (SES-MG), Alcina Mendes Brito participou do Seminário “Retorno dos Manicômios, a quem interessa”, organizado por instituições de ensino superior e pelos conselhos regionais de Psicologia e Enfermagem. Na Câmara Municipal de Montes Claros a referência técnica da SES-MG também participou de audiência pública organizada pelo Legislativo, oportunidade que foram lembrados os avanços e os desafios dos serviços de saúde mental.

Na oportunidade Alcina Brito reforçou “a importância do fortalecimento das políticas públicas voltadas para a assistência em saúde mental, por meio do Sistema Único de Saúde – (SUS), levando-se em conta a importância do apoio da sociedade no acolhimento de pessoas acometidas por transtorno mental nos mais diferentes espaços de convivência”.

Nesta sexta-feira, 17, foi realizada passeata na região central de Montes Claros envolvendo profissionais de saúde e familiares de pessoas acometidas por transtorno mental, oportunidade que foi reforçada a defesa das políticas voltadas para esse segmento da saúde pública. Já no domingo, 19/5, será realizada a primeira edição da Corrida e Caminhada pela Saúde Mental de Montes Claros. O evento é uma iniciativa da Associação dos Usuários, Familiares e Amigos da Rede Psicossocial - Consciência Ativa, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade sobre as pessoas acometidas por transtornos mentais e seu tratamento, questionando as relações de estigma que excluem os pacientes do meio social.

Os atletas poderão escolher entre uma corrida de 5 km e uma caminhada de 2 km, sendo que ambas partirão, às 7h30, da sede do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS AD), localizado na rua Gonçalves Figueira, 202, centro. Todos os atletas que participarem da corrida receberão medalha e os cinco primeiros, nas categorias geral masculino e feminino, assim como o primeiro na categoria entre 15 e 18 anos, receberão troféus.

Outros municípios 

Nesta sexta-feira, 17, a Secretaria Municipal de Saúde de Capitão Enéas realizou o I Seminário de Saúde Mental: Avanços e Desafios. O evento contou com a participação da referência técnica da SES-MG, Alcina Mendes Brito, que proferiu palestra tendo como foco o slogan, “Direito às Diversas Gentes: De mãos dadas contracorrentes”, criado neste ano pelo Fórum Mineiro de Saúde Mental.

Em Grão Mogol, o Centro de Atenção Psicossocial Direito de Viver, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta semana várias atividades voltadas para a mobilização da população em defesa da assistência à saúde mental. As atividades prosseguiram nesta sexta-feira com a realização de passeata envolvendo familiares e usuários dos serviços de saúde mental e profissionais de saúde. Neste sábado, 18/05, a partir das 19 horas, na Praça Beira Rio, será exibido o filme “Nise: O Coração da Loucura”.

Também no sábado, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Pardo de Minas realizará a “Caminhada do Dia da Luta Antimanicomial, em valorização da saúde mental, respeitando as diferenças”. O evento começará às 8 horas em frente ao Centro de Atenção Psicossocial do município.

Rede de Atenção

A Rede de Atenção Psicossocial de Minas Gerais tem pontos estratégicos e prioritários na atenção primária em saúde; atenção psicossocial e atenção hospitalar, entre outros. Os Caps são administrados pelos municípios e, prioritariamente, atendem pacientes graves em crise que, ao se estabilizarem, são referenciados às unidades básicas de saúde para acompanhamento ambulatorial. Durante esse período, as UBS desenvolvem ações de tratamento, reabilitação e inclusão psicossocial, além do repasse de orientações à família do paciente visando a não cronificar a pessoa, como ocorria anteriormente na internação manicomial.

Atualmente, na área de abrangência da Regional de Saúde de Montes Claros a rede de serviços de saúde mental possui 17 centros de atenção psicossocial habilitados no Ministério da Saúde. Outros 4 CAPS, uma unidade de acolhimento adulto e um serviço residencial terapêutico estão em funcionamento, aguardando Portaria de habilitação do Ministério da Saúde. A rede norte-mineira conta com 40 leitos de saúde mental, álcool e outras drogas e uma unidade de acolhimento infanto-juvenil.

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Banco de notícias Fri, 17 May 2019 16:23:12 +0000
Regional de Saúde de Divinópolis realiza reunião sobre controle e manejo clínico de pacientes com dengue http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11160-regional-de-saude-de-divinopolis-realiza-reuniao-sobre-controle-e-manejo-clinico-de-pacientes-com-dengue http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11160-regional-de-saude-de-divinopolis-realiza-reuniao-sobre-controle-e-manejo-clinico-de-pacientes-com-dengue

Na última quinta-feira, 16/5, a Regional de Saúde de Divinópolis realizou uma reunião com técnicos da e profissionais da saúde com o município de Nova Serrana para traçar estratégias para o enfrentamento ao Aedes Aegypti e assistência ao paciente infectado pelo vírus do mosquito.

O objetivo do encontro foi pontuar e sugerir trabalhos que envolvam os quatro eixos de controle do vetor: vigilância epidemiológica, Controle Vetorial, assistência (Primária e Secundária) e Comunicação Social/Mobilização.

“Criamos uma estratégia específica para o atendimento dos pacientes diagnosticados e suspeitos para alguma arbovirose. A equipe foi capacitada e instruída para utilizar os protocolos. Além disso, estamos divulgando a situação e alertando a população”, comentou a Secretária de Saúde de Nova Serrana, Glaucia Sbampato.

Créditos: Willian Pacheco

No eixo assistência, os técnicos Estaduais e Municipais visitaram duas equipes de Estratégia de Saúde Da Família(ESF), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24hs) e a Policlínica. A equipe discutiu com os profissionais das unidades como o município estruturou o fluxo assistencial, se houve a utilização do protocolo de Manejo Clínico, como ocorreu a hidratação oral e venosa dos pacientes suspeitos para doença e a referência e contra referência.

“Na assistência, a minha impressão foi muito boa. A equipe tem proposto estratégias para o paciente não ficar desassistido e perdido na rede da saúde. Há horários alternativos e hidratação para os pacientes. O fluxograma de atendimento está bem visualizado e aplicado”, pontuou a referência do eixo Assistência da SES-MG, Natália Colén. Quanto ao pacientes atendidos pela ESF, a coordenadora da Atenção Primária da Regional de Divinópolis, Agripina Fraga, destacou a necessidade de “monitorar os pacientes que precisam se descolar até ao centro para fazer os exames laboratoriais. Uma boa estratégia que vocês estão utilizando é vincular o atestado médico ao retorno do paciente. Isto foi muito interessante”, completou a coordenadora.

Na Vigilância Epidemiológica e Controle Vetorial, os técnicos acompanharam os trabalhos agentes, verificaram a integração Agentes Comunitários e Agentes de Endemias, o mapeamento dos casos. “Vocês estão com uma equipe muito boa. Eles têm um bom diálogo. Alguns pontos podem ser facilmente resolvidos com uma orientação e ajustando o serviço de controle vetorial. Como proposta, sugerimos ampliar o número de agentes para que haja uma maior cobertura de imóveis trabalhados”, frisou a referência técnica da SES-MG, Dionísio Pacceli Costa.

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Banco de notícias Fri, 17 May 2019 14:50:42 +0000
SES-MG reforça a importância do Dia da Luta Antimanicomial http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11159-ses-mg-reforca-a-importancia-do-dia-da-luta-antimanicomial http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11159-ses-mg-reforca-a-importancia-do-dia-da-luta-antimanicomial

No próximo sábado, 18/5, é celebrado o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, movimento que prevê a reformulação da assistência em saúde mental e a inserção das pessoas com sofrimento mental na sociedade, bem como sua livre circulação. A data foi escolhida durante o Congresso de Trabalhadores, realizado em maio de 1987, em Bauru (SP), com profissionais favoráveis às políticas antimanicomiais e que propunham a necessidade de reformar o sistema psiquiátrico brasileiro da época. 

Crédito: Marcus Ferreira

Após o encontro, diferentes atores e segmentos sociais compostos por familiares e trabalhadores da saúde passaram a se organizar em prol de uma reforma psiquiátrica e por sua implantação no Sistema Único de Saúde (SUS). “A reforma psiquiátrica e o movimento da luta antimanicomial foram de suma importância para a mudança da atenção às pessoas com sofrimento mental e aos usuários de álcool e outras drogas. Sua premissa se baseia na assistência ao paciente, em liberdade, e no respeito à singularidade e autonomia dos sujeitos, bem como na manutenção dos vínculos familiares e sociais”, analisa a coordenadora do Programa Estadual de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Juliana Ávila.

A lei da Reforma Psiquiátrica é, atualmente, a responsável pela construção de uma sociedade que supera o modelo excludente, assegurando aos pacientes o cuidado, em liberdade, nos diversos serviços de saúde nos territórios. Seu papel também é fundamental na sustentação da política de saúde mental no âmbito do SUS, garantindo financiamento público para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)

A RAPS é composta por diversos serviços que são pautados na autonomia, respeito e singularidade das pessoas, baseando-se na convivência dentro da sociedade. A porta de entrada é feita na Atenção Primária à Saúde, que possui equipes multiprofissionais responsáveis por um conjunto de ações de saúde, de âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde. “O objetivo é desenvolver a atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades”, explica Juliana Ávila.

Há também as equipes de Consultório na Rua que atuam de forma itinerante, ofertando ações e cuidados de saúde para a população em situação de rua, considerando suas diferentes necessidades de saúde. Já os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são serviços de base territorial com diversas modalidades que atendem pessoas em crise, devido aos transtornos mentais graves e persistentes e/ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas.
Nas Unidades de Acolhimento são oferecidos cuidados contínuos de saúde em ambiente residencial para pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, de ambos os sexos, que apresentem acentuada vulnerabilidade social e/ou familiar e demandem acompanhamento terapêutico e protetivo de caráter transitório. “As unidades de acolhimento funcionam de maneira articulada com os CAPS, observando sempre a singularidade e necessidade de cada indivíduo”, destaca a coordenadora.

Por fim, há os Centros de Convivência, articulados às Redes de Atenção à Saúde, onde são oferecidos à população em geral espaços de sociabilidade, produção e intervenção na cultura e na cidade. Há também os Serviços Residenciais Terapêuticos, definidos por moradias inseridas na comunidade destinadas a acolher pessoas egressas de internação de longa permanência, de hospitais psiquiátricos e hospitais de custódia. “Tais serviços são estratégicos para a inclusão social das pessoas com transtornos mentais e/ou que fazem uso prejudicial de álcool e outras drogas, além de promover espaços de convívio e sustentação das diferenças na comunidade e em variados espaços da cidade”, analisa Juliana Ávila.

O quadro abaixo detalha a quantidade de serviços da Rede de Atenção Psicossocial ofertados em Minas Gerais.

matéria RAPS

Atenção Hospitalar

A Política Estadual de Saúde Mental, álcool e outras drogas tem previstos os leitos de saúde mental em hospital geral em atenção às pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. O cuidado ofertado no âmbito hospitalar é articulado com o Projeto Terapêutico Individual desenvolvido pelo serviço de referência do usuário. “O acesso aos leitos na enfermaria especializada em hospital geral deve ser regulado com base em critérios clínicos e de gestão por intermédio do Centro de Atenção Psicossocial de referência e, no caso de o usuário acessar a Rede por meio deste ponto de atenção, deve também ser providenciada sua vinculação e referência a um Centro de Atenção Psicossocial que assumirá o caso, conforme previsto na Política Estadual de Saúde Mental, álcool e outras drogas”, aponta a coordenadora do Programa Estadual de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da SES-MG. Minas Gerais, atualmente, possui 331 leitos de saúde mental em hospital geral habilitados pelo Ministério da Saúde.

Crédito: Marcus Ferreira

Ações

A Coordenação Estadual de Saúde Mental, álcool e outras drogas apoia o dia 18 de maio e estimula que ações sejam realizadas nos municípios mineiros pelos usuários da Rede de Atenção Psicossocial, familiares e trabalhadores. Em 2019, a SES-MG realizou uma semana comemorativa com uma programação que contempla a utilização de espaços da Cidade Administrativa. Entre as atividades, estavam a sessão comentada do filme “Holocausto Brasileiro”, a exposição “Linha do Tempo: Uma História dos Porões à Liberdade”, bem como a mostra de trabalhos de usuários da RAPS do município de Pompéu e do CAPS de Sete Lagoas. Nesta sexta-feira (17/5), ocorre o desfile da Escola de Samba Liberdade Ainda que Tantam, cujos participantes se concentram às 13h na Praça da Liberdade.

» Clique aqui para conferir a galeria de fotos das exposições de Saúde Mental.

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Banco de notícias Fri, 17 May 2019 13:42:55 +0000
Informe Epidemiológico da Gripe (17/05) http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11158-informe-epidemiologico-da-gripe-17-05 http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11158-informe-epidemiologico-da-gripe-17-05

Em Minas Gerais, até o momento (17/05), foram notificados 945 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG hospitalizado), sendo que 139 (14,7%) com amostras já processadas. Do total de casos notificados com amostras já processadas, 39 foram confirmados por SRAG por Influenza ( 28,1 %) e 100 casos ( 71,9%) para outros vírus respiratórios do total de casos com investigação laboratorial.

Dos casos confirmados por influenza, predominou com 97,4% o Influenza A (38/39), precedido da ocorrência da Influenza B com 2,6% (1/39). Entre os vírus A, o subtipo identificado com 86,8% foi o influenza A(H1N1)pdm09 (33/38), 10,5% são de influenza A não subtipado (4/38) e 2,6% são de influenza A não subtipável (1/38).

Já em relação aos óbitos, até o momento, foram notificados 91 óbitos por SRAG, o que corresponde a 9,6% (91/945) dos casos notificados. Dos 91 óbitos, 11 apresentaram associação a vírus respiratórios, o que corresponde 12,1% (11/91). Das onze mortes por vírus respiratórios, 1 (uma) (9,1%) foi ocasionada pelo influenza A(H1N1)pdm09 no município de Belo Horizonte e 1 (uma) (9,1%) pelo influenza A não subtipado no município de Juiz de Fora e outras nove (81,8%) associadas a outros vírus respiratórios. Os óbitos associados a outros vírus respiratórios ocorreram nos municípios de Belo Horizonte (5), Uberlândia (1), Governador Valadares (1), Diamantina (1) e 1 do Distrito Federal.

Resumindo: em 2019, foram confirmados, até o momento (17/05), 39 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus da Influenza (gripe). Desses casos, dois evoluíram para o óbito, sendo um associado à influenza A(H1N1)pdm09 no município de Belo Horizonte e outro ao influenza A não subtipado em Juiz de Fora.

Dos 39 casos de SRAG causados pela Influenza, 36 foram de Influenza A/(HINI)pdm09, 2 por Influenza A não subtipado, 1 por Influenza B.

» Clique aqui e acesse o Informe Epidemiológico da Gripe (atualizado em 17/05/2019).

Dúvidas frequentes e outras informações sobre cuidados e prevenção da gripe estão disponíveis no site: www.saude.mg.gov.br/gripe

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Banco de notícias Fri, 17 May 2019 11:41:59 +0000
Regional de Saúde de Uberlândia capacita profissionais para o atendimento adequado ao paciente com suspeita de gripe http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11157-regional-de-saude-de-uberlandia-capacita-profissionais-para-o-atendimento-adequado-ao-paciente-com-suspeita-de-gripe http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11157-regional-de-saude-de-uberlandia-capacita-profissionais-para-o-atendimento-adequado-ao-paciente-com-suspeita-de-gripe

Regional de Saúde (SRS) de Uberlândia em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia promoveu nesta quinta-feira (16/5), uma capacitação voltada para médicos e enfermeiros da atenção básica e especializada que atuam nos 18 municípios da região sobre o correto manejo clínico dos pacientes com suspeita de influenza de acordo com as diretrizes do Protocolo do Ministério da Saúde.

Crédito: Lilian Cunha

Segundo o médico da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia, Marcelo Sinício Peixoto, que abordou sobre os conceitos, proteção, diagnóstico e tratamento, “estamos entrando no pico da sazonalidade da influenza (gripe), que é uma doença que pode levar as pessoas a óbito tanto quanto a dengue e a meningite. É importante a conduta profissional na abordagem do paciente no diagnóstico, que é clínico e epidemiológico, podendo ou não ser acompanhado por alterações laboratoriais e radiológicas”, disse.

Ainda de acordo com o Médico epidemiologista, há diferença entre Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), e todos os conceitos e condutas estão descritos no protocolo. Em específico sobre a conduta, há o fluxograma do atendimento, que precisa estar de fácil acesso para o profissional consultar. “Na SRAG é obrigatória a notificação às autoridades de saúde, coleta do amostra e iniciar a medicação. O fosfato de oseltamivir deve ser prescrito também para todos os casos de SG que tenham condições e fatores de risco para complicações e com sinais de agravamento”, explicou.

Outro ponto fundamental da assistência reforçado por Marcelo Peixoto diz respeito ao acolhimento do paciente. “É preciso que a unidade de saúde esteja preparada para identificar as pessoas que estejam com suspeita de influenza assim que elas entrarem no local, colocando máscara para não disseminar o vírus para todos que estão ali, além de oferecer outras condições de higiene necessárias, como o álcool em gel, lenços de papel, pia e sabonete etc.”, destacou o médico epidemiologista.

Profissionais da atenção básica e especializada do município de Patrocínio também participaram da capacitação. “Momentos como esse proporciona a atualização do conhecimento, esclarecimento do diagnóstico correto e tratamento adequado, diminuindo as internações por influenza e consequentemente a mortalidade. As informações de hoje serão levadas aos profissionais de todas as unidades de saúde, de maneira a uniformizar o atendimento da rede”, pontuou o médico coordenador do pronto socorro municipal de Patrocínio, José do Carmo Júnior.

87 mil pessoas ainda não se vacinaram na região

A campanha de vacinação segue até o dia 31 de maio. Os grupos prioritários para a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2019 são: crianças na faixa etária de seis meses a menores de seis anos de idade (cinco anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores de saúde, professores de escolas públicas e privadas, indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais e forças de segurança e salvamento. A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada grupo. Até o momento, a cobertura da região de Uberlândia está em 69%, e os grupos que mais preocupam são as crianças e gestantes por conta da baixa cobertura e por serem os públicos mais vulneráveis à influenza. Clique e veja a cobertura da SRS Uberlândia detalhada.

Celena Araújo Martins de Resende, coordenadora da Atenção Primária à Saúde da SRS Uberlândia, ressalta que o setor está trabalhando de maneira intensificada com os municípios que estão com a cobertura geral baixa. “Estamos reunindo com a Atenção Básica para traçar estratégias locais com o objetivo de atingir todos os públicos, levando informações qualificadas para dirimir os ruídos da segurança da vacina por meios dos profissionais de saúde, quebrando a barreira que existe por parte da população em não querer se proteger”.

Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias, de 39% a 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% nas doenças relacionadas à influenza. O médico da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia, Marcelo Sinício Peixoto, reforçou que, segundo estudos, cerca de 70 a 80% dos óbitos que ocorrem por influenza são em pessoas com algum fator de risco.

Proteja-se contra a gripe

Além da vacina para os grupos prioritários, as ações de prevenção da transmissão da influenza incluem alguns cuidados, são eles:

  • Lave bem as mãos com água e sabão;
  • Beba bastante água. Manter as vias respiratórias bem hidratadas dificulta a entrada de vírus e bactérias;
  • Evite locais com muitas pessoas e com pouca circulação de ar;
  • Mantenha a janela do ônibus sempre aberta, mesmo em dias mais frios;
  • Sempre jogue os lenços de papel no lixo;
  • Nunca use as mãos para tossir ou espirrar;
  • Ao tossir ou espirrar, use a parte interna do braço, na área superior das mangas da roupa;
  • Evite compartilhar alimentos, copos, talheres, toalhas e outros objetos de uso pessoal;
  • Crianças menores de seis meses, que ainda não receberam todas as vacinas, não devem ser expostas a locais com aglomerações de pessoas, como shoppings e ônibus;
  • Não tome medicamentos sem orientação médica;
  • Diante de qualquer sintoma de gripe, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

Dúvidas frequentes e outras informações sobre cuidados e prevenção da gripe estão disponíveis no site: www.saude.mg.gov.br/gripe

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Banco de notícias Thu, 16 May 2019 17:32:27 +0000
Saúde lança Plano de Contingência do Sarampo http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11156-saude-lanca-plano-de-contingencia-do-sarampo http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11156-saude-lanca-plano-de-contingencia-do-sarampo

Diante da volta da circulação do vírus do sarampo no território nacional, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) elaborou um Plano de Contingência para Resposta às Emergências em Saúde Pública do Sarampo. O objetivo é planejar, executar e avaliar medidas de prevenção e de controle em tempo oportuno, a partir da notificação de possíveis casos de sarampo.

Em Minas Gerais, desde o início de 2019 até o momento, foram notificados 109 casos suspeitos de sarampo, provenientes de 44 municípios no estado de Minas Gerais. Desses, 93 foram descartados, 13 estão sob investigação e 3 casos foram confirmados, sendo um importado. “O Plano de Contingência do Sarampo tem sua justificativa diante da necessidade da prevenção e sustentabilidade da eliminação do sarampo no território. O cenário no estado reforça a importância da antecipação das esferas de governo ao enfrentamento de eventuais epidemias de sarampo. Esse documento tem como objetivo sistematizar as ações e os procedimentos sob a responsabilidade do estado, de modo a apoiar, em caráter complementar, as ações dos municípios”, explica o coordenador de Doenças e Agravos Transmissíveis, Gilmar Rodrigues.

Clique aqui para ver o detalhamento do Plano de Contingência

A doença

O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível de pessoa a pessoa por meio de secreções (ou aerossóis) presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Dessa forma, é uma doença com alto potencial de contágio e comum na infância. O sarampo começa inicialmente com febre, exantema (manchas avermelhadas que se distribuem de forma homogênea pelo corpo), sintomas respiratórios e oculares.

Ainda segundo Gilmar Rodrigues, ao apresentar os sintomas, as pessoas precisam procurar imediatamente uma unidade de saúde para seu estado de saúde ser avaliado e elas receberem atendimento. “No sarampo, além da febre e exantema, a pessoa também pode apresentar tosse, coriza, conjuntivite e manchas brancas que aparecem na parte interna da boca, conhecidas como sinal de Koplik”, detalha o coordenador.

Não há tratamento específico para o sarampo, apenas para os sintomas que surgem com a doença. O paciente deve ser hidratado, alimentado e ter a tosse e a febre controladas por medicamentos. O paciente também deve estar em isolamento hospitalar ou domiciliar durante o período de transmissibilidade e ter acompanhamento médico e epidemiológico por trinta dias. Para diagnóstico, além da análise dos sintomas e manifestações cutâneas, exames de sangue (sorologia), de urina e/ou secreção nasofaríngea (isolamento viral) deve ser realizado.

Prevenção

A única forma de se prevenir contra o sarampo é por meio da vacinação. “A vacina é segura e eficaz na prevenção da doença. Por isso, a principal ação da SES-MG para impedir o avanço da doença é manter a população protegida por meio da vacinação, mobilizando esforços para garantia de altas coberturas vacinais”, reforça a coordenadora de Imunizações da SES-MG, Josianne Dias Gusmão.

créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Tanto a Tríplice Viral, que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba, quanto a Tetra Viral, que protege contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a varicela (catapora), fazem parte do calendário de vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) e estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de forma regular e contínua.

O esquema vacinal vigente é de duas doses com componente sarampo para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, sendo uma dose da Tríplice Viral aos 12 meses de idade e uma dose da tetra viral aos 15 meses de idade. Para ser considerada protegida, uma pessoa de até 29 anos deverá ter duas doses comprovadas em caderneta de vacinação. Já para pessoas de 30 a 49 anos de idade, é necessário ter uma dose da Tríplice Viral.

Cenário no estado

Em 2019, o primeiro caso confirmado em Minas Gerais, importado, refere-se a um italiano, morador de Betim, com histórico de viagem recente à Croácia e à Itália nos meses de dezembro de 2018 e janeiro de 2019. As ações de bloqueio vacinal e pesquisa diagnóstica foram oportunamente realizadas pelas equipes das vigilâncias locais.

O outro caso confirmado é de um adulto jovem, 25 anos, sem comprovante vacinal, residente no município de Contagem. Esteve em Trindade (PE) em fevereiro de 2019. Foi atendido na UPA da capital e hospitalizado com suspeita de dengue, mas com clínica compatível com sarampo. No período de transmissibilidade trabalhou em condomínio fechado em um município da região metropolitana da capital. Sem história evidente de contato suspeito. Os sintomas iniciaram em 01 de março. Foi realizada a investigação e realização de exame, confirmando laboratorialmente como sarampo nas duas coletas testadas pela Funed, além de pesquisa de Biologia Molecular pela Técnica de PCR no Laboratório de Referência Nacional (Fiocruz/RJ). Devido à impossibilidade técnica, não foi possível identificar o genótipo da amostra enviada. Quanto às ações de controle, foi realizado bloqueio vacinal nos familiares.

O terceiro caso confirmado é de uma adolescente, 13 anos, portadora de Lúpus, residente em Belo Horizonte. Esteve em Porto Seguro-BA e Almenara no mês de janeiro. Apresentava no cartão de vacinação uma dose de tríplice viral em 2011. Procurou por atendimento em hospital de Contagem no dia 17 de fevereiro de 2019, com queixa de artralgia. Realizou testagem para dengue, com resultado positivo. Em 06 de março, apresentou sintomas compatíveis com caso suspeito de sarampo, procurou uma Unidade de Pronto Atendimento de Contagem, foi orientada a buscar atendimento em Belo Horizonte, onde foi hospitalizada em isolamento. Foi realizada a investigação e realização de exames, confirmando laboratorialmente como sarampo, nas duas coletas testadas pela Funed, além de pesquisa de Biologia Molecular pela Técnica de PCR no Laboratório de Referência Nacional (Fiocruz/RJ). Devido à impossibilidade técnica, não foi possível identificar o genótipo da amostra enviada. Quanto às ações de controle, foi realizado bloqueio vacinal nos familiares e na UPA onde ocorreu o primeiro atendimento.

Clique aqui e acesso o Boletim Epidemiológico do Sarampo

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Banco de notícias Thu, 16 May 2019 13:48:23 +0000
Regional de Saúde de Barbacena promove Capacitação em Triagem Neonatal http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11155-regional-de-saude-de-barbacena-promove-capacitacao-em-triagem-neonatal http://www.saude.mg.gov.br/component/gmg/stories/11155-regional-de-saude-de-barbacena-promove-capacitacao-em-triagem-neonatal

A Superintendência Regional de Saúde de Barbacena, em parceria com o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (NUPAD/FM/UFMG) ­e a Gerência Regional de Saúde de São João del-Rei, com o apoio do Núcleo de Educação Permanente (NEP CISRU) Centro Sul e o Consórcio Intermunicipal de Saúde Alto das Vertentes (CISALV), realizou na quarta-feira (15/05) uma Capacitação para Atualização em Triagem Neonatal. O público-alvo foram os profissionais envolvidos nas coletas de sangue (bebê) dos municípios.

A capacitação buscou desenvolver e aprimorar as ações do Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais na Atenção Primária. Para isso, profissionais do Núcleo apresentam os procedimentos de coleta, conservação e envio de amostras da triagem neonatal, conhecida como teste do pezinho. De acordo com a Referência Técnica do Núcleo de Atenção Primária à Saúde (NAPRIS) da SRS Barbacena, Jurema Maciel, a capacitação teve o objetivo de garantir uma melhora no desempenho dos indicadores e êxito no acompanhamento dos casos diagnosticados.

Créditos: Priscila Rezende

O teste do pezinho é uma das principais formas de diagnosticar seis doenças que, quanto mais cedo forem identificadas, melhores são as chances de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). O exame é oferecido gratuitamente à população, sendo no estado, por meio do Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG), sob a gestão da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e execução técnica do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (NUPAD).

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Banco de notícias Thu, 16 May 2019 11:02:23 +0000